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Clube do livro dos homens

| 21 julho 2025 | Nenhum comentário:


Autora: Lyssa Kay Adams
Editora: Arqueiro
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Sinopse:

A primeira regra do clube do livro é: não fale sobre o clube do livro.

Gavin Scott é um astro do beisebol, devotado ao esporte. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo humilhante: a esposa, Thea, sempre fingiu ter prazer na cama. Magoado, Gavin para de falar com ela e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo.

Bem-vindos ao Clube do Livro dos Homens!

Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma sensual trama de época, Cortejando a condessa. Só que vai ser preciso muito mais do que palavras floreadas e gestos grandiosos para que Gavin recupere a confiança da esposa.

***

Esse livro já estava na minha lista faz tempo, mas, se eu soubesse que era uma leitura tão deliciosa, ele já teria passado na frente há muito tempo.

Só lendo a sinopse já é possível ver que esse livro tem uma trama bem única, e a autora, Lyssa Kay Adams, deu uma aula de como um relacionamento pode ser salvo quando ambos estão dispostos a realmente abrir o seu coração.

Gavin e Thea se casaram apenas três meses após se conhecerem, por conta de uma gravidez não planejada. 

Ele, sendo um astro do beisebol, quase não parava em casa, partindo de jogo em jogo, imaginando que tudo em sua vida estava perfeito, até descobrir que sua esposa sempre fingiu sentir prazer com ele, durante todo o casamento.

Com o orgulho ferido, o jogador abandonou seu quarto, sem ao menos conversar com a esposa. Quando ela o expulsou de casa, ele não pensou duas vezes e foi embora.

Em meio a bebedeira (e completamente arrependido de tudo o que ele tinha feito), ele é encontrado pelos colegas de time que resolvem ajudá-lo a recuperar sua esposa da forma mais incrível possível: Um clube do livro.

Qual é a melhor maneira de aprender como realmente tratar uma mulher do que com os personagens incríveis e perfeitos que encontramos em livros?

É uma delícia de ler os capítulos intercalados entre os pensamentos dos dois personagens. Gavin, aprendendo como ele deveria tratar a esposa, e Thea, não acreditando na mudança drástica do marido.

Enquanto ele lutava para continuar o casamento, ela lutava para não voltar aos três anos onde ela não era mais ela mesma, apenas a esposa de um jogador que realmente não demonstrava se importar com ela ou com as filhas, apesar de ainda amá-lo imensamente.

Esse livro é narrado de forma tão incrível porque, não é como se tivesse alguém responsável por todos os erros nessa história. Ambos foram culpados pelo desastre que o casamento se tornou e, vendo a história de ambas as perspectivas, fica claro os medos, receios e anseios de cada um deles. Além da forma como eles viam o mundo de maneiras tão diferentes e, por isso, chegaram ao "fim" do seu casamento sem ao menos perceber.

Quando encontramos um livro em que duas pessoas se apaixonam, é sempre encantador  acompanhar essa jornada, mas, um livro onde o casal principal precisa se apaixonar novamente, precisa encontrar o amor que ainda existe, mas que foi degastado por palavras não ditas, segredos, por eles realmente não se abrirem um com o outro, é ainda mais emocionante ler cada página e ver ambos se superando, lutando contra os seus fantasmas interiores, para finalmente encontrarem a felicidade.

Lyssa Kay Adams escreveu um romance para quem ama ler livros com personagens perfeitos, que sonha em encontrar alguém assim na sua vida, mas mostra que a "realidade" também pode ser linda e romântica, isso só requer um pouquinho de esforço, conversas sinceras e entendimento.

Prepare-se para se encantar com Clube do livro dos homens e sonhar com alguém que leia seus livros favoritos e os coloque em prática quase como um manual para te fazer feliz... pronto, atualização de homem perfeito efetuada com sucesso 😂


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Noiva

| 17 fevereiro 2025 | Nenhum comentário:


Autora: Ali Hazelwood
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon

Sinopse: 

Misery Lark, filha do vampiro mais poderoso do sudoeste, nunca foi bem-vista pelos seres de sua espécie. Ela passa seus dias anonimamente em meio aos humanos, isolada, até que é chamada para firmar um acordo de paz entre vampiros e licanos, seus inimigos mortais. Para isso, será obrigada a se casar com Lowe Moreland.

Licanos são lobisomens cruéis e imprevisíveis, e o alfa do bando, Lowe, não é exceção. Ele governa o grupo com autoridade absoluta, mas também com justiça. Pela forma como acompanha cada passo de Misery, fica claro que não confia nela. E ele não poderia estar mais certo...

A vampira tem as próprias razões para concordar com o casamento arranjado, razões que nada têm a ver com política ou alianças, mas tudo a ver com a coisa que ela mais preza no mundo.

Misery está disposta a fazer o que for necessário para recuperar o que é seu, mesmo que precise viver sozinha em território licano. Ela só não esperava se sentir atraída por seu inimigo... e ainda ser correspondida.


***

Acho que me inspirei na temática de vampiros e lobisomens, porque devorei esse livro com uma rapidez impressionante. Há algum tempo que eu já tinha interesse em conhecer os livros da autora (que são muito bem recomendados) e tenho certeza de que comecei com uns 500 pés direitos.

A protagonista, Misery, é "obrigada" pelo pai a se casar com o alfa dos licanos, alguém que ela nunca viu na vida (só o conheceria no dia do casamento), mas sabemos como esses primeiros encontros já podem ser devastadores.

Com um livro narrado em primeira pessoa pela vampira, fica claro a atração que ela sente pelo seu marido, mas as reações de Lowe também deixam claro, para qualquer leitor, que ele está muito longe de sentir indiferença pela sua nova parceira.

Misery, apesar de ser filha de alguém tão importante, foi usada durante toda a sua vida para garantir os interesses políticos de seu pai.

Primeiro, ela teve que crescer entre os humanos, como uma "oferta de paz" (o que seria muito melhor definido como uma refém de luxo), agora, seu novo papel era garantir a paz entre os licanos, indo sozinha para o território mais perigoso em que um vampiro poderia pisar.

Porém, seu novo marido (lindo, dominante e alfa), jamais deixaria que alguém colocasse um dedo sequer em sua esposa, ou poderia sofrer graves consequências.

Amamos livros assim? Mas é claro! Não poderia ter ficado mais apaixonada.

Além de todo o romance sexy e toda a tensão entre o casal principal, também temos uma narrativa política muito interessante, em um mundo em que humanos, vampiros e lobisomens são obrigados e conviver e tentam fazer isso de forma pacifica (ou em prol dos seus interesses), enquanto isso, tudo o que Misery quer é encontrar sua melhor (e única) amiga para ter de volta a única coisa que realmente importa em sua vida.

Porém, nossa protagonista vai descobrir que o seu verdadeiro lar talvez esteja no último lugar do mundo em que ela imaginaria. Seus inimigos podem se tornar seus principais aliados e seu grande amor pode ser o mais improvável entre todas as espécies.

Além de termos um livro em primeira pessoa narrado por uma protagonista que consegue nos arrancar boas gargalhadas, em cada começo de capítulo podemos ter um vislumbre dos pensamentos de Lowe, o que eu devo dizer, foi um grande presente da autora, aquela cereja que vai deixar o bolo ainda mais delicioso. 

Amei cada segundo do livro Noiva e mal posso esperar para mergulhar nas outras narrativas de Ali Hazelwood. Agora eu entendo todo o burburinho em torno dessas histórias. Sabe aquele "só mais um capítulo"... esqueça, você não vai conseguir parar de ler. 

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A Caminho do altar

| 20 fevereiro 2024 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

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Livros anteriores: O duque e eu | O visconde que me amava | Um perfeito cavalheiro | Os segredos de Colin Bridgerton | Para Sir Phillip, com amor | O conde enfeitiçado | Um beijo inesquecível

Sinopse: Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.

O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.

Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?

A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

***

Gregory cresceu acreditando no amor. Apesar de ser muito novo quando o pai morreu, ele sabia o quanto os pais tinham sido felizes em seu matrimônio, e seus sete irmãos casados também provavam que o amor existia, e que um casamento poderia ser muito feliz.

Enquanto aproveitava a vida, Gregory sabia que um dia sua hora chegaria: seu grande amor surgiria a sua frente e ele não teria nenhuma dúvida de que aquela seria a dona de seu coração, de seus pensamentos e de todos os seus dias. É exatamente o que acontece quando ele conhece Hermione Watson.

O Bridgerton tinha certeza de que ela era a mulher de sua vida, que eles deveriam se casar, porém, havia um pequeno detalhe... a moça estava apaixonada por outro homem!

A melhor amiga dela, Lucy, não achava que o atual pretendente de Hermione fosse alguém digno, portanto, mesmo não tendo um título, Gregory era uma opção “não tão ruim”, e ela decidiu ajudá-lo em sua empreitada de conquistar a senhorita Watson.

Mas, o que Gregory e Lucy jamais imaginariam, é que essa união faria com que os dois se conhecessem intimamente e gostassem um do outro, como todo o amor verdadeiro deve ser. Tudo seria perfeito, se Lucy não estivesse noiva de outro homem...

Para fechar a sua história com chave de outro, Julia Quinn nos brinda com uma narrativa empolgante no último livro da série "Os Bridgertons". Acho que nunca li uma série tão rápido em toda a minha vida (apesar de ainda ter um livro especial entre os oito), porém, estar com essa família foi arrebatador. Conhecer seus dilemas, cada personagem com suas características pessoais muito bem definidas e seus dramas tão diferentes uns dos outros, foi impossível não me apegar e me apaixonar por cada livro.

O último Bridgerton solteiro não é nem um pouco avesso a casamentos e pode se jogar de cabeça em uma paixão... mesmo que essa paixão à primeira vista seja pela nuca de sua amada. É impossível não se divertir com as tentativas de Gregory de conquistar a noiva errada e não sofrer com o seu desespero em conquistar a noiva certa.

Apesar de terem feito suas próprias loucuras, nenhum outro Bridgerton foi tão audacioso perante uma sociedade tão cheia de julgamentos, tentando de todas as maneiras ficar com o seu amor. O primeiro capítulo já deixa bem claro que o filho de Violet está disposto a tudo para ter o seu final feliz, mesmo que isso signifique ir até as últimas consequências.

Lucy está noiva desde que se entende por gente. Apesar de não ter visto o noivo muitas vezes em sua vida, sabia que só precisava chegar à idade necessária para que o casamento acontecesse. Ela nunca questionou seu noivado, sempre aceitou a decisão de tio sem questionamentos, isso até conhecer o homem que realmente balançaria o seu coração.

Gregory faria de tudo para ter Lucy como sua esposa, porém, a menina teria em suas mãos uma decisão que poderia destruir a sua família, ou salvar a sua reputação: seguir o seu coração, ou honrar um acordo feito há muito tempo.

Amei conhecer a personalidade impulsiva de Gregory, sua paixão e o quanto alguém que sempre teve tudo poderia lutar por aquilo que era certo. Também amei conhecer Lucy, sua mente afiada e seu amor pela família e pelo dever. 

"A Caminho do Altar" é um final que me deixa de coração partido. Não ficaria triste se a família Bridgerton tivesse outros filhos e eu pudesse continuar acompanhando as suas aventuras românticas por mais tempo. Passei por momentos muito especiais com esses oito incríveis filhos e sua matriarca, que ficarão para sempre em meu coração.

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Mais lindo que a lua – Irmãs Lyndon livro 1

| 06 junho 2022 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Corra para ler: Amazon, Submarino

Você acredita em amor à primeira vista? Acredita em segundas chances para o amor? É disso que se trata a linda história de Robert e Victoria, no primeiro livro da duologia "Irmãs Lyndon".

Robert precisou de apenas alguns segundos de seus olhos em Victoria para sentir em seu coração que ela era a mulher da sua vida, aquela com quem ele gostaria de passar cada segundo. Conversar com ela lhe deu a certeza de que juntos eles seriam muitos felizes.

Victoria jamais acreditaria que um conde se casaria com a filha de um vigário, mas Robert conseguiu ganhar sua confiança, e o seu coração, com o seu jeito honesto e toda a paixão que ele demonstrava por ela.

Por conta da oposição de seus pais, eles decidem fugir juntos para se casarem, mas, tanto o pai de Robert, quanto o de Victoria, cuidaram para que eles se desencontrassem e guardassem aquele ressentimento por muito tempo, por exatamente sete anos, até que eles se reencontrassem, em situações completamente diferentes, mas com aquele amor ainda tentando viver a sua história...

Que narrativa mais linda que a lua, que o sol, ou qualquer outra coisa que possa existir no universo. Julia Quinn é a mestra dos suspiros e das paixões e consegue nos fazer amar seus personagens a cada livro.

Victoria e Robert poderiam ter vivido muitos e muitos anos juntos e felizes, mas, sem esse desencontro, e toda a amargura que surgiu entre eles, infelizmente não teríamos uma história (rsrs), mas é angustiante vê-los juntos, depois de tanto tempo, sabendo que nenhum deles fez nada de errado e não conheciam a verdade.

Mas, mesmo com toda a mágoa, o amor, o desejo e a paixão eram tão fortes, tão intensos, que só depois de se reencontrarem, mesmo sem nada resolvido, que eles voltaram realmente a respirar. Deixaram de simplesmente de se arrastarem pela vida e começarem a viver, apenas pela presença do outro novamente em suas vidas.

Robert queria se vingar por achar que ela o tinha abandonado. Fazer dela sua amante seria perfeito. Ele destruiria sua honra e dormiria com ela, como desejou por tanto tempo. Aquele poderia ser um ótimo plano, se o seu coração não o impelisse a cuidar dela e fazê-la feliz.

Quando Robert descobre a verdade, tudo o que ele mais quer é se casar com Victoria, para que eles possam finalmente começar as suas vidas, momento em que a protagonista também está transbordando de mágoas e com medo de abrir novamente o coração.

Imagine quanta frustração! Um homem perfeito, protetor, o grande amor da sua vida, correr atrás de dela e Victoria tentar fugir com todas as suas forças, mesmo sabendo o quanto aquele homem sempre foi importante para o seu coração.

Mas não nego que ver Robert lutando com todas as suas forças, envolvendo comida, aquecimentos corporais, altamente necessários, e até um sequestro, não tenham sido fantásticos de se ler.

"Mais lindo que a lua" é um romance realmente lindo de se ler. Duvido alguém terminar esse livro sem acreditar que amor à primeira vista realmente exista, e que esse amor pode superar qualquer adversidade e durar por toda uma vida.

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Um cavalheiro a bordo

| 02 maio 2022 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Livros anteriores: Um dama fora dos padrões | Um marido de faz de conta

Se Poppy Bridgerton pensava que sua vida era monótona, isso mudaria completamente após ser sequestrada pelo "pirata" Andrew James. Ela não fazia nada além de dar um passeio inocente, apesar de ter se livrado propositadamente de sua acompanhante, porém, não estava em seus planos encontrar uma caverna repleta de objetos de origem e destino duvidosos, além de alguns de seus usuários.

Para Andrew Rokesby, trabalhar para a Coroa em segredo era uma honra, mas fingir ser apenas o capitão de um navio, que nem pertencia a marinha, não era bem visto pela sociedade e decepcionante para seus pais. Porém, sua missão mais importante iria começar quando ele fosse incumbido de entregar documentos importantes em Portugal, mas uma certa visitante poderia atrapalhar os seus planos.

Levar Poppy em seu navio não seria fácil, mas ele não tinha outra escolha, ou poderia comprometer a sua missão. A caverna tinha que continuar em sigilo, enquanto tudo o que houvesse ali não fosse retirado, e ele não poderia atrasar a sua viagem. Portanto, sua única escolha era trancar a senhorita Bridgerton em sua cabine, até que pudesse devolvê-la em segurança para a sua família, e, rezando para que fosse possível, sem precisar se casar com ela.

É totalmente impossível não se apaixonar por Andrew em "Uma dama fora dos padrões". Me senti com ele assim como na série "Os Bridgertons", apaixonada por Colin e esperando desesperadamente o seu livro chegar. Assim como Colin, fiquei muito feliz em finalmente poder conhecer sua história.

Andrew não é o irresponsável e festeiro que todos pensam. Muito responsável e consciente do seu dever para o seu país, ele enfrentaria aquelas duas semanas escondendo Poppy Bridgerton como mais uma missão, se a moça não fosse tão diferente do que ele imaginava.

Apesar de conhecer outra Bridgerton também excepcional, Poppy era incrível a sua própria maneira. Outra donzela em um navio repleto de homens desconhecidos, e de reputações duvidosas, não encararia aquela aventura com sua desenvoltura e coragem.

Sua real vontade era de sair daquela cabine, ver o que os marinheiros faziam, conhecer um novo país... E Andrew não resistiria para sempre ao seu charme, e sua vontade de desbravar o mundo, mesmo que isso os colocasse em situações muito mais do que perigosas.

Gosto muito de como Poppy encarou a sua situação. A moça tinha um espírito aventureiro, totalmente podado pela sua família e pela sociedade, porém, pela primeira vez ela poderia trazer à tona todos aqueles desejos de desbravar e conhecer coisas novas. E, é claro, nada como ter um capitão charmoso ao seu lado para completar essa aventura.

Já o nosso capitão, se esqueceu em muitos momentos que tinha um navio para comandar, devido a uma certa clandestina sempre esperando por ele em sua cabine. Seus pensamentos, sempre tão centrados no dever, pela primeira vez estavam dispersos, querendo a todo o momento voltar a sua cabine e verificar de sua hospede estava bem, ou, ao menos, distraí-la.

Me derreto completamente quando o amor surge entre os personagens de forma tão singela e natural. Se o destino os colocou lado a lado, foi para que vivessem juntos a aventura de suas vidas e percebessem que aquele poderia ser um futuro incrível para ambos.

O final é tão perfeito e encantador. Não nego que fiquei muito apreensiva com o perigo em que a autora, Julia Quinn, colocou os personagens, mas, não posso negar que em meio ao perigo podemos nos deleitar com as melhores cenas e diálogos incríveis.

Poppy e Andrew são tão espertos, tão cientes do que querem e precisam, que todas as suas conversas são incríveis e intensas, além de uma grande preliminar para todo o romance que os aguarda.

"Um cavalheiro a bordo" conseguiu o primeiro lugar no meu coração na série "Os Rokesbys" até o momento. Um irmão mais incrível que o outro, com histórias para entreter, mas também suspirar em vários momentos. Imagina se o último for ainda mais incrível? Melhor preparar o coração...


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Um beijo inesquecível

| 25 abril 2022 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino
Livros anteriores: O duque e eu | O visconde que me amava | Um perfeito cavalheiro | Os segredos de Colin Bridgerton | Para Sir Phillip, com amor | O conde enfeitiçado

Todas as mulheres da família Bridgerton são a frente do seu tempo, mas ninguém chega aos pés da impetuosidade, eloquência e afirmação de Hyacinth. Apesar de vir de uma excelente família, com ótimas relações e um dote de respeito, sua personalidade parecia afastar seus pretendentes.

Apesar de querer de casar, a mais nova das filhas de Violet gostaria de encontrar um homem à sua altura, em inteligência, humor, perspicácia, porém, sua família, apesar de amá-la imensamente, sabia que seria quase impossível encontrar um homem honrado que pudesse conviver com o seu gênio difícil.

Gareth St. Clair não tinha uma família imensa, não conhecia o amor do pai e só podia ter como companhia nesse mundo a avó materna. O ódio entre ele e o pai eram de conhecimento geral, mas Gareth nunca percebeu realmente como sua vida era pobre e vazia até Hyacinth, e todas as suas opiniões, surgirem em sua vida.

Unidos para resolverem um mistério, Hyacinth e Gareth acabariam juntos muito mais vezes do que seria considerado de bom tom pela sociedade, e em horário deveras inapropriados, porém, nada como escapadas na calada da noite para nascer uma grande paixão.

Sempre imaginei que o livro de Hyacinth seria divertido e diferente, mas não imaginava o quanto. A mais nova de oito irmãos, alguém que sempre achou que devesse gritar as suas opiniões para que o mundo a ouvisse. Porém, ser sincera demais, inteligente demais, e não ser muito maleável, a colocava em situações complicadas, além de afastar qualquer pretendente de sua vida.

O relacionamento de Gareth e Hyacinth tem início quando o mesmo recebe o diário de sua falecida avó materna, escrito em uma língua que ele não conhece, e a mais nova Bridgerton se oferece para ajudá-lo a descobrir os segredos de uma mulher que ele pouco conheceu, mas o amou muito. Um mistério em especial os conduz por invasões, saídas na calada na noite e até pequenos furtos em bibliotecas.

Amei como Julia Quinn foi além nesse livro, colocando um toque investigativo (mesmo que quase de brincadeira), apenas para enfatizar a personalidade da personagem principal. O romance é muito importante, sua inocência e falta de conhecimentos perante assuntos amorosos também, porém, como tudo em sua vida, Hyacinth não deixa que nada, seja quão marcante for um acontecimento, interrompa os seus planos, por mais loucos que eles sejam.

Gareth não é o mais perfeito dos homens, mas é engraçado que, mesmo estando apaixonado, ele saiba que aquela relação não será fácil, que ele irá sofrer nas mãos daquela mulher tão cheia de vontades, opiniões, que raramente muda o seu pensamento, por mais louco ou errado que ele seja.

Os homens da sociedade tinham medo de Hyacinth. Seu irmão mais velho deixa claro, em uma cena muito engraçada, o quanto está aliviado em ter alguém de bom caráter finalmente interessado na irmã.

Pobre Hyacinth, ela é uma pessoa amável, mas complicada de se aturar em determinadas situações. Apesar de também aprendermos a amar a personagem, é completamente possível compreender os sentimentos daqueles que estão ao seu redor.

"Um beijo inesquecível" é encantador, como os outros livros da série, mas também muito mais divertido, por ter uma personagem tão única. Gareth tem segredos, sofre com eles, porém, nada como amar um grande problema (cheio de amor) para deixar traumas para trás e seguir em frente.

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O conde enfeitiçado

| 24 setembro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Livros anteriores: 
O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro | Os Segredos de Colin Bridgerton | Para Sir Phillip, com amor

Francesca era apaixonada pelo seu marido e sabia que o sentimento era recíproco. Após dois anos de casada com John, sua vida era perfeita. Além de um companheiro incrível, seu casamento trouxera para a sua vida um grande amigo. Michael era primo de John, mas eles se consideravam irmãos. Francesca também o amava, mas nunca imaginaria que os sentimentos de Michael para a mulher de seu primo não eram nada fraternais.

Quando John subitamente morre, Francesca não queria ninguém além de Michael ao seu lado. Só ele entenderia a verdadeira dor que ela estava sentindo, só ele amava John com a mesma intensidade. Mas, no momento em que ela mais precisava, o novo conde de Kilmartin a abandonou.

Michael receberia a fortuna e o título de John, aquele que ele tanto amou, que teria morrido no seu lugar se pudesse, porém, jamais poderia ficar com Francesca, por mais que a quisesse, por mais que a amasse, não poderia tirar isso de seu primo.

A não ser, muitos anos depois, quando Francesca abandona o luto e resolve encontrar um novo marido.

No sexto livro da série "Os Bridgertons", pela primeira vez começamos com a protagonista casada, já com uma vida plena e feliz, porém, ela perde o seu marido, alguém que ela amou intensamente.

Quando li a sinopse, confesso que achei que a protagonista não deveria ser tão feliz no seu casamento, principalmente porque acompanharíamos a descoberta do seu verdadeiro amor, mas Julia Quinn não escreve nada pela metade, e nunca trata de sentimentos de forma tão simples.

Michael sempre sofreu por amar a mulher de seu amado primo e não conseguiu ficar ao lado da mesma após a morte de John. Não poderia correr o risco de cair em tentação e fazer algo que o envergonhasse perante a memória do primo.

Por outro lado, temos Francesca, que quer ter um filho e precisa de um marido para isso, apesar da certeza de saber que nunca amará alguém como amou John. Ao menos até começar a ver Michael com outros olhos, o que muito a assustou.

Julia Quinn, nesse livro, nos fala sobre a possibilidade de poder amar duas pessoas durante a vida. Não dá mesma forma, mas com a mesma intensidade. Com desejos e alegrias diferentes, mas com todo o coração.

Muitas vezes nos desesperamos vendo personagens perfeitos se desencontrando, criando conflitos desnecessários para seu romance, porém nesse livro podemos entender as ressalvas dos protagonistas.

Como perder alguém tão querido, de forma tão repentina, e achar que uma atitude, que seria impensável se ele estivesse vivo, poderia ser correta?

"O conde enfeitiçado" é um livro lindo, cheio de amor e desejo, de luto e recomeço. Apesar de sabermos exatamente como a história vai terminar, acompanhar a jornada dos protagonistas é um deleite.

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Princesa das Cinzas

| 04 junho 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Laura Sebastian
Editora: Arqueiro
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Ela nasceu para um dia ser Rainha, porém, seu reino foi tomado e sua mãe morta antes que ela sequer entendesse quem realmente era. Agora, a outrora Princesa Theodosia, atendia pelo nome de Thora e não era nada além de um objeto servindo aos objetivos do responsável pela morte de sua mãe e de milhares de seu povo, agora escravizados.

Em geral, a protagonista em uma narrativa deve evoluir, encontrar o seu lugar no mundo e nos mostrar a superação de seus medos, para que aquela história seja realmente instigante de se ler. A autora, Laura Sebastian, não só nos trouxe a evolução da protagonista, como colocou esse fato como o principal elemento que nos conduz durante toda a trama.

Após dez anos sendo prisioneira do kaiser, um homem cruel, que já não lutava mais as suas batalhas, e a punia por qualquer revolta de seu povo, tudo o que Thora conseguia fazer era abaixar a cabeça, sorrir e se mostrar grata por sua benevolência, só assim continuaria viva.

Encontramos a personagem em um momento de extrema fragilidade, um estado de espírito que já perdurava por muitos anos. Ela sofreu desde a infância, cresceu entre inimigos, sabia que não podia confiar em ninguém, portanto, é totalmente compreensível o seu medo, e seria até compreensível que a sua mente já tivesse se perdido completamente após tantos anos de angústia e tortura.

Porém, pela primeira vez, após tanto tempo, um velho amigo surge em sua vida, lembrando quem ela realmente era, de quem ela era filha, e que as poucas pessoas do seu povo que ainda restavam estavam sofrendo, precisando de alguém que lutasse por elas.

Chamada de Princesa das Cinzas pelo kaiser, obrigada a usar uma coroa que se desmanchava, assim como seu Reino, como uma fênix, ela ressurge das cinzas de sua humilhante coroa e, pela primeira vez, consegue ver alguma esperança para o futuro. Que não seja para ela, ao menos para o povo que ela, e sua mãe, tanto amaram.

Confesso que foi muito difícil ler certas cenas. A autora não foi nem um pouco piedosa com a sua personagem. É incrível ver o quanto Theo é forte, pois quase ninguém conseguiria superar tantos traumas, abusos e traições e manter sua mente sã o suficiente para lutar pelo seu lugar de direito, contra aqueles que só dizimavam vidas.

Conforme prosseguimos na narrativa, entendemos que o kaiser é como um parasita que invade os lugares, acaba com todos os recursos, enquanto escraviza o povo, fazendo-os morrer pouco a pouco de privações. Não tem como não odiar um personagem tão cruel, o que torna tão difícil quando o seu filho entra em cena.

Aparentemente, Soren discorda das atitudes do pai, e quando herdar o seu lugar pode tornar muitas coisas diferentes. Porém, ele cresceu em um mundo de escravos, invasões, de tomar a força aquilo que ele queria. Por mais que não concordasse com as torturas que o pai impõe a antiga princesa, por muito tempo não consegue afrontá-lo, por mais que não concorde com a sua forma de tomar algo a força, não recua quando tem que ser o braço que desempenha esse papel.

Claro que estou apaixonada por esse filho. Amo personagens controversos, que fazem a nossa cabeça pirar tentando entender de que lado ele está, se terá coragem de fazer as escolhas certas, porém, sofri muito com suas escolhas e a que lugar elas o levaram.

No final do livro esse é o grande estopim: escolhas. Escolher entre o dever e o coração, entre um povo e um homem, entre o que você foi ensinado durante toda a sua vida, ou o que diz seu coração.

Impossível não querer começar a sequência imediatamente. "Princesa das cinzas" é uma obra incrível. Que jornada de superação, permeada por tanta crueldade, ganância e injustiças. Um reino que era perfeito, agora quase esgotado como cinzas, assim como a sua princesa. Porém, se nas cinzas ainda restarem uma fagulha, ela pode ser acesa. No próximo livro vamos ver se essa fagulha vai apagar completamente, ou virar um grande incêndio.

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Para Sir Phillip, com amor

| 24 fevereiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro | Os Segredos de Colin Bridgerton

Eloise, após recusar seis pedidos de casamento, estava satisfeita em saber que seria uma solteirona ao lado de sua melhor amiga, Penélope Featherington. O que ela jamais imaginaria era que alguém que nunca foi cortejada, como Penélope, se casaria, muito menos com um dos seus irmãos menos propenso ao casamento.

Agora, a quinta filha da família Bridgerton estava repensando se fizera as escolhas corretas. Ela não era contra a ideia do casamento, mas queria o mesmo amor, cumplicidade e carinho que os irmãos haviam encontrado. Mas logo Eloise descobriria que os grandes bailes de Londres não lhe trariam aquele que ela buscava.

Após escrever uma carta de condolências para o viúvo Sir Phillip, marido de uma prima distante, uma resposta levaria a outra carta, e mais outra, até que o mesmo lhe fizesse uma proposta inusitada: que Eloise viesse visitá-lo para que pudessem se conhecer e, se gostassem da companhia um do outro, pudessem pensar em casamento.

Eloise, desesperada com o rumo que a sua vida estava tomando, foge de casa para encontrar o homem que a encantava por cartas. Sir Phillip queria uma mulher que fosse feliz e fosse uma mãe ideal para os seus filhos. Mal eles sabiam que o gênio forte de Eloise e o jeito quieto e distante de Phillip os fariam duas pessoas tão diferentes. Mas, como dizem, os opostos se atraem...

Achei o quinto livro da série "Os Bridgertons" o mais diferente até agora. Eloise está sem rumo, desgostosa com a própria vida, e aproveita uma oportunidade para dar uma guinada, seja para que lado fosse. Por outro lado, Phillip só queria uma mulher que cuidasse de seus filhos. Por mais que ele os amasse incondicionalmente, ele não conseguia ser um pai, seja no sentido de dar carinho ou educar. E para isso ele precisava de alguém, e uma esposa poderia preencher esse requisito.

Nenhum dos dois, a princípio, tinha a ideia do casamento como ponto chave para aquele encontro. Eloise estava fugindo de uma vida em que ela não sabia mais o que queria. Phillip só queria uma mulher que suprisse o lugar que a sua viúva havia deixado, apesar dela nunca ter ocupado o lugar de fato.

Quando eles encontram ao seu lado alguém tão diferente, tão distante do que eles imaginavam, conflitos surgiriam naquela relação que teve seu início de forma tão errada.

Claro que os irmãos da família Bridgerton não permitiriam que a irmã, após passar dias sem uma acompanhante, na casa de um homem, tivesse sua reputação manchada. Para Phillip, se casar com Eloise não seria apenas uma obrigação como cavalheiro, mas finalmente conseguir o que ele queria, e precisava, para os filhos.

Para Eloise era estranho ter alguém mandando em sua vida, principalmente se tratando de um ponto tão importante. Se ela não aprendesse a gostar de Phillip, a amar o seu marido, poderia ser infeliz para o resto da vida, e tudo o que Phillip não queria era outra mulher infeliz em sua vida.

Os filhos de Sir Phillip são um deleite. Duas crianças espertas, atrevidas, mas muito, muito arteiras. Com uma mãe que nunca realmente lhes deu amor e um pai ausente, eles usavam toda a rebeldia que podiam, todas as brigas, pirraças e tramoias para chamar a atenção, para tentar conquistar um pouco de amor.

Eloise tem que enfrentar poucas e boas para conquistar as crianças, mas, nada como uma filha da família Bridgerton para saber exatamente como lidar com crianças arteiras. Ela tem muitos irmãos e sobrinhos para ter experiência o suficiente no assunto.

É lindo como o amor acontece nesse livro. Duas pessoas com personalidades tão diferentes, com perspectivas de vida distintas, mas que aprenderiam com outra pessoa que a vida pode ser muito diferente do que eles imaginavam ou almejavam, que pode ser diferente, mas muito melhor, só é necessário abrir o coração e alcançar a felicidade.

"Para Sir Phillip, com amor" é engraçado e encantador. Impossível não rir com crianças tão espertas, com irmãos superprotetores e não se emocionar com essa nova família entendendo o que é o amor e como a felicidade pode ser encontrada, mesmo após um período de tanta escuridão.

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Os segredos de Colin Bridgerton

| 24 janeiro 2021 | Um comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino, Americanas
Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro

Colin Bridgerton nunca foi avesso a ideia do matrimônio, porém, não queria escolher a primeira debutante que passasse a sua frente. Após ver a felicidade dos irmãos, se fosse realmente para se casar, ele gostaria de ter algo parecido com aquela felicidade. Além disso, o irmão do visconde gostaria de ter um objetivo de vida maior do que viagens e festas, para ser considerado algo mais do que um sorriso encantador.

Penélope já se considerava uma solteirona. Após tantas temporadas, sem sequer um misero pedido, de quem quer que fosse, suas esperanças de casamento haviam evaporado, mas isso não a afligia imensamente. Seu grande amor, aquele que há anos era dono de seu coração, jamais seria realmente seu. Colin era um Bridgerton, dono de uma fortuna respeitável, com uma beleza incomparável, além de um charme de encantava a qualquer um, ou seja, o melhor partido da temporada.

Um casamento, para ambos, jamais havia passado pela mente de Colin e só fazia parte dos sonhos mais delirantes de Penélope. Quando Colin volta para casa, após uma longa viagem, pela primeira vez ele percebe a verdadeira personalidade de Penélope. Aquela menina tímida, que sempre ficava nos cantos dos salões de baile, sem chamar atenção, também era uma mulher eloquente e perspicaz. Podia ter uma língua ferina, se quisesse, e também tinha o poder de fazê-lo rir. Colin ficaria chocado ao perceber a mulher incrível que ela era, e com o quanto ele poderia desejá-la, principalmente após uma proposta nada convencional da solteirona: para que ele lhe mostrasse como seria ser beijada.

Quando nós lemos uma série de livros, sempre tem aquele personagem que é o nosso queridinho, que desde o primeiro instante já conquista os nossos corações. Isso aconteceu comigo lendo "O Duque e Eu" assim que Colin Bridgerton deu o ar de sua graça. Esse amor só foi crescendo a cada livro, até que eu finalmente cheguei ao quarto livro da série "Os Bridgertons", que narraria a história de Colin e com ninguém mais, ninguém menos, que Penélope Featherington.

A autora, Julia Quinn, não poderia ter me surpreendido, nem me encantado mais, do que com a formação desse casal. Penélope sempre esteve tão presente, ao mesmo tempo, sempre tão a margem nos livros, que foi incrível vê-la finalmente à frente da situação, assumindo as rédeas da sua vida.

Se o livro anterior "Um perfeito cavalheiro" é uma releitura de Cinderela, com certeza a narrativa de Penélope é da história "O Patinho Feio".

Sempre considerada a irmã mais feia, aquela que nunca era chamada para nenhuma dança (a não ser pelos solteiros obrigados pelas mães), a que parecia nunca falar, mas sempre ter muito a dizer, com uma mãe insuportável que afastava a qualquer um que pudesse chegar perto o suficiente para ver a sua verdadeira beleza.

Mas, o coração de Colin foi perspicaz o suficiente para se aproximar e conhecer aquela que poderia ser o amor da sua vida, além da única digna de conhecer o seu segredo, e de encontrar nele uma real motivação para a vida do terceiro Bridgerton.

Aliás, apesar do título do livro, com certeza não é o segredo de Colin a grande revelação da obra. Um grande segredo é revelado. Algo que, apesar de fazer muito sentido, eu jamais imaginaria. Porém, fico apreensiva, e já com saudades, de algo muito peculiar e característico dessa série, que não sei se continuará após o final desse livro.

Não sei que feitiço a autora jogou nesses livros, mas, cada vez que acho que o último que eu li é meu favorito, ela nos entrega uma nova história ainda mais deliciosa e romântica de se ler, que nos faz devorar as páginas com tanta paixão quanto a demonstrada pelos seus personagens. Porém, não acredito que Colin deixará de ser o meu favorito...

"Os segredos de Colin Bridgerton", um livro tão aguardado por essa que vos escreve, não me decepcionou, muito pelo contrário. Colin é tudo o que eu imaginava e muito, muito mais. Temos dois personagens que vão muito além das aparências, que escondem segredos e personalidades fantásticas, e, exatamente por isso, tiveram a capacidade de construir uma história fantástica juntos.

Quero uma continuação. Pode?

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Um perfeito cavalheiro

| 08 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino
Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava

Ser a filha bastarda de um membro da sociedade britânica nunca trouxe nenhum benefício a Sophie, muito menos após a morte de seu pai. Por mais que o homem nunca a tenha reconhecido como filha, quando vivo, proporcionou uma boa vida a menina. Sua madrasta, por outro lado, a tratava como uma escrava, privilegiando as filhas do primeiro casamento e tratando a enteada com ódio e desprezo.

Sophie sabia que aquela era a sua vida, mas em uma noite tudo poderia mudar. Quase como uma Cinderela, que deve deixar o baile à meia-noite, Sophie compareceu ao baile de máscaras da família Bridgerton e conheceu aquele que seria o dono de seus sonhos e pensamentos por muitos anos: Benedict Bridgerton.

Para Benedict, ele só era visto pela sociedade como mais um Bridgerton, o número dois, sem nada de especial, mas uma mulher misteriosa poderia mudar tudo. Ele não sabia seu nome, não tinha visto seu rosto, mas sabia que ela realmente o enxergava, via a sua alma, não apenas mais um filho de uma família grande e importante.

Sophie precisou deixar a festa, para que a madrasta não percebesse a sua fuga, mesmo que por uma noite, daquela vida miserável. Após anos, tanto Sophie quanto Benedict se lembravam daquela noite especial, porém, quando se reencontram, ele não reconhece a mulher sem rosto dos seus sonhos, alguém que deveria ser uma nobre, mas se encanta por aquela empregada que também parecia enxergar algo dentro dele, muito mais do que qualquer outra pessoa, quase como a dama misteriosa que nunca deixou os seus pensamentos.

Não tivemos a oportunidade de conhecer o segundo filho da família Bridgerton tão bem nos dois primeiros livros. Até esse momento (que Benedict me perdoe), mas ele era realmente apenas o número dois, aquele sem nada em especial. Ainda bem que eu estava muito enganada. Julia Quinn guardou direitinho todos os seus encantos para esse livro.

Amei que a autora tenha trazido um ar de contos de fadas para essa obra. Uma releitura incrível de Cinderela, mas com muito mais paixão e com ênfase no quanto as diferenças sociais poderiam trazer de transtornos para um casal nessa época.

Sabendo que a sociedade nunca os aceitaria, e querendo ter Sophie em sua vida, a primeira proposta de Benedict foi para que ela se tornasse sua amante. Talvez essa seja a proposta mais ultrajante na série até agora, principalmente quando Sophie é coagida, não exatamente para se tornar sua amante, mas para vir com ele até a casa de sua família para trabalhar. No fundo, seu sentimento de proteção perante uma mulher sozinha no mundo, que sabia dos perigos que alguém como ela poderia enfrentar, não deixa de ser algo romântico e a primeira pista de um sentimento que nem mesmo o segundo filho da família Bridgerton sabia que estava ali.

Gostei muito desse livro abranger com mais ênfase o lado feminino da família protagonista. Conhecemos bem Daphne no livro "O Duque e Eu", mas agora temos a oportunidade de ver mais a matriarca da família, nos aprofundar sobre os seus sentimentos, principalmente o tamanho do seu amor pelos seus filhos e saber um pouco sobre o que se passa na cabeça das duas filhas mais velhas ainda solteiras de Violet.

Benedict pode não ter feito uma proposta tão cavalheira para Sophie, a princípio, mas não a nada que o amor não supere, e todos os seus receios poderiam ser deixados de lado quando ele finalmente encarasse esse sentimento. Já Sophie, alguém que sofreu tanto na vida, que nunca deixou de pensar no seu príncipe encantado de uma noite, merecia encontrar a sua felicidade, após tantas atribulações em sua vida.

Mais um livro encantador! Um romance que fala sobre superar os seus preconceitos, aprender a colocar o amor à frente da opinião alheia e assumir que ser feliz é o que mais importa. Estou apaixonada e mais do que preparada para começar o próximo livro... Que venha meu querido Colin Bridgerton.

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O Visconde Que Me Amava

| 21 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino, Americanas
Livro anterior: O Duque e Eu

Anthony Bridgerton não se achava digno de ocupar o lugar de seu pai como chefe da família, porém, devido ao seu amor por ele, sua mãe e seus irmãos, faria o melhor possível em seu lugar, mesmo que se casar fosse um requisito. Um herdeiro era imprescindível para continuar o legado da família Bridgerton, portanto, qualquer mulher serviria para esse papel. Suas únicas exigências seriam que ela fosse educada, tivesse o mínimo de inteligência e que nunca, em hipótese alguma, o amor estivesse envolvido.

Seu plano era infalível. A grande promessa da temporada, a jovem Edwina Sheffield, era perfeita para o papel, e, após conhecê-la, tinha certeza que não haveria amor em seu casamento. Não que ele não acreditasse no sentimento, seus pais haviam sido o casal mais apaixonado que ele já conhecera, porém um segredo, um medo profundo, o fazia fugir desse lindo sentimento.

O visconde só não contava em ter que agradar a irmã de Edwina, Kate. Uma mulher muito mais impetuosa e arredia do que a doce irmã. Uma dama que lhe tirava do sério a todo momento. Enquanto estava acordado, eles discutiam, enquanto ele dormia, seus sonhos eram terríveis, perturbadores, como se ele desejasse, quisesse aquela mulher em sua cama e em sua vida...

Será que é possível se apaixonar ainda mais por uma autora? Julia Quinn tem atrapalhado a minha vida. Comprar todos os e-books da série "Os Bridgertons" em uma promoção não está me deixando comer, dormir, trabalhar... kkkkk. Mas, quem se importa? Conhecer esses irmãos está fazendo meu coração quase explodir de tanto amor.

No livro "O Duque e Eu" conhecemos o Anthony superprotetor, chefe de família e avesso a casamentos. Agora, conhecemos o Anthony filho, alguém que amava e se orgulhava do pai como ninguém. Alguém que, ao perder a maior referência em sua vida, não poderia ter mais nada em mente, a não ser que um dia teria o mesmo fim.

Ver suas fraquezas escancaradas foi terrível, mas, ao mesmo tempo, um fator muito importante para o desenrolar da história. Um homem adulto, responsável pela sua família, mas que ainda possuía dentro de si aquele menino assustado que sentia falta do pai, que precisava de alguém que entrasse em sua vida, balançasse o seu mundo, o fizesse ter uma nova perspectiva para seu futuro. E quem seria melhor do que uma mulher tão impertinente e apaixonada pela vida quanto Kate?

Por mais que Kate também tivesse seus traumas, e os escondesse do mundo, ela não sabia onde eles haviam surgido, portanto, era mais complicado lutar contra eles. Ter Anthony ao seu lado, além de fazê-la passar pelos seus temores de forma menos triste, ou sozinha, faria com que ela finalmente encontrasse os pontos que faltavam para que ela seguisse em frente plena e feliz.

Para Anthony superar seus traumas ou medos não seria tão simples, aquilo estava enraizado dentro dele há muito tempo. Não se apaixonar era a chave para não sucumbir ao medo, para continuar aceitando o seu destino. Mas Kate era dona de seus pensamentos, de seus sonhos e, quando o inevitável acontece, ele também teria que superar tudo o que o afligia, ou se resignar a uma vida de dor, angustia e sofrimento.

"O visconde que me amava" é um romance de época perfeito em todos os sentidos. Agora eu entendo completamente porque a família Bridgerton é tão querida entre tantos leitores, e olhe que eu estou apenas no segundo livro (devo confessar, estou morrendo para chegar logo na narrativa de Colin rsrs). Assim como Daphne e Simon, Kate e Anthony me prenderam a cada página e eu não consegui deixá-los, nem mesmo antes dos agradecimentos da nossa querida Julia Quinn.

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O Duque e Eu

| 09 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Americanas, Submarino

O sonho de Daphne, a mais velha das mulheres da família Bridgerton, era se casar e ter uma família tão grande e feliz quanto a que ela nasceu. Para Simon Basset, o novo duque de Hastings, sua única intenção no mundo era desapontar o pai, mesmo que esse já tivesse morto, e nunca se casar, para que sua linhagem terminasse com ele.

Enquanto Daphne só conhecia o amor e a compreensão de uma família grande e feliz, Simon conhecia o desprezo e a amargura de um pai que nunca quis saber do filho. Devido a problemas com a fala, o duque de Hastings sempre considerou um filho um idiota, fingia para o mundo que o mesmo havia morrido e, até o mesmo crescer e se tornar um homem formidável, nunca quis nada além de distância.

Agora, após a morte de um pai que Simon realmente nunca conheceu, ele só queria fazer com que ele sofresse, mesmo após a sua morte. Sua intenção de vida era desapontá-lo eternamente, mesmo que isso colocasse sua felicidade em jogo. Conhecer Daphne seria a ruína de todos os seus planos, ou sua chance de salvação.

Julia Quinn!!! Julia Quinn!!! Julia Quinn!!! A rainha dos romances de época!

Apesar de já ter lido outras obras da autora, ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer a sua série mais famosa, porém, finalmente esse momento chegou, e não me desapontou.

O primeiro livro da série "Os Bridgertons" nos apresenta todos os incríveis irmãos e a matriarca dessa família tão cheia de amor, porém o foco dessa narrativa é Daphne e sua busca por uma família tão linda quanto a sua.

Daphne, apesar de querer um casamento, não está disposta a se entregar a qualquer homem apenas para ter filhos que herdem o seu nome. Ela quer amar e ser amada, quer encontrar a felicidade todos os dias, e sabia que Simon era o homem perfeito para isso, mesmo com a sua aversão a casamentos.

A amizade que cresce entre Simon e Daphne não poderia se transformar em outra coisa, senão em amor. Quando esse amor evolui para um desejo que nenhum dos dois pode controlar, eles são pegos em uma situação deveras comprometedora pelo irmão mais velho de Daphne.

Por mais que Simon queira se vingar de seu pai, sua honra não permitiria que a mulher que ele amava fosse mal vista pela sociedade, momento em que ele aceita se casar com ela, mas deixando claro que não poderia ter filhos. Daphne aceita, sabendo que o ama mais do que tudo, mesmo que não fosse possível construir ao seu lado uma grande família.

É muito legal não precisar esperar até o final do livro para poder acompanhar a relação do casal como marido e mulher. Claro que, grande parte dos conflitos ocorrem durante o casamento, porém, sua dinâmica como casal, começando juntos a vida, é uma delícia de se acompanhar.

E a química entre Simon e Daphne é algo de outro mundo. Julia Quinn sabe realmente como escrever cenas de tirar o fôlego. A autora pode até escrever sobre Simon bêbado mais vezes, enquanto Daphne controla toda a situação.

Esse é um livro em que a protagonista sempre teve seus sonhos, por mais simples que eles fossem e, pela primeira vez, quando finalmente seu sonho havia começado a se tornar realidade, ela entende como a vida não era perfeita e o quanto ela teria que lutar para ser feliz. Mesmo que sua luta fosse para que seu marido acreditasse que a felicidade era possível.

Enquanto isso, para alguém que passou a vida tentando se firmar e não mostrar suas fraquezas, encontrar uma mulher que podia ver além da fachada que ele colocava a sua frente todos os dias, que enxergava os seus maiores medos, era o seu pior pesadelo se tornando realidade. Simon nunca mais queria se sentir como a criança fraca que ele foi um dia, alguém que desejava a todo custo agradar o pai.

Esse conflito entre busca pela felicidade e por uma vingança totalmente sem sentido, mas que estava entranhada há tanto tempo em um coração ferido, nos leva por páginas incríveis de amor, paixão e descobertas, entre dois personagens impossíveis de não nos encantar.

"O Duque e Eu" me conquistou desde os primeiros capítulos. Mal posso esperar para continuar acompanhando as aventuras dessa família tão linda em busca do amor. Como cada filho tem o nome começando com uma letra do alfabeto, sinceramente, não me importaria de acompanhar até a letra Z... pena que não temos tantos personagens assim na família rsrs.

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Um Marido de Faz de Conta

| 17 outubro 2019 | 2 comentários:

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro


A única coisa que Cecilia desejava, era encontrar o seu irmão, um soldado da Coroa, que poderia estar gravemente ferido. Porém, se deparar com o melhor amigo dele inconsciente, e, sem ter acesso a informações sobre o irmão, nem ao amigo, que pertencia a uma importante família, fez Cecilia tomar uma atitude drástica e impensada: Dizer que era esposa de Edward Rokesby.

Quando Edward finalmente desperta, e encontra a irmã de seu melhor amigo cuidando dele, tudo poderia estar perdido para Cecilia, se o mesmo não acordasse sem se lembrar de absolutamente nada dos últimos meses. Mesmo sem essas memórias, Edward reconheceria Cecilia em qualquer lugar. Depois de já ter visto tantas vezes a foto que seu irmão carregava, de ter lido inúmeras vezes, mesmo que escondido, suas as cartas, ele sentia que já a conhecia muito bem, e não achou que seria tão ruim estar casado com a irmã de Thomas.

Cecilia precisava da influência de Edward para encontrar o irmão, mas se sentia péssima em ter que mentir para alguém que já apreciava tanto, mesmo que só o conhecesse, até aquele momento, através de poucas cartas. Além disso, havia outro problema. Edward achava que eles estavam casados, e a tratava como uma sua esposa merecia ser tratada. Mas ela não podia prendê-lo a aquela relação para sempre, ele tinha sua vida, outra garota estava esperando por ele e, principalmente, ela não podia ser apaixonar.

Uma missão quase impossível!

Estamos falando aqui de mais um livro de ninguém mais, ninguém menos, que é incrível autora de romances de época, Julia Quinn. É praticamente impossível começar um de seus livros sem esperar por algo incrivelmente romântico, encantador e totalmente perfeito.

Edward e Cecilia já tinham uma relação, antes mesmo de se conhecerem. A troca de cartas, mesmo que através de pedaços roubados das missivas de Thomas, foi o suficiente para que ambos pensassem imensamente um no outro, mesmo com um oceano entre eles. Estarem "casados" foi tão natural quanto se aquele compromisso fosse com alguém que tivessem conhecido a vida inteira.

Não é uma situação fácil para nenhum dos protagonistas. Seja se tratando de um irmão, ou de um melhor amigo, ambos têm alguém muito importante desaparecido, que estaria gravemente ferido, ou até mesmo morto. Em meio a esse drama, Edward tem que lidar com tantos lapsos em sua memória, assim como Cecilia tem que lidar com aquela grande mentira, isso, tentando não se apaixonar por aquele que não era realmente seu marido.

Uma narrativa muito bem desenhada. Os dois são desonestos em algum momento, escondendo do outro informações cruciais, que, para nós que vemos de fora, é completamente justificável, mas sabemos o quanto pode abalar aquela relação tão frágil, mas também já tão repleta de amor.

Apesar de não ser de verdade no papel, não foi difícil para Edward e Cecilia começarem a viver sua vida como marido e mulher, como se aquilo já estivesse escrito. É angustiante ver o quanto eles são perfeitos juntos e saber que tantas mentiras estão ao redor, podendo, a qualquer momento, explodir e destruir uma relação perfeita.

"Um Marido de Faz de Conta" é mais um incrível romance de Julia Quinn. Estou completamente apaixonada por esse casal e feliz pela resolução do desaparecimento de Edward, iniciada em "Uma Dama Fora dos Padrões". Apesar de nem todas as resoluções terem sido felizes, a família Rokesby com certeza encontrou o seu lugar dentro do meu coração. Mal posso esperar para ler mais sobre eles.
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Uma Dama Fora dos Padrões

| 01 junho 2019 | Um comentário:
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

Billie não se importa como deveria com regras e imposições sociais. Subir em uma árvore para resgatar um pobre gato não deveria ser algo inaceitável para uma dama da sociedade, porém, cair em um telhado, torcer o tornozelo e ter que ser salva por ninguém mais, ninguém menos, que George Rokesby, o herdeiro do título de sua família e o irmão menos amistoso, não poderia ser algo bom para alguém tão independente quanto a protagonista.

Como as duas famílias sempre foram muito unidas, era esperado que Billie se casasse com um dos irmãos Rokesby, Edward ou Andrew, de quem ela sempre foi muito amiga. Ninguém jamais imaginaria um relacionamento com George, o irmão que sempre teve muito mais responsabilidade, nunca se envolveu nas brincadeiras das crianças e praticamente apenas tolerava Billie em seu convívio. Mas, nada como passarem um tempo presos em um telhado, após um resgate malsucedido, para que ambos começassem a ver um ao outro com outros olhos.

Julia Quinn é sinônimo de perfeição em forma de livro. Ainda estou para encontrar uma obra da autora em que eu não me apaixone pelos personagens e me perca em meio a narrativas com casais tão únicos, encantadores e apaixonantes. Billie e George me conquistaram logo nas primeiras páginas, e a torcida não foi pouca para que esses dois turrões finalmente abrissem seus corações para um amor que estava claramente batendo em suas portas.

A protagonista é incrível! Não diria apenas que ela age à frente de seu tempo, ela talvez seja mais sem noção para a época em que vivia (ou qualquer outra) do que qualquer outra coisa, mas não deixa de ser alguém apaixonante, o que torna sua primeira real paixão algo tão surpreendente. Alguém destemida e impulsiva, que se vê totalmente despreparada e insegura com aqueles sentimentos. Pela primeira vez ela queria algo para si, mas não sabia como agir, como seria recebida. Billie consegue ser uma contradição de emoções em um só corpo, o que torna tudo emocionante e lindo de se acompanhar.

Enquanto Billie é um maremoto de impulsividade, George sempre foi focado em seu futuro. Como filho mais velho, conhecia a responsabilidade que teria que assumir em suas terras, quantas pessoas dependeriam dele e que não poderia defender o seu país, assim como seus irmãos estavam fazendo. Quando um deles desaparece, Edward, o fato abala completamente ambas as famílias, mas com uma manipulação do destino (ou nem tanto do destino), Billie e George são obrigados a ficarem juntos por um tempo, enquanto ele tenta buscar ajuda para encontrar o irmão. Nada como uma situação tensa e emotiva para unir duas pessoas tão completamente opostas, mas que soltavam faíscas quando se encontravam, seja em discussões ou em meio a paixão.

"Uma Dama Fora dos Padrões" é um livro para não conseguir parar de ler. Impossível largar enquanto esses dois protagonistas turrões não aceitam o que está acontecendo, não escutam seus corações e resolvem que o melhor para ambos é ceder a um amor tão poderoso que estava nascendo. Com beijos tão poderosos, com tamanha paixão, seria impossível que eles conseguissem viver um sem o outro, encontrassem outra pessoa para dividir a vida que fizessem seus corações baterem com tanta intensidade. Livro perfeito!

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A Viagem do Tigre

| 02 setembro 2015 | 6 comentários:
Kelsey e Kishan conseguiram resgatar Ren que tinha sido sequestrado por Lokesh, porém, o tigre branco não se lembra de nada referente a garota. Tudo o que lhe resta de lembranças são sensações ruins relacionadas a aquela que um dia ele tanto amou. Após tanto tempo longe de seu amado, Kelsey agora não pode ao menos tocar Ren sem lhe causar dor. Todo o sofrimento que ela passou durante sua ausência não havia acabado, mesmo com o seu retorno.

Ninguém sabe o que aconteceu com Ren enquanto ele estava com Lokesh, e tudo o que Kelsey queria era que as coisas voltassem a ser como antes. Por mais que Ren comece aparentemente começar a gostar dela, é impossível um relacionamento entre eles enquanto ficar ao seu lado e tocá-la causa a ele dores muitas vezes insuportáveis. Ao mesmo tempo, Kishan quer aproveitar a oportunidade para finalmente encontrar um espaço no coração de Kelsey e os três devem embarcar em uma viagem em meio as profundezas do oceano, onde dragões e outras criaturas estarão à sua espera, para conseguir quebrar mais uma parte da maldição que mantem os príncipes presos a forma de tigre.

A autora Colleen Houck é realmente maravilhosa no que diz respeito a criar um mundo novo, totalmente fantástico, adaptando uma mitologia existente com o seu próprio jeito e nos fazendo mergulhar (no caso desse livro, literalmente) nesse mundo, junto com os protagonistas. Todas as tarefas pelas quais eles tem que passar nesse livro para finalmente conseguir o colar da Deusa Durga são tão tensas que você se segura a aquelas páginas torcendo para que os protagonistas realmente consigam superar os obstáculos e saírem deles vivos, mesmo que não tão inteiros (pelo menos os tigres têm alta capacidade de cura).

Por outro lado, a questão do romance do livro não tem me agradado tanto assim. Acho que criar obstáculos para que os protagonistas não fiquem juntos, muitas vezes pode ser interessante e desafiador para o leitor. Ficar torcendo para que os mocinhos finalmente se entendam é realmente estimulante, mas, quando as questões começam a ficar exageradas, quando temos uma mocinha que arranja desculpas absurdas para não viver o seu amor, que não consegue enxergar o que está bem a sua frente, começa a ter o efeito contrário.

Os dois protagonistas masculinos são apaixonantes. Eu particularmente não saberia quem escolher. Eles são perfeitos, cada um à sua maneira e amam a protagonista de forma incondicional. Se a autora não enfatizasse tanto qual é a escolha óbvia da protagonista, talvez o triângulo amoroso pudesse realmente funcionar de forma bastante atrativa.

Claro que, por mais que eu fosse amar se o romance do livro realmente me agradasse, isso não faz com que a história do livro seja ruim. Os desafios, as profecias e tudo o que eles têm que fazer e descobrir para chegarem aos seus objetivos, é muito estimulante para que o leitor possa avançar pelas páginas ansioso e, muitas vezes, angustiado para saber o que vai acontecer. Estou ansiosa para ler “O Destino do Tigre” para descobrir como essa história vai se desenrolar, realmente torcendo para que tudo se desenrole realmente, continuando com esse universo fantástico sempre crescendo e nos estimulando a continuar.
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O Resgate do Tigre

| 11 agosto 2015 | 8 comentários:
Após Kelsey voltar da Índia, ela só queira tentar voltar a sua vida normal, porém, seu coração havia ficado com Ren, o seu amado príncipe indiano que ela conheceu como um belíssimo tigre branco.

Kelsey voltou para seu país, porém, Ren não permitiria que ela voltasse a sua pacata vida de antes. Com uma casa, um carro luxuoso, todos os seus estudos e contas pagas, ele lhe concedeu uma vida mais do que confortável, mas tudo o que ela queira era Ren ao seu lado. E o nosso querido príncipe não deixaria de conceder nenhum de seus desejos.

Quando Ren aparece a sua porta, tudo seria perfeito, se Lokesh não quisesse, a qualquer custo, os pedaços do medalhão que eles possuíam. Durante uma emboscada, Ren é capturado, e agora resta a Kelsey e Kishan, irmão de Ren, passarem por mais uma das provas da Deusa Durga, para quem sabe assim encontrar uma forma de libertar o príncipe amaldiçoado.

Eu fiquei um tanto quanto chateada com o final do primeiro livro, e, consequentemente, com o começo do segundo. Acredito que o amor de Kelsey e Ren deveria ser inquestionável, que qualquer pessoa pudesse ver o quanto o destino de ambos estava entrelaçado. Como seria possível ser diferente ao imaginar um amor que surgiu quando um deles não era sequer inteiramente humano?  

Por essa razão, o começo do livro é um tanto quanto dispensável, em minha opinião. Acho que a história dessa série é bem maior, com um tema bem mais profundo do que simplesmente briguinhas bobas de um casal. Mas, para a minha felicidade, após essa parte o livro realmente começa e uma história realmente maravilhosa nos é apresentada.

Quando Ren é sequestrado, temos a oportunidade de conhecer mais seu irmão, Kishan. Ele foi um personagem muito especial no primeiro livro, mas conseguiu ganhar ainda mais meu coração na sequência. Agora sim a autora nos apresenta problemas amorosos que realmente valem a pena de serem lidos. É totalmente compreensível que Kelsey fique balançada entre seu amor por Ren e a atração que ela sente por Kishan, porque eu me sentiria da mesma maneira. Eles são perfeitos, cada um à sua maneira, se preocupam com ela, com a sua segurança e com o seu coração. Terminei de ler esse livro mais dividida entre os dois do que a própria protagonista.

Adoro livros em que uma cultura que eu realmente não conheço, seus mitos e suas lendas, são trazidos de forma a desenvolverem a história.  Realmente não conheço os Deuses e mitos citados nessa série, mas estou amando conhecer e me envolver, cada vez mais, com cada um deles.

Depois da primeira parte, o livro é simplesmente fantástico. Uma história realmente singular que faz com que eu veja tigres com outros olhos. O final desse livro partiu meu coração, eu não pude acreditar que aquilo tenha acontecido, porém, só me deixa mais ansiosa para ler a sequência, que tem todos os motivos para já começar em grande estilo.
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A Maldição do Tigre

| 20 julho 2015 | 7 comentários:
Após perder os pais, Kelsey praticamente fechou o seu coração. Ela, mesmo que inconscientemente, não queria amar ninguém, para que nunca mais sofresse novamente. Quando ela aceita um emprego temporário para trabalhar em um circo, é o momento em que o seu coração se abriria novamente para amar outra criatura, mesmo que essa fosse um belíssimo tigre branco. Aquele tigre era especial, ela tinha certeza, mas ela jamais imaginaria o quanto.

Quando Kelsey conhece o tigre Ren no circo e sente uma ligação imediata. Completamente diferente das outras pessoas, ela não consegue sentir medo, pois de alguma forma ela sabe que ele nunca iria machucá-la, e ela tem toda a razão. Ren na verdade é um príncipe indiano que foi amaldiçoado a se tornar um tigre. Ele pode voltar a forma humana por apenas 24 minutos a cada 24 horas. Agora, por algum razão, Kelsey é a escolhida da Deusa Durga e deve ajudar Ren em sua jornada para quebrar essa maldição.

Foi bem interessante ler um livro que é centrado no casal principal, porém, na maior parte da narrativa, um dos elementos desse casal está transformado em um animal, nesse caso, em um tigre. Nós temos um comportamento totalmente diferente para tratar pessoas e animais, e isso fica bem claro no livro. Kelsey demora um tempo, mesmo depois de descobrir toda a verdade, para realmente tratar como uma unidade o Ren homem e o Ren tigre. Ela conseguia se sentir muito bem e a vontade com o animal, porém, quando o príncipe indiano, com toda a sua magnitude, surgia, ela perdia um pouco sua capacidade de racionar com coerência.

Eu gosto de livros onde o envolvimento do casal é bem justificado. Não importa que tudo aconteça rapidamente, portanto que tenha uma razão. Nesse caso, com tantos mistérios e coisas sobrenaturais acontecendo, Kelsey foi trabalhar no circo onde Ren estava e aceitou levá-lo para a Índia, ainda como tigre e era a escolhida da Deusa para ajudá-lo a quebrar a sua maldição. Você não precisa de nada mais para acreditar na relação deles. Era o destino agindo ali com toda a força. Exatamente por essa razão, me irritou um pouco a insegurança extrema da protagonista em relação a aquele romance.

Além de toda a relação do casal principal, também temos uma viagem incrível pela Índia, ou por todo um mundo mágico criado pela autora. Para quebrar a maldição, eles têm que passar por uma série de desafios para encontrar certos objetos ou criaturas. São momentos bem interessantes de mistério ou aventura, onde eles têm que literalmente correr muito para salvar as suas vidas, enquanto eles descobrem o quanto gostam e admiram um ao outro. Seria perfeito se a protagonista não fosse tão insegura, porém, talvez seja um pouco compreensível, afinal de contas, ainda temos vários livros pela frente.

“A Maldição do Tigre” é um livro incrível. Além de Ren, também temos Kishan, seu irmão, que sofre da mesma maldição. Ele é um personagem que eu já estou apaixonada e, eu tenho certeza, ainda será muito importante nos próximos livros. Adorei ler essa história e conhecer um mundo tão interessante, tanto o “real” quanto o imaginário. Não vejo a hora de ler os próximos livros.
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