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Espero por Você

| 02 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Novo Conceito
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Avery se mudou de cidade para estudar, não porque aquela era a melhor das universidades, mas porque ela queria ficar o mais longe possível de casa. Outrora um lugar que ela tinha sido muito feliz, agora era o lugar de seu desespero, repleto de acusações, onde mesmo seus pais não estavam ao seu lado para defendê-la, ou ajudá-la a superar os seus traumas.

Conhecer Cam não estava em seus planos. Trazia à tona os seus piores medos, porém, assim como ela, o garoto também precisava de alguém em quem se apoiar, para superar as dores do passado que acometeram a sua família e seguir em frente.

Sendo tão apaixonada pela "Saga Lux", também da autora Jennifer L. Armentrout (que assina essa obra como J. Lynn), comecei o livro repleta de expectativas, aguardando mais um casal incrível e uma narrativa fantástica, porém, diferente a série começada pelo livro "Obsidiana", aqui não temos fantasia, seres de outros planetas ou poderes fantásticos. Nessa obra, os temas são muito mais reais, os traumas tão terríveis quanto os do nosso mundo e os protagonistas têm que enfrentar os seus dilemas de forma muito mais humana, muito mais real, o que torna essa obra tão incrível.

A personagem principal tem uma história sensível e revoltante de se acompanhar. Aos poucos vamos entendendo os motivos pelos quais ela fugiu de sua antiga vida, e é terrível perceber o quanto seus amigos, parentes, e mesmos seus pais, não ficaram ao seu lado após o pior acontecimento de sua vida. Impossível não ficar revoltada com a atitude de duas pessoas que têm a coragem de agir como eles agiram, de colocar status e aparências à frente da integridade da própria filha.

Porém, Avery, em seu recomeço, encontraria amigos verdadeiros, duas pessoas que ficariam ao seu lado, lhe dando forças, em todos os momentos. Além de conhecer Cam, um vizinho intenso, que claramente carregava a sua própria dose de traumas, mas que juntos poderiam finalmente encontrar um equilíbrio após tantos acontecimentos ruins, e, quem sabe, a felicidade.

Adorei ver que Cam não era apenas um típico bad boy da universidade. Sua personalidade era muito mais complexa do que isso. Ele era fechado com aqueles que realmente não o conheciam, mas era a pessoa mais gentil e generosa do mundo quando deixava alguém entrar em sua vida. Não desistir de Avery, lutar tanto por ela, perdoar todos os seus erros, estar ao seu lado para ajudá-la, mesmo quando a garota não merecia, são as provas do personagem incrível que a autora criou para ser o protagonista dessa obra.

A relação de Cam e Avery não é simples em nenhum momento. Seus segredos deixam marcas em cada uma de suas ações, e é claro o quanto eles deterioravam aquela relação, mas, o medo e a culpa eram as duas principais razões para que nenhum deles admitisse o que aconteceu, até o momento em que os segredos poderiam destruir para sempre o que eles estavam construindo com tanto carinho.

"Espero por Você" é uma história de superação através do amor. Tão diferente da outra série dessa querida da autora, mas perfeita à sua maneira. Esse casal me levou por um caminho repleto de sofrimento e dor, porém, amei cada segundo, até que o amor superasse todas as barreiras.

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Quando as Estrelas Caem

| 17 julho 2019 | Nenhum comentário:

Editora: Novo Conceito


Lilac e Tarver eram de mundos completamente diferentes. Ele era apenas um soldado tentando se misturar a elite, após ser condecorado por seus feitos. Ela era filha do homem mais importante do universo, alguém poderoso e temido. Quando a nave em que eles estavam cai em um planeta aparentemente desabitado, sendo eles os únicos sobreviventes, as diferenças de seus nascimentos já não teriam mais importância, apenas a sobrevivência.

Que história! Desde o primeiro contato que eu tive com esse livro, com a sua capa incrível, tive vontade de conhecer essa obra, mas nunca teria imaginado que uma narrativa, com praticamente apenas dois personagens durante todo o tempo, seria tão fantástica e instigante de se acompanhar.

Por destino, coincidência, ou apenas um momento de sorte, quando a nave em que Lilac e Tarver viajavam precisa ser abandonada com urgência, eles acabam na mesma cápsula de fuga. Estar em um planeta desabitado, apesar de estranhamente estar pronto para receber uma nova colônia de humanos, era bem próximo a realidade de Tarver, que já lutou em situações também precárias. Para Lilac, aquele poderia ser um sofrimento sem precedentes, alguém tão mimada e protegida toda a vida, mas ela tinha forças para encarar os desafios que surgissem em seu caminho, então aquela não era sua real preocupação.

Ela estava sozinha com um soldado muito atraente, honesto e com um enorme coração. Mas ele era apenas um soldado e Lilac sabia exatamente o que o seu pai poderia fazer com alguém como ele, se ousasse se aproximar de sua filha. Não seria a primeira vez que seu pai tiraria alguém violentamente de sua vida, e ela não permitiria que isso acontecesse novamente. Mesmo que tivesse que afastá-lo interpretando seu papel mais conhecido: de princesa mimada que não se importava com nada, nem ninguém, além dela mesma.

É claro que estar perdida em um planeta distante, com uma única companhia, além de vozes que pareciam querer deixá-la louca, - ou que já provavam a sua loucura - eram incentivos mais do que suficientes para que Lilac começasse a deixar sua máscara cair, e eles pudessem começar a trabalhar como uma verdadeira equipe em busca de uma saída.

É claro que uma obra com essa premissa, dois protagonistas sozinhos, lutando para sobreviver, não seria completa se não trouxesse para as páginas uma história incrível de amor. Em um determinado momento, a luta de ambos deixa de ser apenas pela sobrevivência, em busca de um resgate que talvez nunca viesse, mas uma luta um pelo outro, algo realmente pessoal, assim como quando nos importamos muito com alguém e somos capazes de abrir mão de qualquer coisa pela pessoa amada. É exatamente o que encontramos nesse livro tão bem escrito e romântico.

Porém, além de todo esse contexto fenomenal, a narrativa se eleva quando, cria uma linha da história toda voltada para ficção científica. Os motivos da existência daquele planeta e das criaturas que ali viviam, a ausência de humanos, vida e morte, tudo entrelaçado em uma dança incrível.

Um livro imperdível e fascinante. "Quando as Estrelas Caem" traz dois protagonistas vivendo um romance encantador, mas também uma corrida contra o tempo, além de segredos e mentiras. Simplesmente completo e incrível!

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Caraval

| 15 junho 2019 | Nenhum comentário:

Editora: Novo Conceito


Um incrível jogo onde nada é real, ou onde tudo é tão real que pode enlouquecer a mente de alguém. Scarlett sempre sonhou conhecer o Caraval e seu mestre, Lenda. Após dezenas de cartas sem respostas, quando ela finalmente recebe seu convite, tudo o que deseja é se casar com o seu prometido, um homem que ela nem ao menos sabia o nome, apenas para livrar ela e a irmã das garras de um pai tirano e violento. Porém, sua irmã, Tella, jamais deixaria que elas perdessem essa oportunidade, mesmo que tivesse que levá-la literalmente a força para o incrível mundo de Caraval.

Que narrativa intensa, muito bem elaborada e surpreendente. Cada página é um mergulho nesse jogo impressionante, onde o prêmio pode ser muito maior do que um simples desejo. Estou chocada como a autora, Stephanie Garber, foi capaz de ilustrar com riqueza de detalhes, pensamentos e humanidade algo tão surreal, transformando um livro de fantasia em um universo único, em apenas cinco noites de desafios.

Scarlett não aceitaria ir para o Caraval, não agora que estava tão próxima de seu casamento, quando não estaria mais à mercê do pai. Sendo obrigada a entrar no jogo, descobre que sua irmã, seu bem mais precioso, foi raptada e se tornou o grande desafio. Quem a encontrasse primeiro venceria. Para todos os outros participantes, era apenas um momento de entretenimento, mas, para a protagonista, a sua família estava em jogo, a única pessoa que ela tinha no mundo, até encontrar um marinheiro charmoso, mas não muito gentil, que as levou até o grande show de mestre Lenda: Julian.

Se somos orientados, assim como a protagonista, a nunca acreditar no que acontece no jogo, como discernir o que é real do que é magia? Como ter esperanças de que algo bom esteja acontecendo, quando aquilo pode desaparecer a qualquer momento?

Isso é tão incrível quanto angustiante. Em meio a tanta fantasia, também temos com intensidade os medos, sonhos e desejos da protagonista. Impossível não temer pelo seu futuro, sobre o que seria ou não real e o que restaria de sua vida quando o jogo acabasse, se é que restaria algo, além de momentos de ilusão. Amei viver essa expectativa, foi algo desenhado com muita criatividade para nos prender, chocar e encantar.

"Caraval" é um jogo, mas também um lugar onde os participantes podem descobrir quem eles realmente são, ou quem desejam ser. Para Scarlett, estar com sua irmã em segurança, era o principal, porém, foi em meio a fantasia e ilusões que ela aprendeu que a vida deve ser muito mais do que isso. E nós, leitores, conhecemos um mundo realmente incrivelmente mágico...

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Imperfeitos

| 29 novembro 2018 | 2 comentários:


Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
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Uma sociedade onde as suas imperfeições podem ser sua ruína. Não concordar com o sistema pode te tornar um excluído. Celestine descobriu isso na própria pele, literalmente. Uma menina que sempre foi perfeita como filha, aluna, irmã, namorada, e que agora carregava em seu corpo as marcas de alguém que não deveria ser respeitado, que viveria eternamente as margens da sociedade, apenas pelo fato de ter se levantando para defender alguém que também fora considerado imperfeito.

Saindo um pouco da linha dos romances adocicados, Cecelia Ahern provou que é uma grande autora também em outros gêneros. Sua estreia em um universo distópico nos rendeu uma leitura incrível e promissora para outros livros.

A protagonista, Celestine, sempre viveu, e aceitou, perfeitamente a sociedade em que ela nasceu. Como namorada do filho do principal juiz que comandava as regras sobre ser perfeito, e julgava aqueles que não as obedeciam, ela tinha plena certeza de que o mundo em que ela vivia estava correto e que os imperfeitos deveriam ser marcados para não me misturar aqueles que realmente eram perfeitos.

Após uma vizinha ser levada com a acusação de ser imperfeita, Celestine começa a questionar todo aquele sistema e seu mundo desmorona completamente quando ela resolve ajudar um homem idoso em um ônibus, que estava em pé e passando mal. Não seria nada demais, se aquilo não fosse um crime, pois era terminantemente proibido ajudar um imperfeito.

A autora soube como colocar uma personagem no papel central da sua história, mas criar uma série de filamentos para que a nossa atenção fosse atraída para outros personagens com pensamentos e objetivos muito distintos. Chega a ser angustiante acompanhar a vida de Celestine como uma imperfeita, com tantas pessoas a sua volta, cada uma tentando alcançar suas metas a usando, da forma que fosse, para chegar a um determinado fim.

Esse livro trata claramente sobre preconceitos, como pensamentos diferentes não são bem aceitos e sobre como um julgamento errôneo, ou por motivos pessoais, pode destruir a vida de alguém. Ser perfeito, nessa narrativa, não significa se destacar, mas se misturar entre os demais. Se destacar demais pode te tornar um alvo promissor a ser punido para servir de exemplo.

Temos nessa narrativa um prenuncio muito interessante de um romance que pode vir a se desenvolver nos outros livros. Apesar de um dos elementos desse casal pouco aparecer na obra, é impossível que ele passe despercebido, ou que não seja marcante. Além disso, temos o namorado de Celestine, o perfeito filho do juiz, alguém que não temos certeza sobre os seus sentimentos ou se ele aceitaria ter uma imperfeita ao seu lado e sofrer as consequências.

“Imperfeitos” é um livro fantástico, com uma protagonista que consegue nos mostrar vários olhares desse mundo onde ser perfeito não é uma escolha. Espero que o próximo livro nos mostre ainda mais profundamente aqueles que estão no poder, suas reais intenções e o quanto os imperfeitos podem lutar para voltarem aos seus lugares de direito. Mal posso esperar!
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Três Vezes Nós

| 30 dezembro 2016 | 2 comentários:
Três vidas. Três destinos. Três escolhas. O mesmo casal. Uma história de como o futuro de alguém pode mudar com simples nuances, com pequenas alterações e como essa pessoa sempre será atraída pelo seu grande amor.

Esse livro conta as histórias de Eva e Jim, em três versões diferentes do que teria acontecido em suas vidas. Em uma das versões, eles se conhecem, se apaixonam e ficam juntos. Na versão seguinte, eles se conhecem, se apaixonam, mas não conseguem ficar juntos. A última versão é onde eles não se conhecem no mesmo momento das duas primeiras, apenas anos depois, mas a atração é inevitável.

Nunca tinha lido um livro narrado dessa forma. Formado por blocos de 3 capítulos, cada um deles contando a sequência de cada uma das versões, pode ser um tanto confuso acompanhar tudo o que acontece e não se perder. No final do livro tem até algumas páginas reservadas para o leitor anotar (que sacrilégio) o que acontece em cada versão para evitar confusões, mas acredito que elas sejam inevitáveis.

As histórias começam exatamente no mesmo ponto, com os mesmos personagens e vão se distanciando, tomando forma própria, incluindo novos coadjuvantes, cenários, momentos, e fazendo com que a gente perceba realmente como nossas escolhas moldam o que nós somos e o nosso futuro.

A autora, Laura Barnett, nos faz conhecer desde a juventude até a velhice do casal principal, em três universos diferentes. O que essa narrativa tem de interessante, tem de frustrante também. Não nego que sou fã de histórias com finais felizes, onde as pessoas lutam e sofrem, mas conseguem, em algum momento, alcançar seus objetivos, encontrar a verdadeira felicidade. Nesse livro temos três chances para que isso aconteça, três versões diferentes, onde, em pelo menos uma delas, o casal possa realmente se sentir pleno, satisfeito, unido e feliz, porém, não é realmente isso que encontramos durante todas as páginas. 

O rumo que a narrativa segue, a forma como ela foi construída, não deixa de ser incrível. Se o leitor pode se perder em meio as páginas, é devido à complexidade narrativa que a autora construiu. Tenho certeza que foi extremamente trabalhoso elaborar algo tão diferente, três histórias em uma só, com os mesmos personagens, sentimentos, ambições, mas como eles lidam com todos esses fatores quando o destino os leva por caminhos tão distintos.

"Três Vezes Nós" é um livro que exige muita atenção para ser lido. Essa história é como um leque, que vai se abrindo em várias direções e você precisa estar preparado para acompanhar cada uma delas. Não consigo escolher uma favorita, pois todas elas me deixaram com uma sensação de falta de esperança, que é um sentimento que eu não gosto exatamente de sentir ao terminar um livro, mas ele não deixa de ser fabuloso, pela sua originalidade e pela complexidade que o livro traz ao leitor.
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As Letras do Amor

| 06 outubro 2016 | Um comentário:


Bianca largou a faculdade que não gostava, seus pais estão se separando e as confusões com seus irmãos menores estão deixando sua vida uma verdadeira bagunça. A parte boa de sua vida é seu namorado Miguel e sua melhor amiga Mari. Porém Miguel passará seis meses na Itália para provar a seu pai que pode cuidar dos negócios da família e assim surge a oportunidade de Bianca fugir de todo os problemas em casa e seguir seu namorado rumo a Roma.

Não foi fácil convencer sua família, porém quando finalmente consegue e vai para a Itália, Bianca começa a ter novos problemas ao chegar ao local onde vão morar, pois vão morar no apartamento do amigo de Miguel, Enzo. Enzo é muito bonito e cavalheiro, e devido ao trabalho, Miguel quase não dar atenção suficiente a Bianca e Enzo sempre está lá ao seu lado. Bianca começa a desenvolver sentimentos por Enzo e sente que o mesmo também sente algo por ela.

Bianca durante todo o livro fica dividida sobre o que fazer, tanto em sua vida amorosa, como o no que rege toda sua vida. O que deve fazer quando passar os seis meses e voltar ao Brasil? Sempre fica pensando se deve voltar, ou ficar na Itália e fazer sua faculdade em Roma. Qual curso deve fazer? Por que não consegue ficar mais de uma semana em seus empregos? E ainda tem os sentimentos por Enzo e o fato de o mesmo ser amigo de Miguel.

As letras do amor é um livro bonito de se ler, porém fica sempre no mesmo ritmo. Como se fosse morno o tempo todo. O tipo de livro que você para a leitura a qualquer momento e não sente uma necessidade de ler a todo momento. Falta algo que prenda a atenção do leitor, pois é uma história comum: um triangulo amoroso e uma personagem adolescente em crescimento com muitas dúvidas sobre que rumo tomar na vida, porém a autora não soube como colocar seu toque diferenciado para tornar a história mais atrativa a leitura.

O livro não é ruim, só falta um que a mais. As descrições das cidades da Itália são lindas, demonstrando quanto conhecimento a autora possui sobre os locais e as personagens são interessantes mostrando família, amigos e relacionamentos de trabalho. O livro discute confiança, amor, perdão e amizade, porém é tudo muito raso. 
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Um Novo Mundo

| 11 setembro 2016 | 8 comentários:


Bibi está construindo um mundo de vídeo game só dela, que é invadido pelo seu irmão mais novo. Após fazerem uma aposta, aquele jogo, que era somente virtual, toma dimensões no mundo real, onde conhecemos mais sobre a vida da protagonista.

Nesse livro, Bibi Tatto, uma famosa youtuber que fala sobre Minecraft, nos conta a história de sua vida, ao mesmo tempo que passa por uma grande disputa com seu irmão.

Vou ser bem sincera com vocês, eu estou tendo uma dificuldade gigantesca para escrever essa resenha simplesmente pelo fato que eu estou muito longe de ser o público alvo dessa história.

É muito estranho se eu disser que sei que Minecraft é um jogo e paramos por aí? Não tenho mais nenhuma informação sobre esse universo, consequentemente, nunca tinha ouvido falar da autora do livro.

Imagino que a narrativa da sua história seja bem parecida com a experiência de se estar jogando realmente, mas não encontrei nenhum momento em que ficasse empolgada ou ansiosa por algum acontecimento. Não sei se isso se deu ao fato de eu não conhecer o jogo, ou dessa experiência só funcionar realmente quando se está jogando.

A medida que Bibi conta sua história “virtual”, também nos conta um pouco de sua história no mundo real. Sem grandes acontecimentos em sua vida, afinal de contas, ela ainda é bem nova, não posso negar que fiquei impressionada por uma menina de 16 anos ter um canal com 100 milhões de visualizações. Isso é um grande feito, sem dúvida, mas não sei se a ponto de se escrever um livro.

Claro que, voltando ao começo do meu texto, eu não sou o público alvo dessa narrativa. Tenho certeza que os fãs da youtuber e do jogo podem passar grandes momentos conhecendo essa história.
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O Ano Em Que Te Conheci

| 31 julho 2016 | 6 comentários:
Jasmine é uma profissional brilhante, mas que nunca teve apego a nenhum de seus projetos. Quando é obrigada a tirar uma licença de um ano, achou que iria enlouquecer sem te nada o que fazer. Até o seu jardim sofreu as consequências de seu tédio. Porém, nada como um vizinho que ela odiava com todas as suas forças para distrair seus pensamentos, ou torná-los obsessivos por cada um de seus passos.

Matt tem sérios problemas familiares. Depois de chegar bêbado em casa por várias noites, sua esposa resolve abandoná-lo, tudo isso sobre os atentos olhares de sua vizinha. Ele, que estava afastado do polêmico programa de rádio que apresentava, também encontrou em sua vizinha alguns momentos de distração da confusão que sua vida havia se tornado.

O livro é narrado em primeira pessoa, mas de uma forma um tanto diferente. É como se Jasmine narrasse sua história para Matt, sempre usando o pronome “você” para desenvolver a narrativa. Cecilia Ahern, dessa forma, conseguiu mostrar a forma realmente obsessiva com que a protagonista observava e acompanhava cada um dos passos de seu vizinho, desde o momento em que ela simplesmente o odiava, até se tornarem bem próximos, muito amigos.

Achei o livro, em geral, interessante. Tem uma narrativa diferente, tanto se formos analisar a história em si, quanto à forma como ela é contada, com uma conclusão bem distante dos clichês românticos que estamos acostumados a ler.  Por outro lado, o livro não me arrebatou como outros romances da autora. Pude ler de forma calma, sem realmente me impactar, ou sentir aquela fixação em não conseguir parar de ler.

Da mesma forma que Jasmine é brilhante em seu trabalho, ela tem sérios problemas psicológicos. Isso fica claro no momento em que a encontramos na história, quando ela tem tempo livre de sobra para mostrar o quanto pode ser obsessiva. Ela cuida de sua irmã como se ela fosse a mãe, por mais que a irmã seja mais velha, pois a mesma tem síndrome de Down, mas a autora deixa bem claro o quanto ela é capaz de lidar com o mundo sozinha, e da forma como ela achar melhor.

Matt tem problemas com bebida, não sabe lidar bem com a sua família e tem um programa de rádio polêmico a cada episódio. Após passar de todos os limites na noite de ano novo, ele encontra em Jasmine alguém talvez tão perdido quanto ele, que também precisa encontrar algo para se manter ocupada, para não sucumbir, mesmo que esse algo seja observar seu vizinho a todo o momento.

“O Ano Em Que Te Conheci” é um livro bem interessante para quem está esperando algo nada clichê, mas talvez não o tipo de leitura certa para quem tem em mente os livros românticos da autora. A história é interessante e muito bem desenvolvida, então, se começar a ler sem comparativos, tenho certeza que pode passar momentos bem agradáveis com esse livro.
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Poseidon

| 03 março 2016 | 3 comentários:


Emma possui o Dom de Poseidon, porém nem ela mesma sabe disso. Com sua diferente aparência, possuindo pele muito clara, cabelo tão louros que chegam a ser brancos e olhos violetas, a mesma chama a atenção de Galen.

O que Emma não sabe é que Galen é um príncipe das águas do reino de Tritão. Galen tem quase certeza que Emma é uma Syrena, assim como ele, mas fica intrigado com sua aparência, pois todos os que vivem embaixo d’água possuem pele morena, cabelos escuros e olhos violetas. Por que Emma é tão diferente?

E como Emma possui o Dom de Poseidon, a mesma pode ser a chave para terminar com a tensão que ocorre entre os reinos de Tritão e Poseidon e garantir a sobrevivência da espécie Syrena.

Agora Galen tem a importante missão de explicar a Emma o que ela realmente é e tentar descobrir os motivos de porque ela é tão diferente. Mas a incrível atração que eles sentem quando estão juntos pode colocar tudo a perder. O que coloca o príncipe Galen dividido entre seu dever com o reino e o que ele sente.

Poseidon é o primeiro livro de “ O legado de Syrena”, claro que existem muitas histórias sobre sereias (que aliás, é muito engraçado que os habitantes das águas não gostam desse termo), mas essa é muito boa, pois mistura todas as lendas conhecidas com a história de Galen e Emma. Que não podemos esquecer de citar que toda vez que estão juntos o clima pega fogo.

As personagens secundárias Rayna (irmã de Galen) e Toraf (marido de Rayna), são incríveis. Rayna possui caráter e espírito forte, enquanto Toraf é amável e leal. Realmente não tem como não amar esses dois.

O livro relata mudanças na vida, algo que as vezes nem sonhamos, mas que carregamos como legado. O final é incrível. Quando termina de ler, a pergunta que vem na sua cabeça é “ Como termina assim?; “ Cadê a continuação? ”. Para quem gosta de histórias de fantasia e fantástica, como eu, não pode deixar de ler “Poseidon”.
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Lola e o Garoto da Casa ao Lado

| 18 fevereiro 2016 | 8 comentários:
A última coisa que Lola queria em sua vida era reencontrar os gêmeos Bell, principalmente Cricket. Seu ex-vizinho, seu primeiro grande amor, a havia magoado muito profundamente. Agora, ela tinha um namorado super descolado, pais amorosos e uma vida perfeita. Nada poderia estragar isso, a não ser a volta da família Bell para a casa ao lado.

Eu tinha expectativas bem altas quando comecei a ler esse livro. “Anna e o Beijo Francês” me encantou tanto que eu mal podia esperar para ler um novo livro da autora Stephanie Perkins. Ela é maravilhosa, sabe escrever sobre o amor, sobre sentimentos, de uma forma tão meiga e tocante que é impossível não se encantar pelos seus personagens e por tudo o que eles vivem.

Lola é extrovertida, segura de suas ações (quando ela tem certeza absoluta do que ela quer), se veste de uma forma bem característica para marcar o seu lugar no mundo e é muito amada por seus pais adotivos. Ela é criada pelo tio e seu companheiro, ambos retratados de forma espetacular, sem clichês ou caricaturas que os deixassem menos humanos ou menos especiais. A homossexualidade é tradada de forma totalmente natural, assim como deve ser.

Quando Cricket volta para a vida de Lola, é como se um abismo os separasse, ao mesmo tempo em que parece existir um imã que os atrai. Antes de sua chegada, percebemos o quanto de mágoa Lola carrega da primeira pessoa que ela amou em sua vida, porém, quando os dois estão juntos que nós realmente percebemos que a mágoa não era nada se comparada a saudade.

Cricket é um garoto maravilhoso. Dedicado a família, aquele tipo de pessoa que sempre coloca os outros em primeiro lugar, em detrimento de suas próprias vontades ou escolhas, inteligente e amigo, mesmo quando o que ele deseja é muito mais do que amizade.

O namorado de Lola é muito mais velho do que ela, toca em uma banda e por isso é mal visto pelos seus pais. Acho que esse é o primeiro livro em que eu gosto mais do mocinho realmente, desde o começo, do que do bad boy/guitarrista/tatuado. Isso pode dar a dimensão do quanto Cricket é perfeito, ou do quanto o namorado de Lola consegue ter atitudes tão mesquinhas.

Apesar de ter gostado mais de “Anna e o Beijo Francês”, também me apaixonei por “Lola e o Garoto da Casa ao Lado”. Gostei de rever os personagens do livro anterior e conhecer os novos. A autora sabe como lidar com sentimentos e passar isso para o papel. Todas as angustias e indecisões que podem surgir quando alguém reaparece em sua vida e você descobre que nem tudo era como você tinha imaginado. Vale muito a pena ler.
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A Desconhecida

| 21 janeiro 2016 | 14 comentários:
George Foss era alguém sem aventuras em sua vida, acomodado na sua rotina e que nunca tinha esquecido sua primeira grande paixão. Quando Liana Decter aparece à sua frente, após 20 anos que desapareceu, ele não consegue dizer não a um pedido muito inusitado, mesmo que suspeito. Sua vida apática seria revirada por um caso de roubo e assassinato no qual ele, sem querer, seria envolvido.

Liana Decter havia desaparecido da vida de George, e de todas as pessoas que ela conhecia, suspeita de ter cometido um assassinato, depois de ter frequentado um semestre na faculdade no lugar de outra pessoa. Quando ela reaparece portando uma mala cheia de dinheiro, pedindo para que George a devolvesse para o dono em seu lugar, por mais que a situação fosse perigosa, ele não conseguiria dizer não para a mulher que nunca havia deixado os seus pensamentos.

O foco desse livro é muito mais a trama policial do que o romance em si. Particularmente, esse não é um gênero que me agrade muito, porém a história e os personagens foram realmente muito bem desenvolvidos.

Liana, ou qualquer outro nome que ela já tenha usado em sua vida, é alguém enigmático, manipulador e que não mede consequências para conseguir o que deseja. Desde o começo do livro, até o fim da narrativa, você não consegue entender quais são seus reais sentimentos e intenções. É angustiante acompanhar o protagonista fazendo coisas absurdas por um personagem que claramente não mereceria tamanha confiança.

George é alguém que realmente precisava de algo que balançasse sua vida monótona, porém sem tantos perigos e ameaças. Ele se vê envolvido em um jogo em que ele nunca teria entrado por vontade própria. Ele tenta se convencer de que aquilo não será nada, que ficará tudo bem, quando, na verdade, ele faria tudo o que Liana pedisse, não importando realmente as consequências, se aquele amor que o havia marcado de forma tão única na juventude ficasse ao seu lado novamente.

“A Desconhecida” é um romance policial com uma trama de suspense que angustia quem está lendo. Minha vontade era de entrar no livro e dar uns tapas no protagonista, para que ele acordasse e visse o que realmente estava acontecendo. Para quem prefere livros sem muito romance, com muito suspense, personagens enigmáticos, assassinatos e tensão, muita tensão, esse livro é perfeito. 
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A Menina Da Neve

| 09 janeiro 2016 | 8 comentários:
Jack e Mabel mudaram-se para o Alasca para começar uma vida nova, pois no ano de 1920, um casal que já está junto há tantos anos e sem filhos é visto com piedade pelos parentes e amigos.

Para fugir disso o casal vai para o Alasca, porém as coisas também não estão fáceis por lá. Com o inverno brutal se aproximando e com dificuldades financeiras, Jack e Mabel não sabem se conseguirão sobreviver ao inverno, para finalmente fazer prosperar sua fazenda com a chegada da primavera.

Quando tudo parecia ir de mal a pior um milagre acontece: uma misteriosa menina aparece na vida do casal, após os mesmos fazerem uma menina da neve de seu quintal. Porém somente o casal ver essa criança, que por incrível que pareça consegue sobreviver sozinha no rigoroso inverno do local. Então após essa mágica aparição na vida dos dois, tudo começa a dar certo na vida do casal, eles conseguem suprimentos para o inverno e fazem amizade com uma maravilhosa família vizinha que os ajudam em tudo que podem.

Mas o que deixa o casal realmente intrigado é a Menina da Neve, que após um tempo lhes diz que se chama Faina, a mesma sempre vai embora quando chega o calor e volta quando o inverno retorna. Será que ela realmente existe, ou é imaginação de Jake e Mabel? Se existe, será que há algo mágico em torno dessa notável criança?

A Menina da Neve é um livro muito bonito que nos mostra como a luta em lugares desconhecidos é difícil e como uma pequena luz pode incentivar alguém que estava em desespero a seguir em frente. É lindo o mistério que é empregado e nos faz questionar se realmente essa menina existe ou não. Tudo irá depender de como cada pessoa ler a história.

Esse é um livro que me deixou bastante intrigada, pois o mesmo possui um tom de tristeza, mesmo sendo uma linda história, apenas achei que em determinados momentos o livro um pouco monótono, porém isso não apaga o brilho que a história tem.
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Como Se Apaixonar

| 15 novembro 2015 | 12 comentários:
Christine havia acabado de testemunhar um homem atirar na própria cabeça, mesmo que ela tivesse tentado ajudá-lo, quando ela conheceu Adam. Ele estava em uma ponte, preparado para também acabar com a própria vida, porém, dessa vez Christine conseguiu impedir que ele fizesse uma loucura. Agora ela tinha poucos dias para ajudar Adam, para provar que a vida valia a pena ser vivida.

Depois de ler “Simplesmente Acontece”, que eu acho simplesmente maravilhoso, eu estava um pouco decepcionada com o começo do livro. Ele não me arrebatou logo de cara, mas fico muito feliz de ter continuado a minha leitura. Poucas páginas após o início da narrativa, quando Adam aparece, a história engrena e você não consegue mais parar de ler.

Quando Christine nos é apresentada, ela parece uma pessoa completamente fora do normal. Alguém que quer realmente ajudar as pessoas a ponto de cancelar seus compromissos por duas semanas para ajudar um homem que havia tentado se matar, e ela nunca tinha visto na vida, porém, esse homem não era uma pessoa qualquer.

Adam era o herdeiro de uma grande empresa, mas que não sonhava em assumi-la, mesmo com a morte eminente de seu pai, queria a namorada de volta, mas ela o havia traído com o seu melhor amigo e sua irmã era uma foragida da justiça. Tudo isso faz com que o personagem seja muito sensível e frágil, alguém que realmente precisava que segurassem suas mãos e o impedisse de fazer uma besteira, mas, nas horas em que ele estava bem, às vezes até feliz, Adam se mostrava a pessoa maravilhosa e gentil que se escondia embaixo de todo aquele sofrimento, alguém quase impossível de não se apaixonar, algo totalmente impossível para Christine.

Foi tão interessante e intenso ver a luta de Christine que, mesmo sem saber exatamente o que estava fazendo, consultando livros para tentar lidar com aquela situação, seu coração sempre sabia o que era o certo e o que Adam precisava ouvir para novamente sentir prazer pela vida. Além da razão de Christine fazer todas essas coisas ser algo que eu nunca teria imaginado.

Cecelia Ahern foi mais uma vez maravilhosa em criar essa história de amor tão singela e prazerosa de se ler. Tirando algumas páginas logo no início, o livro como um todo é perfeito, e o final é daqueles de suspirar fechando o livro, assim como “Simplesmente Acontece”. Eu gostei de “A Lista”, mas esperava um final mais emocionante para todo aquele mistério, então, como esse tinha sido o último livro que eu li da autora, fiquei com um pouco de medo de me decepcionar com o final, mas eu não poderia esperar nada melhor.

“Como Se Apaixonar” é um livro sobre dor e superação. Sobre o que alguém realmente precisa em sua vida quando nada mais parece fazer sentido. Quando parece que o mundo lhe vira as costas, quando tudo começa a desmoronar, às vezes só é preciso uma pessoa para fazer a diferença. A pessoa certa no momento certo. 
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Amor Imortal

| 08 novembro 2015 | 13 comentários:


Anna Bonnier é uma pintora que perdeu seu pai recentemente. Como seu estado de espírito não é dos melhores, ela e sua melhor amiga Loreta viajam para Aspen, um local que era especial para Anna e seu pai, com o intuito de alegrar um pouco a vida de Anna.

Neste local, Anna acaba por conhecer Raziel, um homem envolvente e com o qual ela sente uma conexão imediata, um sentimento que ela nunca sentiu por homem algum, como se o conhecesse a vida toda, sem jamais tê-lo visto anteriormente.

O que Anna descobre é que sim, ela já conhecia Raziel, pois ele foi seu marido em suas reencarnações passadas e o mesmo também é um Nephilim, um ser hibrido, filho de um anjo caído e um humano. E assim a vida de Anna vira completamente do avesso, pois se vê envolvida em uma guerra milenar que envolve, anjos, demônios e nephilins, sendo que ela é apenas uma humana no meio dessa grandiosidade.

Amor Imortal é um livro de fantasia, aventura e romance, que tem como temática anjos caídos e nephilins, claro que como leitora já li outras séries com a mesma temática, sendo assim muitas referências já são conhecidas, mas gostei de como a escritora conseguiu fazer o livro ter um crescimento durante a história.

No início é bem previsível o envolvimento romântico entre Anna e Raziel, pois o encantamento entre ambos ocorre logo de cara, mas a história vai ganhando amplitude com a introdução do demônio que quer de todas as formas obrigar Raziel a fazer o juramento de fidelidade para com ele.

O que achei muito interessante nesse livro também, é que o casal luta suas lutas juntos. Não tem essa história de a mocinha ficar esperando seu amado lutar, enquanto ela fica escondida. Mesmo Anna sendo humana, ela é uma peça fundamental na luta contra o mal. Claro que para isso ele recebe alguma ajuda, mas ela é feita de forma que para completar a missão, Anna precisa reunir toda sua coragem para lutar ao lado de seu amado.

O final nos apresenta a possibilidade de um segundo livro, pois foi vencida uma batalha e não a guerra. Como fiquei curiosa, espero que tenha uma continuação.

A capa do livro chama a atenção, pois é envolvente e sexy, porém acho que as pessoas apresentadas na capa deveriam ter as características físicas de como são descritos os personagens, assim ela ficaria perfeita.

Amor Imortal é um livro muito bonito de ser lido, não tem como não torcer para que Raziel e Anna consigam viver em seu amor em paz e felicidade.
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Supernova: A Estrela dos Mortos

| 27 outubro 2015 | 2 comentários:
Após Leran fugir com sua irmã de Acigam, ele irá descobrir que o mundo é muito maior do que ele poderia imaginar, com muito mais mistérios e com perigos mais terríveis do que os que ele deixou para trás. Em busca de alguém que ajude a sua irmã a controlar o seu dom, eles irão conhecer pessoas fantásticas nesse universo único de controle de energias.

Eu mal posso explicar o quanto eu gostei desse livro. “O Encantador de Flechas” é um livro muito bom, que nos faz entender e começar a admirar esse universo criado pelo escritor Renan Carvalho, porém, “A Estrela dos Mortos” alcança um nível ainda mais fantástico nos quesitos criatividade, emoção e na forma como a narrativa cresce nessa sequência.

Logo nos primeiros capítulos, somos apresentados a uma nova personagem de extrema importância. Tlavi é a Estrela da Cura e uma guerreira formidável, que deixou a sua família para se tornar uma paladina. O foco em suas missões é preciso, ela não teme quase nada e sempre se guia por aquilo que ela acha correto. É muito interessante o quanto nós podemos mudar de opinião, apenas mudando um ponto de vista. Quando Tlavi é a narradora dos capítulos, ela é perfeita. É impossível não ficar do seu lado e torcer para que ela consiga alcançar os seus objetivos. Porém, quando a conhecemos por outros ângulos, você começa a ter sentimentos contraditórios, pois uma personagem, antes, perfeita, começa a apresentar defeitos quase imperdoáveis e você se questiona se o que ela acredita ser o certo, se é realmente o certo. Impossível conhecer essa personagem e não passar por essa contradição. Achei isso maravilhoso.

O livro é fantástico desde as primeiras páginas narradas por Tlavi, mas, quando Leran e sua irmã voltam à cena, é espetacular, como reencontrar velhos amigos que não vemos há muito tempo. Leran e Luana estão sendo perseguidos por pessoas que querem levá-los de volta a Acigam. É incrível ver os poderes de Luana evoluindo e, ainda mais incrível, conhecer tudo aquilo que cruza o seu caminho por ela ser uma estrela. Conhecemos ainda mais desse mundo incrível, como os polos energéticos e energias muito mais sombrias do que as que nós vimos até agora.

Outro personagem fantástico, e de grande importância, é Gueth, irmão de Tlavi. Nós o conhecemos desde pequeno, pelas lembranças de sua irmã, portanto, quando ele volta à cena, já um homem adulto, quando encontra com Leran e Luana, já temos uma certa conexão com ele que só cresce com o passar do livro. Gueth é um lutador fantástico, mas que usava sua habilidade em lutas ilegais para tentar salvar a vida de seu pai, porém, quando os irmãos fugitivos de Acigam precisam encontrar sua irmã, que ele não vê há muito tempo, ele decide abandonar tudo e ir com eles em sua jornada.

Eu realmente amo fantasia, esse é o meu gênero favorito de livros, então, quando eu encontro uma história fantástica (no caso desse livro, em todos os sentidos da palavra), tão bem escrita, tão complexa, com personagens tão bem construídos, é impossível embarcar nesse mundo e largar o livro antes que ele termine.

Que história genial. “A Estrela dos Mortos” superou todas as minhas expectativas. Três narradores fabulosos, cada um com a sua jornada, mas com os destinos entrelaçados. Quando as trevas estão ameaçando o equilíbrio do mundo, uma história maravilhosa pode surgir, mesmo quando salvar o mundo não era o objetivo principal do protagonista. A única coisa que me deprime é saber que “O Satélite de Ferro” será lançado apenas em 2017, mas, se essa série continuar evoluindo dessa forma, esperar será um sacrifício necessário para ter a oportunidade de voltar para esse mundo sem igual.
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Zac & Mia

| 11 outubro 2015 | 6 comentários:
As vidas de Zac e Mia jamais colocariam os dois, lado a lado, porém, quando o destino decide que duas pessoas devem enfrentar algo muito sério, muito difícil, seis centímetros de parede não será o suficiente para separar suas dores, muito menos o vínculo que, somente pessoas que realmente passaram pelos desafios que foram impostos a eles, conseguem criar.

Quando um novato chega para ocupar um quarto ao lado do de Zac, ele nunca imaginaria que finalmente teria alguma distração bem-vinda para a sua prisão forçada. Após um transplante de medula, ele estava em isolamento absoluto, seu quarto era “um santuário eficiente contra germes do mundo externo”, mas completamente ineficiente contra o som alto da adolescente transtornada do quarto ao lado.

Mia achava aquela situação completamente injusta. Ela era uma garota popular no colégio, que se importava com garotos, sapatos e maquiagens. Agora, ela não passava de alguém com câncer, e as pessoas ainda diziam que ela tinha sorte, pois suas chances eram altas. E elas tinham razão, Zac sabia, ele tinha pesquisado sobre isso, assim como tinha pesquisado suas próprias chances.

Separados apenas por uma parece, entre batidas repetitivas (por mais que nenhum deles soubesse código morse), mensagens e telefonemas noturnos, uma amizade inesperada surgiu entre duas pessoas completamente diferentes, mas que sabiam que não encontrariam outra pessoa no mundo que entendesse tão bem o que se passava no coração do outro, naquele momento de luta, para continuar vivendo.

Comecei a ler “Zac & Mia” sem nenhuma pretensão, sem saber que iria me deparar com uma história, e com dois protagonistas, que realmente tocariam o meu coração. Livros que tratam de doenças geralmente são tocantes, mas nunca é tão simples criar personagens com quem você se identifique, pessoas que fazem com que você realmente sinta as suas dores e lute com eles a cada página.

No início do livro, enquanto Zac é um guerreiro, pensa o tempo todo em sua família e no quanto eles precisam que ele fique bem, que não desiste, exatamente por isso, Mia não entende porque aquilo teve que acontecer com ela, porque sua vida tinha que mudar daquela forma. É muito interessante de se ler, porque, por mais que as chances de Mia sejam muito melhores que as de Zac, ela está pronta para desistir a qualquer momento. Ela acha que ir a um baile na escola é mais importante do que sua cirurgia, que manter as aparências é mais importante do que dizer a verdade. Porém, é exatamente por isso que eles começam a se aproximar, quando Zac encontra em Mia alguém que sofria o mesmo que ele, e Mia encontra em Zac a única pessoa com quem ela poderia ser verdadeira.

A doença em si, nesse livro, é realmente um dos personagens principais. Como eles passam grande parte do livro no hospital, em meio a medicamentos, camas com controle remoto, visitas completamente controladas, enfermeiras monitorando se os seus pacientes estão conseguindo ir devidamente ao banheiro, entre outras coisas, é impossível esquecer, por um momento sequer, o que eles estão passando, contra o que eles estão lutando a cada momento, por isso, quando eles começam a se conhecer, a realmente fazerem parte da vida um do outro, cada pequeno momento é ainda mais importante e especial, porque nós sabemos que cada momento pode ser o último quando se luta pela sua vida.

“Zac & Mia” é tão simples quanto encantador. Você vai lendo o livro e, sem perceber, se vê apaixonado por essa história tão singela, ao mesmo tempo tão arrebatadora. Os personagens vão conquistar o seu coração, cada um à sua maneira e te fazer pensar como você encararia essa situação, mais como Zac, ou mais como Mia. Não importa qual seria a sua escolha, mas, tenho certeza, que você iria desejar alguém como eles no quarto ao lado.
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A Aposta

| 04 outubro 2015 | 6 comentários:
Nina era bem diferente das outras meninas do seu colégio. Enquanto todas pensavam em finalmente embarcar em um romance, ela parecia ter um problema sério com qualquer pessoa do gênero masculino, mas Nina tinha as suas razões. Sua primeira experiência amorosa real foi um desastre, o que a traumatizou infinitamente, agora ela pensa que não deve se envolver com ninguém, para não sofrer novamente. Porém, Nina não é alguém que leva desaforo para casa. Quando ela se sente desafiada, um jogo muito interessante começa, mas talvez ela não consiga impedir que sentimentos, há tanto tempo distantes de seu coração, voltem a surgir.

Os garotos do colégio Prisma não perdem a oportunidade de uma boa aposta. Quando Lex, o garoto mais lindo e pegador do colégio, precisa de dinheiro para consertar a sua moto, eis que surge a oportunidade perfeita para alguém tentar quebrar o gelo da inalcançável Nina. Porém, a garota descobre o que todos estão tramando e lança sua própria aposta: Se Lex conseguir fazer com que ela se apaixonasse por ele durante a viagem de formatura, ela mesma pagaria o conserto da moto. É hora das apostas, quem vencerá esse emocionante desafio?

Quem vai ganhar essa aposta, eu não vou contar para vocês, mas posso apostar que todos vão se apaixonar por esse livro.  Vanessa Bosso foi realmente fantástica em criar essa história adolescente tão apaixonante, tão real e com personagens que você vai desejar ter como amigos verdadeiros.

Foi como um sonho poder embarcar nessa viagem com Nina e Lex. Querendo ou não, não importa a idade, todos nós sempre mantemos nossos lados de criança e adolescente dentro de nós, e meu lado adolescente simplesmente vibrou com essa viagem fantástica, que eu mesma gostaria de ter feito.

O livro é narrado em terceira pessoa, mas não é qualquer terceira pessoa. O ser superior que narra essa história não foca simplesmente nos fatos, ele faz questão de expor sua opinião, ter a sua participação bem marcada, o que é impossível de não se perceber. Nunca me diverti tanto com uma narração como nesse livro. Ela é imprescindível como parte dessa narrativa deliciosa.

Nina e Lex são realmente protagonistas perfeitos, imperfeitos cada um à sua maneira, o que os torna realmente reais, como se pudéssemos cruzar com eles em qualquer colégio. Claro que, nesse colégio, as apostas e vinganças são levados a níveis bem tensos. Não pense que alguém pode fazer algo e sair impune. E essa é uma das partes mais legais de se ler. Não pense que a vingança vem apenas das “vilãs” da história. As mocinhas também provam que tem sangue correndo nas veias e que levar desaforo para casa não está no dicionário de nenhuma delas.

Ler “A Aposta” foi uma experiência realmente deliciosa. Me senti uma adolescente, estudando naquele colégio e embarcando em uma viagem de sonhos. Esse livro é divertido, romântico e você vai virando as páginas e vai se espantar quando o final chegar, porque ele chega muito rápido, mais do que eu gostaria. Já estou com saudades de Nina, Lex e todo o pessoal maravilhoso do colégio Prisma. Amei fazer essa viagem com eles!
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Tudo e Todas as Coisas

| 02 outubro 2015 | 8 comentários:


Se  alguém te dissesse: “Li muito mais livros do que você”, você concordaria? A princípio, eu não concordei, porém, a protagonista dessa história tem tempo de sobra para ler. Madeline tem uma doença realmente grave, é como se ela fosse alérgica ao mundo. Ela vive dentro de sua casa, um lugar totalmente esterilizado, livre de germes e de todos os perigos do mundo exterior. Ela sempre viveu dessa forma e aceitou que esse era o seu destino, até um certo garoto mudar para a casa ao lado. Desse momento em diante, Madeline passou a desejar mais, muito mais, para a sua vida.

Não tem como começar a ler esse livro e não sentir pena da protagonista. Que situação triste ter que viver trancada dentro de casa, tendo um contato realmente contínuo com apenas duas pessoas, mas Madeline é feliz a sua maneira, talvez muito mais pensando na felicidade de sua mãe, mas o que importa é que ela levanta a cada dia de cabeça erguida, por mais que tenha um destino totalmente terrível em suas mãos.

Quando um certo garoto chamado Olly se muda para a casa ao lado, como nunca em sua vida, Madeline desejou ser uma garota totalmente normal, que pudesse ir até a outra casa e conhecer seu novo vizinho, mas ela não podia. Porém, Olly também era especial. Ele percebeu uma garota misteriosa lhe espiando e decidiu saber quem ela era. Entre mensagens escritas na janela e e-mails trocados, eles começaram uma relação realmente encantadora. Uma relação sem toques, apenas feita de palavras.

Quando eles finalmente têm a oportunidade de se conhecerem, eu fiquei tão ansiosa e animada quanto Madeline naquele momento. Assim como a protagonista, nós não sabemos o que esperar desse encontro, nem do garoto que mora ao lado. Apesar da vida difícil que ele leva com um pai violento, ele não podia ser alguém mais encantador. Uma cena perfeita para embalar um momento tão aguardado, e tudo isso acontece no começo do livro, mas, a partir desse momento, tudo muda na vida de Madeline, e não poderia ser diferente. Imagine você ver um mundo de possibilidades a sua frente, um mundo de sonhos com os quais você nunca pôde nem sonhar, porém, alguns deles se transformaram em realidade. É impossível seguir com sua vida de antes, como se nada tivesse acontecido.

“Tudo e Todas as Coisas” tem uma narrativa singela que, com poucos personagens, consegue encantar o leitor. Com uma protagonista que tem um grave problema de saúde, mas consegue demonstrar que o importante é amar e estar ao lado daqueles que você ama. Um garoto que tem uma família complicada, mas que também consegue abrir o seu coração para amar alguém, mesmo contra todas as possibilidades de que aquilo dê certo. Uma mãe presente, amorosa, que coloca as necessidades da filha sempre em primeiro lugar, que faria de tudo, de tudo mesmo, para protegê-la do mundo, para que nada de ruim lhe acontecesse, para nunca correr o risco de perdê-la. Uma enfermeira que mais parece uma amiga, que ajuda dois jovens apaixonados, que acha que a vida é um dom e merece ser vivida. Todos esses personagens são essenciais para a construção dessa história delicada e apaixonante.

É incrível a fluidez com que esse livro se desenvolve. Partindo do princípio que a autora, Nicola Yoon, escolheu uma protagonista que vive dentro de uma bolha, dentro de um casulo, quase sem acesso a nada do mundo exterior, apenas a internet, seus livros e seus sonhos, é incrível como as páginas passam voando e, sem você perceber, a história chega ao fim. Amei embarcar nessa narrativa com Madeline e Olly, porém, não ficaria triste se “Tudo e Todas as Coisas” tivesse mais algumas páginas. Foi triste ler a palavra “Fim” e me despedir de personagens, que, na minha opinião, ainda têm muitas histórias para nos contar. É como se tudo aquilo fosse apenas o começo.
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172 Horas na Lua

| 18 setembro 2015 | 8 comentários:
A NASA promove um sorteio inesquecível: Você quer ir à Lua? Se você tem entre 14 e 18 anos poderá se inscrever e participar do sorteio. A NASA levará 3 adolescentes para serem os primeiros não astronautas a pisar na lua.

A oportunidade é única na vida e Mia, uma norueguesa, Midori, uma japonesa, e Antoine, um francês, são os felizardos vencedores. Será?

O que eles não sabem é que essa expedição é muito mais do que uma simples viagem à Lua. A NASA vai à Lua para investigar determinados acontecimentos que ocorrem nas primeiras expedições, porém para ganhar apoio popular resolveu promover esse sorteio para ganhar patrocínios e ter uma desculpa para esse empreendimento.

Acontecimentos esses que podem nos levar a resposta de uma das mais antigas perguntas, “Estamos sozinhos no espaço?”, porém para certas respostas é melhor permanecer na ignorância.

A capa do livro já nos traz uma ideia de mistério e suspense. A diagramação é incrível, com mapas, folhetos, a propaganda da NASA, fotos da lua, enfim tudo bem ilustrado para nos proporcionar o conhecimento necessário para o entendimento da história.

Em uma viagem a Lua sem precedentes três adolescentes vão de encontro ao mistério, em uma jornada que podem não voltar com vida.  O que é muito interessante nessa história é a mistura de ficção com realidade, pois muitos fatos relatados realmente aconteceram e o autor souber muito bem como juntar esses fatos a sua ficção e assim tornar a história verossímil.


Para quem gosta de ficção envolvendo o espaço com muito mistério e suspense não podem deixar de ler “172 Horas na Lua” e também pelo final surpreendente que o autor conseguiu nos entregar. 
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Para Continuar

| 13 setembro 2015 | 8 comentários:
Leonardo gostaria de ser um jovem normal, mas é quase impossível ser normal quando um problema no seu coração o limita de várias maneiras, porém, algo maravilhoso poderia acontecer quando esse mesmo coração começa a bater mais forte por uma garota com uma cultura completamente diferente e um segredo muito misterioso em seu porão.

Desde que eu soube um pouco mais do que se tratava o enredo desse livro fiquei muito ansiosa para ler. Quem nos acompanha aqui no Blog sabe o quanto nós amamos a cultura oriental, portanto, ler um livro com tantos termos que eu sempre ouço, com gestos e situações tão características, tinha tudo para ser uma experiência bem interessante, porém, o cenário escolhido para esse livro é um lugar que eu sempre frequento, situações que eu mesma poderia viver, tudo tão maravilhosamente bem entrosado que a experiência de ler esse livro passou de interessante para maravilhosa.

A primeira vez que Leonardo viu Ayako, eles estavam no metrô. Uma situação tão banal, tão cotidiana que se transformou em algo realmente mágico. Gosto de livros em que as pessoas vão se conhecendo e se apaixonando aos poucos, mas também adoro livros em que claramente está escrito no destino dos protagonistas que eles devem ficar juntos, que algo superior está guiando o seu amor. Em ambos os casos, a história tem que ser muito bem escrita, muito bem desenvolvida para que o leitor se convença daquilo e passe a amar os personagens. Leonardo e Ayako conseguiram me comover e me fizeram torcer por sua história desde o início e cada vez mais até o fim daquelas páginas.

Muito mais do que diferenças culturais ou destinos escritos nas estrelas (ou em lanternas), o autor também consegue trazer para a trama temas fortes, importantes e que muitas vezes as pessoas fecham os olhos para fingirem que eles não existem, como criminosos que intimidam imigrantes (e outras pessoas) em troca de “proteção” e a forma como pessoas com algum tipo de deficiência podem ser tratadas pelos seus próprios familiares.

Felipe Colbert conseguiu construir uma história de amor muito encantadora. O casal principal realmente nos convence do seu amor, do quanto eles precisam um do outro e que nasceram realmente para se encontrarem, para ficarem juntos.  Acredito que o mistério em si da história não seja tão interessante quanto a relação dos protagonistas, mas é ele que embasa esse amor, por conta desse mistério que essa relação pode ser aceita como única, portanto, ele é totalmente necessário. 

“Para Continuar” é um livro perfeito para quem gosta de romance e para quem fica feliz em ver que o amor nunca se abala, mesmo com todos os obstáculos. O final é realmente impactante. Não estou exagerando ao dizer que meu coração quase parou por um momento, torcendo como nunca para que nada de ruim acontecesse. Agora, se algo de ruim vai acontecer ou não, vocês vão ter que ler para descobrir.
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