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Feras e Belas - Contos Perigosos

| 08 novembro 2024 | Nenhum comentário:


Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
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Sinopse:

Você pode até achar que conhece essas histórias, mas está enganado. Na verdade, não sabe nada sobre elas. Se tiver coragem, as histórias estão aqui e agora, só esperando para que as leia como merecem ser lidas!

Uma garota enviada como oferenda para saciar a fome dos lobos.

Um menino que luta para não ser a próxima vítima.

Dois irmãos que se perdem e tentam reencontrar o lar.

Um amor que floresce quando se enxerga além das aparências.

Você já deve ter se deparado com histórias como essas por aí, até mesmo com as diversas versões que correm o mundo através dos anos. Acontece que, de tempos em tempos, um novo fragmento desses contos é revelado e outras possibilidades de leitura surgem para encantar (ou apavorar) gerações. E o que era antigo se torna moderno, e o que era conhecido se transforma em um mundo a ser explorado por diferentes leitores.

Feras e Belas traz uma nova representação para 12 contos clássicos - “Chapeuzinho Vermelho”; “Branca de Neve”; “A Bela Adormecida”; “Rapunzel”; “João e Pé de Feijão”; “João e Maria”; “A Bela e a Fera”; “Barba-Azul”; “Cinderela”; “A Pequena Sereia”; “Rumpelstichen” e “Peter Pan” - repletos de mistério, magia, rebeldia, terror e perigo. São histórias narradas como nunca antes ousaram lhe contar.

Vagando entre vida e morte, esses contos são espelhos do tempo em que vivemos e, certamente, você se enxergará neles. O nosso reflexo é um mundo como nenhum outro, portanto, Feras e Belas poderá revelar caminhos que você jamais imaginou.

***

Eu já li várias releituras de contos de fadas, mas não poderia esperar nada menos original ou menos intenso de Soman Chainani, autor de "Belas e Feras" (apesar de ser um pouco menos feliz e mais mórbido do que estamos acostumados).

Não estou dizendo que esse livro não tenha finais felizes, mas esses finais estão muito longe do "Viveram felizes para sempre" tradicional que encontramos facilmente em narrativas inspiradas nesses clássicos infantis. 

Chapeuzinho Vermelho pode ser uma linda menina, mas também é sagaz, nada inocente. Enganar o lobo mal será apenas a primeira fase de um plano para salvar mais do que apenas a sua própria pele.

Branca de Neve não é mais a princesa pálida que sempre foi apresentada. Quem esperaria um conto tão intenso e marcante contra o racismo, partindo da história de uma princesa que sempre foi retratada tendo a pele branca? Aqui, nossa princesa é forte e está disposta a lutar por todas as gerações que ainda virão com a sua cor. 

A Bela Adormecida não precisa ser uma mulher, e muito menos um homem que vai se encantar por uma princesa. Aqui, o príncipe pode se encantar por um ladrão, e o conto de fadas pode ter muito mais sangue do que um simples furo no dedo.

Rapunzel é presa pelo pai em uma torre e deseja que um príncipe a salve, mas não precisa de outro homem que lhe prenda em mais um prédio de pedras. Ela deseja finalmente viver livre, mesmo que sozinha.

João e o pé de feijão não é apenas uma fábula sobre um gigante mau (ou uma gigante, como em nossa história). A maldade pode estar além das nuvens, local onde o pé de feijão o levará, mas também pode estar dentro de seu próprio lar. Então, cercado de maldade por todos os lados, como o menino poderia ser feliz? Será que o dinheiro pode comprar tudo, ou o amor é mais importante?

João e Maria não é uma história sobre crianças, é uma história sobre adultos e suas maldades. As crianças são apenas um instrumento para que o autor possa mostrar onde a maldade humana pode chegar, e, principalmente, sobre os seus arrependimentos.

A Bela e a Fera me chocou muito, não posso negar. Um dos meus contos de fadas favorito sendo contado de forma tão cruel. Sempre esperamos por um final feliz, mas temos aqui o mais terrível possível.

Barba-Azul não é apenas triste, mas cruel e tenebroso do começo ao fim. Talvez o fim traga um pouco de esperança, mas só porque todo o resto foi tão terrível que merecia um final "quase" feliz.

Já ficou bem claro que nesse livro as princesas não precisam (e nem esperam) ser salvas por príncipes, certo? Quando chegamos a Cinderela, já não esperamos o clássico final feliz. Se o príncipe mimado não sabe realmente amar, então duas mulheres podem encontrar juntas o seu final feliz.

Será que em A pequena sereia a bruxa é realmente má, ou ela foi mais uma vítima de um homem e a sua versão da história? Ela até poderia fazer A pequena sereia ter pernas e ir em busca do seu grande amor, mas essa seria realmente a resposta correta? Abandonar tudo e trair a sua família apenas por um homem bonito?

Rumpelstichen não é apenas um duende com enigmas, agora ele é o próprio senhor do inferno que conhece cada alma do mal, preparado para levá-las para os seus domínios. Mas, seus enigmas ainda fazem parte do seu jogo e uma criança seria a chave para a redenção de alguém.

Peter Pan, com toda a certeza, fechou com chave de outro essa coletânea de contos. É o meu favorito. Wendy está envelhecendo e Peter Pan não a acha mais digna de visitar a Terra do Nunca. Agora, o que aconteceria se ela se envolvesse com um dos piratas do Capitão Gancho? De verdade, eu leria um livro inteiro só com essa história (de preferência, com um final mais feliz).

Feras e Belas - Contos Perigosos traz toda a escrita maravilhosa do autor em contos incríveis. Como uma leitora apaixonada pela série "A Escola do Bem e do Mal", vejo que o autor tem versatilidade e criatividade para transformar qualquer história, qualquer conto de fadas, em algo único e inesquecível.

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A escola do bem e do mal 5 - O cristal do tempo

| 08 abril 2022 | Nenhum comentário:


Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino
Livros anteriores: A Escola do Bem e do Mal 1 | A Escola do Bem e do Mal 2 | A Escola do Bem e do Mal 3 | A Escola do Bem e do Mal 4

Após Tedros não conseguir tirar a Excalibur da pedra, tarefa deixada pelo Rei Arthur para que seu filho se tornasse Rei, Rhian, outrora seu escudeiro, consegue a façanha de tirar a espada, após revelar a todos que é o filho mais velho do Rei Arthur. Agora, Tedros, Merlim e todos os seus amigos estão presos, sentenciados a morte. Sophie está sendo obrigada a se casar com o falso Rei e Agatha, a única que conseguiu escapar, é a esperança daqueles que estão sob o domínio de Rhian, porém, a princesa não sabe o que fazer para ajudar seus amigos e seu príncipe antes que seja tarde demais.

Eu realmente amei os quatro primeiros livros, mas esse tirou completamente o meu chão. Mesmo com todas as tensões da Escola do Bem e do Mal, com Sophie sendo uma bruxa maléfica, com a Escola de Meninos e Meninas ou a Escola do Velho e do Novo, nenhum momento foi tão tenso quanto esse, além de nos deixar com muitas dúvidas pelo caminho.

Rhian não poderia tirar a Excalibur da pedra, a não ser que realmente fosse filho do Rei Arthur, porém, Arthur nunca trairia Guinevere, além disso, esse novo Rei era irmão da Cobra que aterrorizou os Reinos, que fez todos implorarem pela ajuda de Tedros. Ele armou (durante um livro inteiro, em "A busca da Glória") para que toda a Floresta acreditasse que Tedros não fosse digno de sua coroa e que ele era o verdadeiro Leão que salvaria a todos.

Então, como ele foi capaz de tirar a espada da pedra?

Como aliados do bem e do mal estavam presos sob o seu domínio?

Como toda a floresta acreditava em sua nova caneta e nas "verdades" que ela dizia?

Esse é um livro repleto de dúvidas, com a tensão levada ao limite, onde não sabemos quem sobreviverá para viver o capítulo seguinte.

Mas, não posso negar que nunca fiquei tão orgulhosa de Sophie quanto nesse livro. Para uma bruxa que já foi a grande vilã da história, para alguém que quase destruiu o "Felizes para sempre" de sua melhor amiga, agora ela sabia que era uma vilã, mas também sabia o que era certo e errado e de que lado ela deveria lutar. A Sophie de alguns anos atrás não resistiria a tamanha promessa de poder em suas mãos.

Agatha, como sempre, é uma lutadora exemplar do bem. Talvez ela nunca tenha ficado tão perdida, ou angustiada como nesse livro, mas para alguém sozinha, sem aliados, sendo perseguida, e depois se vendo como a líder de uma empreitada que poderia levar vários alunos de sua escola a morte, só poderia ser enlouquecedor para um coração tão bom quanto o da princesa de Camelote.

Porém, nenhuma jornada de crescimento foi tão grande quanto a de Tedros, o verdadeiro Rei. Por muitos livros vimos um Príncipe que vivia às custas da memória de seu pai e que não fez nada realmente grandiosos, ao menos não sem sua princesa, ou sem o grande mago Merlin e seus amigos lhe ajudando. Ele sempre foi alguém centrado em si mesmo e no seu futuro reinado, sem entender o que isso realmente significava.

Nesse livro podemos ver o seu amadurecimento, ele finalmente entendendo o que ele tinha que fazer e as coisas que tinha que abdicar para ser um bom Rei. Quando ele finalmente entende que ele deve pensar no seu povo acima de sua própria vida, até mesmo acima da vida de sua princesa, é quando vemos um príncipe da escola do bem se transformar no verdadeiro herdeiro do Rei Arthur, o real Leão que deveria estar à frente da floresta.

É tão incrível essa narrativa, tantos acontecimentos inesperados, tantas reviravoltas incríveis. E o choque de personagens do passado retornando para assombrar nossos protagonistas de forma que jamais imaginaríamos.

Estou enlouquecendo pelo sexto livro, principalmente depois de um final tão desesperador, ao mesmo tempo cheio de esperança, que eu não imaginaria nem em um milhão de anos.

"O Cristal do Tempo", pelo menos até aqui, é o ápice dessa série. Mal posso esperar para ler a conclusão, que se for mais épica que esse livro, vou precisar preparar meu coração para emoções nunca antes vistas.

 

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Ainda está por aqui? Siga por sua conta e risco rsrs

  

Eu tive que respirar bem fundo para não dar um grito.

Ou será que eu gritei?

Provavelmente não, terminei o livro eram umas duas da manhã, porém, ler que Japeth tinha matado o próprio irmão e assumido a coroa, com Sophie sob o seu domínio, que Tedros e Agatha acharam o anel do Rei Arthur, e agora precisavam enfrentar novamente a cobra, que eles nunca haviam vencido, estar toda animada, virar a página (tendo várias páginas ainda para terminar o livro) e encontrar a primeira versão de um dos capítulos do livro foi um dos momentos mais desesperadores da minha existência!!!

Não me levem a mal, eu gostei muito de ler essa outra versão de um capítulo que não foi para a edição final, porém, quando você está lendo, parece que ainda têm várias páginas antes do livro terminar, naquele momento de desespero, pelo menos mais um capítulo para nos animar... Que angústia, Merlim!

Agora, Rhian está morto, alguém que eu realmente senti pena em alguns momentos. Impossível, no final do livro, quando ele finalmente abre o seu coração para Sophie, não entender seus sentimentos, entender suas intenções, depois de tudo o que ele passou na vida.

Até esse momento, só tivemos a visão daqueles privilegiados que estudaram na Escola do Bem e do Mal, e não fazíamos ideia de como poderia ser a vida de alguém que não estava destinado a viver um conto de fadas.

Ver quais eram as intenções de Rhian, seu amor por seu irmão, por mais vil que ele fosse, o transformaram de um vilão cruel para um homem fazendo aquilo que ele achava que fosse o certo. Talvez Sophie pudesse convencê-lo a não continuar com seus planos, fazer com que ele ouvisse a voz da razão, mas não houve tempo.

Realmente sofri com sua morte, e nem sequer imagino o que acontecerá no próximo livro com uma Cobra enlouquecida, sem escrúpulos e sem nenhum tipo de amor no coração, sem o seu irmão para tentar controlar sua fúria, usando uma coroa que lhe confere tanto poder.

Meu coração pede por essa continuação! Vou ter que passar esse livro na frente, os outros que me perdoem.


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Uma Chance para o Amor

| 04 janeiro 2019 | 6 comentários:

Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
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Nora cresceu ao lado do seu príncipe encantado. Amando e planejando seu futuro com Dash, sua vida desabou quando ele foi embora, sem ao menos se despedir. Em uma noite, após beber além da conta, ela escreveu um manifesto contra o Lorde e os motivos pelos quais ele teria perdido a oportunidade de sua vida.

O que a dama jamais imaginaria, era que seu manifesto seria um sucesso, faria dela uma mulher famosa pelos seus ideais, alguém que palestrava e explicava para outras mulheres que elas não precisavam de um casamento para serem felizes. Isso até o próprio Dash voltar para a sua vida, pensando em se casar e lhe questionando sobre aquele artigo e seus reais sentimentos.

Esse é um livro próprio para começar e terminar de uma só vez. Tanto pelo tamanho da obra em si, quanto por personagens tão cativantes, impossíveis de largar até a última página. Tessa Dare nos presenteou com dois protagonistas que sozinhos conseguiriam segurar nos ombros um livro tão perfeito, mas também nos presenteia com passagens de outros personagens da série “Spindle Cove”.

Presos em uma cabana na floresta devido ao mau tempo, não poderíamos ter um cenário melhor para tantos sentimentos e paixões reprimidos virem à tona. Nora tenta elevar sua raiva a cada vez que Dash lhe dirige a palavra, porém, olhar em seus olhos, estar perto de seu objeto de desejo durante tantos anos, não haveria raiva o suficiente que não a fizesse perder o fôlego e desejar tê-lo novamente em sua vida.

Dash a provoca de maneira perspicaz, como se quisesse algo de Nora desesperadamente. Seja uma confissão de amor, ou apenas seu corpo para aquecê-lo durante aquela noite fria, ele sabia exatamente como tirá-la do sério.

Eles não são um casal que se conheceram naquele momento. São um homem e uma mulher que cresceram juntos, se apoiaram em um dos momentos mais difíceis de suas vidas e de quem todos esperavam um casamento, até Dash ir embora, sem nenhum motivo aparente. A autora não escolheu narrar um amor à primeira vista, mas uma paixão reprimida há muitos anos, um desejo agora incontrolável, duas pessoas que depois de muito tempo podiam dar uma chance para aquele sentimento, ou continuarem suas vidas entre fugas e manifestos. 

“Uma Chance para o Amor” é um livro sobre desespero, tristeza e segundas chances. O quanto perder um amor pode abalar alguém e o quanto esse retorno pode acender uma fogueira que deveria estar apagada há muito tempo. Romântico e libertador.
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A Escola do Bem e do Mal 4 – Em busca da Glória

| 12 novembro 2018 | 2 comentários:

Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
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Após derrotarem o diretor da escola, o conto de Sophie e Agatha deveria ter chegado ao seu fim, com Sophie encontrando seu final feliz como Reitora do Mal e Agatha com Tedros em Camelot, onde eles seriam os Reis que trariam de volta os dias de glória do Reino. Porém, uma nova ameaça está à espreita, Tedros não é aceito como Rei legítimo de Camelot, missões dos alunos do quarto ano estão sendo ameaçadas e tudo parece convergir para uma grande e surpreendente revelação.

Quando terminei o terceiro livro, fiquei com um pouco de medo do que poderia encontrar na continuação. Apesar de amar a narrativa criada pelo autor Soman Chainani, “Infelizes Para Sempre” terminou de uma forma tão perfeita, tão bem fechada, que tive um certo receio de que esse livro não ficasse à altura dos anteriores. Ledo engado.

O autor nos mostrou nessa obra o quanto Sophie, Agatha e Tedros ainda têm histórias para contar e problemas para serem resolvidos. A inserção de novos personagens deu um fôlego ainda maior, e criou um ritmo ainda mais emocionante para essa nova história.

Nessa sequência, acompanhamos Tedros e Agatha tentando assumir seus novos papéis. Para que a coroação de Tedros fosse bem-sucedida, sua última missão deveria ser tirar a espada Excalibur de uma pedra, assim como seu pai um dia fizera. Ao não conseguir retirar a espada, o príncipe, não bem aceito como Rei, deixou suas inseguranças o afetarem, o fazendo confiar em quem ele não deveria e o afastando de seu amor verdadeiro.

Agatha também não achava estar se saindo bem no papel de futura Rainha. Seu principal desejo era ajudar Tedros em suas dificuldades, encontrar uma maneira de salvar aquele Reino que já foi tão grande e poderoso, mas sua principal obrigação era organizar seu casamento, algo que Sophie faria com destreza, mas para ela poderia ser o fim.

Na Escola do Bem e do Mal, Sophie se mostrava a reitora do mal mais peculiar que já surgiu. Não entendendo muito bem seu cargo, ou o conduzindo ao seu bel prazer – o que poderia ser algo muito perigoso –, ela agia como se não precisasse de ninguém, dizia a todos ao seu redor que estava bem sozinha e que nunca mais precisaria de um príncipe.

Quando um novo vilão surge, uma ameaça como nunca antes vista, os personagens voltam a se juntar, a tentar superar seus erros, desconfianças, porque só assim seria possível encontrar um final feliz real. Algo que provavelmente eles ainda estejam longe de alcançar, pois, o final desse livro pode ser tudo: desesperador, tenso, cruel... menos feliz.

“A Escola do Bem e do Mal 4 – Em busca da Glória” continua essa série incrível, única, de forma realmente surpreendente. Estou chocada com todos os acontecimentos e muito feliz de reencontrar esses personagens fantásticos. O final desse livro é o mais desesperador de se ler quando não se tem a continuação em mãos. Estou muito abalada com tudo o que aconteceu e muito ansiosa para saber como os problemas irão se solucionar no próximo livro.
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Herói nas Highlands

| 18 outubro 2018 | 3 comentários:


Autora: Suzanne Enoch
Editora: Gutenberg
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Major Gabriel Forrester só entendia sobre batalhas e guerras. Tinha como maior objetivo de vida sempre defender o seu país. Quando se descobre o único parente de um tio distante e herdeiro do título de Duque de Lattimer, ele perceberia o quanto fortunas poderiam mudar sua vida, principalmente quando ele era dono de terras em um lugar em que todos o consideravam o inimigo e onde uma bela administradora destruiria todas as suas defesas.

A capa traduz bem o encantamento e poder que encontramos nessa obra. O protagonista, Gabriel, não é apenas um homem que nunca teve um vínculo real em sua vida, mesmo tendo uma irmã por quem ele é responsável, ele nunca se interessou realmente em se aproximar de alguém, de fincar raízes. Se tornar responsável por centenas de pessoas que moravam em suas terras era como uma batalha para a qual ele nunca tinha ansiado, ou se preparado para enfrentar.

Além de todas essas novas atribuições, temos um adicional perfeito para a trama: Fiona. Após o desaparecimento do irmão, a mulher assumiu como administradora das terras de Gabriel, um lugar que ela não queria deixar, muito menos para um inimigo de seu povo. Apesar de menosprezada por muitos por seu gênero, ela mantinha o castelo em ordem, apoiava os moradores, mas tinha uma linha ferina, o que atraiu Gabriel imediatamente.

O romance entre eles é algo realmente arrebatador, quase sem preliminares. É tudo tão rápido e intenso que nós mal podemos respirar perante o incêndio que surge entre duas pessoas tão opostas, mas que se complementam de forma perfeita para ajudar nas dificuldades daqueles que dependiam de um lorde que realmente se importasse com o seu povo, algo que não acontecia há muito tempo.

Em capítulos intercalados, podemos acompanhar a paixão e as desconfianças de Gabriel e Fiona. Apesar da óbvia atração, eles partiam do princípio de possuírem objetivos distintos, o que tornava a confiança algo complexo de se conquistar. Quando eles são postos realmente a prova, quando precisam se unir para combater quem realmente deseja destruir, para ambos, aquele lar, é quando eles devem deixar seus preconceitos e nacionalidades de lado, em busca de um bem maior.

“Herói nas Highlands” é uma incrível história de paixão, que deve superar preconceitos antigos e novos inimigos para que aquele fogo possa se tornar algo mais. Um homem que nasceu para batalhas e uma mulher que deseja ser muito mais do que qualquer homem permitiria. Uma união perfeita para criar uma narrativa muito atraente.
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A Escola do Bem e do Mal 3 – Infelizes Para Sempre

| 26 setembro 2018 | 4 comentários:


Editora: Gutenberg
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Agatha e Tedros estão presos no mundo dos leitores, enquanto Sophie está prestes a se tornar a nova Rainha do Mal, ao lado do diretor da escola. Tudo o que Agatha deseja é viver uma vida simples e pacata ao lado do seu príncipe, enquanto Tedros precisa retornar para o mundo dos contos, para assumir seu trono em Camelot.

Quando eles finalmente retornam, o mundo dos contos está completamente mudado. Não existe mais escola do bem, vilões derrotados em contos antigos voltam a vida, o sol está se extinguindo e o diretor da escola parece ter um plano ainda mais cruel do que apenas reescrever os finais de contos de fadas. Ter Sophie ao seu lado, usando a sua aliança, parece crucial para o seu derradeiro fim.

“A Escola do Bem e do Mal”, em seu terceiro livro, com toda a certeza conseguiu um lugar de destaque entre minhas séries favoritas. O autor Soman Chainani foi tão criativo em escrever cada uma de suas linhas, em desenvolver cada sequência, que nos surpreendemos a cada momento, principalmente nesse livro, onde os protagonistas são colocados na pior situação possível, completamente sem escapatória, o que é sempre angustiante, mas instigante, em qualquer narrativa.

Sou completamente apaixonada pela forma como o autor criou suas protagonistas. Duas meninas tão opostas, que pensam de formas completamente diferentes, mas que vivem juntas da melhor forma possível. É fantástico o quanto elas são contraditórias, pessoas que convivem muito bem juntas, se adoram quando estão juntas, mas podem ver uma a outra como uma inimiga quando estão separadas.

Nunca a tensão entre as duas esteve tão forte como nesse livro, assim como as dúvidas de Agatha. Acompanhar Sophie tentando encontrar seu final feliz ao lado de um príncipe – seja ele sombrio ou não –, fazendo o que fosse necessário para alcançar esse fim, mesmo que ela colocasse esse desejo à frente da sobrevivência de todo o seu mundo, foi terrível, mas ver Agatha desejando estar ao lado de seu amor, de Tedros, mas sem saber se conseguiria estar ao lado do Rei, foi algo desesperador.

Ao longo da obra podemos acompanhar alguns personagens muito famosos de clássicos de contos de fadas muito depois do seu “viveram felizes para sempre”. O autor faz questão não apenas de mostrar como seriam personagens tão conhecidos já com a idade avançada, mas também que seus contos de fadas podem não ter sido tão perfeitos, que o príncipe nem sempre é um final feliz, e que, no fim, o bem e o mal pode ser duas coisas muito subjetivas.

“A Escola do Bem e do Mal 3 – Infelizes Para Sempre” poderia ser um final perfeito, mas fico muito feliz que ainda tenha mais um título dessa série fascinante. Príncipes e princesas, heróis e vilões, bem e mal, tudo isso em uma mistura perfeita de inovação e criatividade. Personagens únicos, cada um com sua forma de nos encantar. Uma série que tem tudo para se tornar um clássico para todas as idades.
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Sonata em Punk Rock

| 23 setembro 2018 | 5 comentários:



Autora: Babi Dewet
Editora: Gutenberg
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Valentina Gontcharov possui um sonho: estudar na aclamada Academia Margareth Vilela, o mais importante conservatório de música do país. Dona de um ouvido absoluto e autodidata na música, Valentina conseguiu ser aceita e está a um passo de se tornar uma grande guitarrista de punk rock.

Porém ao iniciar seus estudos na academia, Valentina perceberá que sua vida não será tão fácil. Afinal os estudos são muito rígidos e a maioria das pessoas já possui algum estudo na música. Então sua primeira dificuldade é conseguir acompanhar os seus colegas, que são tão disciplinados e talentosos. Talento Valentina sabe que possui, agora disciplina...

Logo no seu primeiro dia, Valentina conhece Kim em uma situação constrangedora. Logo ela descobre que o mesmo é o melhor pianista da academia e com status de verdadeira estrela. Todos as pessoas o idolatram, todas as meninas gostam dele e todos possuem medo de Kim. Porém ele é completamente indiferente a todos. Sendo coreano, já podemos reparar em um protagonista diferente da maioria dos livros, o que torna a história que nos é apresentada mais rica e com maior representatividade étnica. Para quem gosta de personagens sérios, que aparecem ser perfeitos, mas não bem assim por dentro, o Kim é o que procuramos.

Claro que na Academia predomina o ensino da música clássica, que para Valentina parece “música de elevador”, porém com o tempo a mesma começa a perceber que o seu pensamento não está correto e que a música clássica pode ser tão divertida quanto seu amado rock n’ roll. A dinâmica do livro alternando entre música clássica e música moderna é muito bem-feita, nos faz ter vontade de pesquisar e ouvir todas as músicas citadas por Valentina e Kim. Aliás uma ótima ideia todos os títulos dos capítulos serem nomes de música. E essas músicas encaixam perfeitamente com o conteúdo descrito. Parabéns a autora pela bela pesquisa realizada.

Mesmo com toda dificuldade é impossível não torcer por Valentina. Ela é uma guerreira que corre atrás daquilo que quer. A Academia não é fácil, mas graças aos amigos que ela faz, a caminhada se torna mais suportável. E como Valentina precisa se formar em um instrumento clássico, ela escolhe o piano, mesmo sem nunca ter tocado um de verdade. Mas isso pode mudar, quando você conhece um segredo do melhor pianista da Margareth Vilela. Claro que Valentina não quer abandonar de maneira alguma o rock, o que pode balançar as estruturas da academia.

Sonata em Punk Rock foi uma grata surpresa. A leitura é leve e dinâmica que prende o leitor do início ao fim, pois não possui quebra de ritmo em nenhum momento. A capa é linda e bem adequada ao conteúdo. Mas quando terminou o livro, eu queria mais páginas, pois não queria me despedir de Valentina e Kim.
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Perigo para um Inglês

| 29 agosto 2018 | 4 comentários:



Autora: Sarah Maclean
Editora: Gutenberg
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Há quase três anos, Seraphina Talbot, abandonou seu marido Malcolm Bevingstoke, o Duque de Haven. Ninguém sabe o que aconteceu e seus motivos para tal ato. Afinal de contas Seraphina conseguiu se casar com um Duque e conseguiu o tão almejado título de Duquesa. Mas é claro que esse comportamento não é novidade para a sociedade britânica vindo de uma das irmãs perigosas.

As Cinco Talbot, conhecidas como as irmãs perigosas, são caçadoras de bons partidos, claro que isso é o que falam das mesmas, ou será que os casamentos das irmãs realmente não foram por amor? Seu pai possui o título de Conde de Wight, porém o obteve através da compra do mesmo, pois era um antigo mineiro com um talento para encontrar jazidas de carvão. Essa família é um verdadeiro escândalo para a sociedade, pois foge completamente dos padrões estabelecidos.

Após quase três anos do desaparecimento de Seraphina, Malcolm ainda não conseguiu esquecer sua esposa. Apesar de todo o ocorrido no passado, que machucou quanto a ele quanto a Sera, Malcolm ainda a deseja. Então finalmente em um dia de agosto de 1836, eis que surge Seraphina Bevingstoke em toda sua glória, na câmara dos Lordes, solicitando seu divórcio.

Essa cena é incrível. Demonstrando toda a coragem e tenacidade de Sera no parlamento, um local só para homens, e todo o choque de Malcolm ao rever sua esposa que tanto procurou por quase três anos. Mesmo com essa situação, Malcolm não quer desistir de reconquistar sua esposa. Para isso elabora um plano que claramente não foi bem pensado, mas era o que tinha para o momento.

Mas Malcolm não pode se esquecer que Sera possui todas suas irmãs ao seu lado, o que dificultará e muito o plano de reconquista, afinal ele não é bem visto entre as irmãs Talbot, devido a seu comportamento no passado. Havia momentos que dava um pouco de pena do Duque tendo que enfrentar as artimanhas das cinco irmãs. Imagina cinco mulheres contra um pobre homem!

O livro desde seu início relata o poder das decisões na sua vida. Afinal tomar uma decisão por falta de diálogo ou uma decisão em um momento de raiva, pode destruir a confiança que é essencial em um relacionamento. Porém enquanto existe o amor, sempre haverá a possibilidade de uma segunda chance. Mas chegar até lá é um caminho difícil e tanto Sera quanto Malcolm precisam aprender as necessidades um do outro e também a confiar.

Perigo para um Inglês é o terceiro livro da série Escândalos e Canalhas, porém é um livro independente que é perfeitamente possível ler sem seus antecessores. É um lindo romance de época que nos mostra como era difícil a vida das mulheres e aquelas que fugiam dos padrões e faziam aquilo que lhes dava vontade eram chamadas de escandalosas e perigosas. Mas principalmente é um livro de segundas chances e como é importante para se alcançar a felicidade.
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A Lista Negra

| 25 agosto 2018 | 5 comentários:



Editora: Gutenberg
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Dois jovens que eram vítimas de bullying em sua escola. Uma lista que é criada para marcar todos aqueles que eram culpados pelo seu sofrimento. Valerie e Nick eram muitos felizes juntos, mas padeciam em meio a outras pessoas. Por mais que eles sofressem diariamente, Valerie jamais imaginou que um dia Nick levaria uma arma para a escola e atiraria naqueles presentes em sua lista, causando uma tragédia irreparável em sua vida.

Valerie é atingida na perna ao tentar salvar uma das pessoas que estavam em sua lista, mas sua perna não é a parte mais difícil de sua recuperação. Seu namorado havia matado muitas pessoas, ferido outras e acabado com a própria vida. Como superar uma tragédia desse porte, uma tragédia pela qual muitas pessoas também a culpavam? Como conseguir seguir em frente depois de perder o único alicerce que ela tinha em sua vida?

Um livro repleto de desespero e dor. Todas as marcas de uma tragédia sendo dilaceradas a nossa frente, despedaçando os personagens e leitores. O sentimento ao terminar de ler esse livro é como se algo muito pesado tivesse sido jogado sobre seus ombros, que nada pode voltar a ser como era na vida daquelas pessoas, que as vidas de centenas de pessoas podem ser atingidas, direta e indiretamente perante a uma tragédia dessa magnitude.

Existe heróis e vilões nessa narrativa? Um garoto que sempre sofreu de forma concreta na escola. Adolescentes querendo parecer legais perante seus colegas maltratando os mais fracos. Ninguém merece viver assim. Por outro lado, existe algo que justifique alguém entrar na escola e atirar em seus colegas, destruir várias vidas, seja daqueles se que foram, ou daqueles que ficaram?

Esse é um livro realmente pesado de ser ler. O ponto de partida é a tragédia e conhecemos a história de Valerie. Ela amava Nick perdidamente, eles eram perfeitos juntos, se apoiavam em todos os momentos, inclusive quando eram maltratados pelos colegas de turma. Em nenhum momento ela percebeu onde seu namorado poderia chegar. Por mais que ela também odiasse aquelas pessoas, por mais que, em alguns momentos, também desejasse que elas morressem, ela jamais seria capaz de realmente fazer aquilo com alguém, mas Nick foi capaz, inclusive de acabar com a própria vida.

Jennifer Brown superou todas as minhas expectativas com essa história. Nunca imaginei ficar tão abalada, tão ferida, me acabando em minhas próprias lágrimas ao terminar esse livro. O quanto ele faria com que eu me sentisse mal ao acompanhar Valerie tentando seguir com sua vida, entender o que tinha acontecido e vendo o que sua lista tinha causado com aqueles que estavam a sua volta.

Esse livro não pode ser tratado pura e simplesmente como ficção. Ele é uma lição indispensável para qualquer ser humano. O que o sofrimento pode causar, o quanto maltratar alguém pode levar a pessoa as últimas consequências, o quanto é preciso prestar atenção em alguém que esteja realmente sofrendo, antes que seja tarde demais.

No final da obra, acho que todos vamos concordar que não existe heróis e vilões. Todos estavam errados a sua maneira. Uns mais que os outros, com desfechos terrivelmente trágicos, porém, todos são culpados pelas suas escolhas. Por mais que alguns só estivessem na hora errada, no lugar errado, é impossível culpar apenas o atirador pela tragédia. Não quero defendê-lo por suas ações terríveis, mas não podemos tirar a culpa daqueles que fizeram com que ele na ficção, e tantos outros, na realidade, cheguem a esse fim. Bullying é algo muito sério, terrível para quem é vítima dele e, enquanto esses abusos não forem tratados com a seriedade que eles merecerem, muitas cenas assim acontecerão e, infelizmente, muito além da ficção.

“A Lista Negra” é uma obra realmente cruel, exatamente por ser tão bem escrita, tão bem desenvolvida, que nos faz realmente entrar na mente dos personagens, nos envolvermos com suas vidas. É impossível não sofrer com essa tragédia, não nos compadecermos da dor de quem teve que tentar seguir com a sua vida, depois de algo tão cruel. Uma obra realmente singular, uma narrativa única e inesquecível.
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A Escola do Bem e do Mal 2 – Um Mundo Sem Príncipes

| 21 junho 2018 | 3 comentários:



Editora: Gutenberg
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Livro anterior: A Escola do Bem e do Mal

Sophie e Agatha estavam em casa. Recebidas como heroínas, as primeiras crianças a escaparem da Escola do Bem e do Mal, agora elas tinham tudo o que sempre sonharam. Uma amizade perfeita e junto aos seus familiares que elas tanto amavam. Porém, talvez aquela vida já não fosse mais o suficiente para quem tinha vivenciado um conto de fadas e, um desejo, mesmo um desejo involuntário vindo do fundo do coração, poderia levá-las de volta a um mundo onde tudo é possível.

Ao serem novamente levadas para o mundo dos contos de fadas, Sophie e Agatha descobriram que suas escolhas tiveram sérias consequências. A escola do Bem e do Mal não existe mais. Ao escolher Sophie ao invés do seu príncipe, Agatha criou uma revolução, um mundo onde meninas não precisam mais de um príncipe que as salve, um mundo onde meninos e meninas tivessem seus castelos separados e fossem considerados inimigos. Todas as histórias agora tinham um final diferente e apenas um beijo, dessa vez na pessoa certa, poderia fazer os contos de fadas voltarem aos seus devidos lugares. Mas, não saber quem eram os verdadeiros inimigos, poderia complicar ainda mais um mundo tão distante de finais felizes.

Amo séries que me surpreendem ainda mais a cada livro. Soman Chainani foi realmente incrível em escolher como ponto de partida personagens e histórias tão conhecidas e amadas em nosso imaginário e torná-las algo único. A busca aqui é pelo “E foram felizes para sempre”, mas conhecemos muito além disso, com personagens fantásticos e únicos. No segundo livro, “Um Mundo Sem Príncipes”, somos inseridos em algo até então inimaginável para contos de fadas. Meninos e meninas rivais, princesas totalmente autossuficientes e uma guerra iminente, não entre o bem e o mal, mas entre os sexos e aquele que deveria servir o outro pela eternidade.

Foi fabuloso ler essa sequência! Sophie e Agatha, uma bruxa e uma princesa, unidas por uma amizade totalmente improvável, porém, também somos agraciadas por todos os nossos sonhos de uma princesa encontrar o seu príncipe, pois Agatha não consegue deixar de querer, desejar, aquele por quem sua alma realmente chama, aquele que desde o primeiro momento foi destinado a ela, por mais incrível que ele fosse como príncipe e por mais estranha que ela fosse como princesa.

Essa obra é incrível em vários sentidos. Ela nos coloca em um impasse muito interessante. Ao mesmo tempo em que nosso lado romântico deseja que as coisas voltem a ser como eram, bem e mal separados, príncipes e princesas juntos, também temos a independência feminina, mulheres que querem ser fortes, que não esperam que um homem apareça para resgatá-las em todos os momentos. Claro que esse fato é levado ao extremo, aqui não temos apenas a questão da independência em si, mas um ódio mortal pelo sexo oposto, que não é tão saudável assim.

Sempre torci por Tedros e Agatha, desde o primeiro livro e, nessa continuação, quando o coração de Agatha chama por ele, quando as protagonistas são novamente levadas para a terra dos contos de fadas, por mais que eles sejam enganados a todo o momento, para que se considerem inimigos, para que acreditem que o outro quer apenas a sua morte, é lindo como o coração não consegue mentir, esconder os reais sentimentos de um pelo outro. Por mais que tudo seja claro, que ambos acreditem que um quer o mal do outro, sempre existe aquela dúvida: Será que é verdade? É incrível!

“A Escola do Bem e do Mal 2: Um Mundo Sem Príncipes” retoma de onde o primeiro livro terminou e nos deixa ainda mais angustiados e perplexos com um incrível final. Quando os verdadeiros vilões de revelam, quando a solidão ameaça uma amizade, quando o amor vem em primeiro lugar, é impossível não ficar com o coração na mão e torcer para que o “FIM” finalmente seja escrito. Porém, talvez esse fim não seja exatamente como esperamos.
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O Segredo do Conde

| 17 junho 2018 | 3 comentários:


Editora: Gutenberg
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Edward sempre foi um homem sem rumo em sua vida. Levando uma existência embalada por mulheres, bebidas e viagens em busca de aventura, ele era feliz por não ser o filho mais velho, consequentemente, herdeiro do título de Conde de Greyling. Quando seu irmão morre, o último pedido para o seu gêmeo é que ele cuidasse de sua esposa grávida, tomasse conta para que ela tivesse a criança em segurança, sem nenhum choque que a pudesse fazer perder mais um filho. Seu último pedido foi para que Edward fingisse ser Albert, o Conde de Greyling.

A fantástica capa dessa obra é só um aperitivo para a história incrível criada pela autora Lorraine Heath. Edward e Albert eram idênticos na aparência, mas completamente diferentes no comportamento. Albert, herdeiro do título de Conde, sempre foi o responsável e correto. Mesmo reprovando o comportamento de seu irmão mais novo, amava o último membro vivo de sua família como nada nesse mundo, até conhecer Julia.

A esposa de Albert, após beijar Edward – enganada pelo mesmo –, não consegue suportar o irmão de seu marido. Ela o quer o mais longe o possível de sua vida. Toda a sociedade sabe que eles não se suportam, mesmo que isso seja apenas uma fachada criada pelos personagens para esconderem seus reais sentimentos.

Edward, fingindo ser Albert, amava ter Julia ao seu lado, mas também sofria pela memória do irmão, a quem ele achava que estava traindo a todo o momento em que ele desejava que o seu casamento fosse verdadeiro, que ele não fosse uma grande farsa em toda aquela história. Julia, percebendo as mudanças do marido, atribuía isso ao fato do tempo em que passaram separados e a perda que o mesmo havia sofrido, mas ela não podia estar mais feliz. Ela amava Albert, mas ele nunca tinha sido tão perfeito e atencioso, ou disposto a realizar os seus desejos, por mais indecorosos que fossem.

A narrativa é perfeita em criar uma história com antagonistas tão pouco perceptíveis. As regras da sociedade, a morte de Albert e mesmo a mentira de Edward, que são a fonte de todos os conflitos reais que surgem no livro, regem a história de forma muito discreta. O romance que nos é apresentado é realmente o fio condutor que nos leva pelas páginas, chorando e torcendo por um final feliz tão pouco provável em muitos momentos.

As páginas vão passando e a autora não se prende a momentos de enrolação. A grande revelação do livro poderia vir apenas no final, mas é chocante quando acontece tão antes disso, o que cria um novo problema para a autora: criar algo tão impactante quanto para fechar sua obra. Duvido que alguém consiga adivinhar a forma como o livro irá terminar, e não ficar completamente enlouquecido com a capacidade da escritora de criar uma grande narrativa e com um final à sua altura.

“O Segredo do Conde” é um romance de grandes surpresas. Uma história de amor que muda as vidas dos personagens e seus modos de agirem. Uma tragédia, estopim para uma grande mentira, e duas almas que são colocadas lado a lado, tentando trazer ao mundo o último legado de alguém que ambos amaram imensamente. Uma história inesquecível!
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A Escola do Bem e do Mal

| 23 maio 2018 | 2 comentários:

Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
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Viver seu próprio conto de fadas pode ser um sonho ou um pesadelo. Ser raptada de seu lar e entrar em uma escola onde o bem o e mal nunca estiveram tão bem delimitados pode ser assustador ou revelador. Enfrentar esse mundo e tentar mudar suas regras pode ser a única saída para um final realmente feliz.

Ás vezes, começamos um livro não muito animados com aquela história e terminamos completamente apaixonados pelo universo desenvolvido por um autor genial. Soman Chainani não fez apenas uma releitura de um conto de fadas, mas recriou todo um universo de príncipes e princesas, bruxas e vilões, bem e mal, de forma como nunca antes vista.

No primeiro livro da série, somos apresentados a Agatha e Sophie, duas meninas tão opostas quanto possível. Sophie quer ser perfeita, doce e bondosa, como uma verdadeira princesa. Agatha, não tão bela e sociável, só quer ser deixada em paz, em seu canto, vivendo sua vida solitária. Uma amizade totalmente improvável, mas sincera, leva as duas a uma aventura ansiada por Sophie e que amedronta Agatha.

A cada quatro anos, o diretor da escola escolhe duas crianças do vilarejo para estudar na Escola do Bem e do Mal. Essas crianças são tiradas de suas famílias para aprenderem a se portar conforme sua escola e, no futuro, viverem o seu próprio conto. Nada poderia espantar mais Agatha e Sophie, exceto que ambas são escolhidas, mas para escolas completamente diferentes do que qualquer um poderia imaginar. Enquanto a linda Sophie é despejada na Escola do Mal, a raivosa Agatha é destinada a treinar para ser uma verdadeira princesa. Achando que foram trocadas, Sophie vai tentar de tudo para que esse erro seja corrigido, enquanto tudo o que Agatha deseja é que ela e sua amiga possam voltar para casa.

Amei conhecer duas protagonistas psicologicamente tão bem desenvolvidas. O autor soube como conduzir as personagens durante o livro para que elas realmente se conhecessem, entendessem suas reais ambições e motivações, evoluíssem até se encontrarem no lugar em que estavam, quem elas realmente queriam ser.

O bem e o mal, aqui aparentemente tão bem dividido entre as escolas, pode ir muito além de vilões e heróis, certo e errado. É incrível ver que amizade pode ser mais forte que qualquer outro sentimento, mesmo que sua índole não seja tão boa, suas escolhas definem quais sentimentos podem se sobressair. Mesmo alguém que deseja ser boa, quando contrariada, quando perde tudo aquilo que mais desejou, pode se tornar a pior das vilãs, escolher ferir e magoar, mesmo que seja com intenções não tão cruéis assim.

Nessa história de contos de fadas temos princesas, bruxas e, é claro, príncipes. O mais importante da narrativa, Tedros, nos é apresentado como um modelo tão clássico do personagem que só faltou o cavalo branco para estar completo. Porém, mesmo o príncipe não é tão perfeito assim. Filho do famoso Rei Arthur, teme o amor de contos de fadas, pois o final de seu pai, devido a um certo cavaleiro, não teve um final tão feliz assim.

Tedros é um príncipe desprezado pela princesa e objeto de desejo da bruxa, que deseja reinar ao seu lado. Agatha acredita que se Sophie ficar com Tedros, elas conseguirão voltar para casa, ao provarem que não existe realmente só o mal na escola de vilões. Ao mesmo tempo, Agatha não encontrará seu príncipe, provando que não existe só bem para as princesas. Porém, o principal foco da narrativa é provar que não importa suas ambições ou desejos, o que importa é o que cada pessoa realmente carrega no fundo do coração. Você não consegue esconder eternamente a sua verdadeira essência, por mais que deseje algo que está do outro lado, fora de seu alcance.

“A Escola do Bem e do Mal” é um conto de fadas incrível e original. Uma escola para príncipes, princesas, bruxas e vilões que ensina muito além de criar um personagem para sua própria história. Os amantes de fantasia e histórias clássicas vão amar essa narrativa e se deliciar com tantos personagens que você se lembrará de ter visto em algum lugar. Incrível e encantador. Mal posso esperar começar o próximo livro para continuar em busca do meu “E viveram felizes para sempre”.
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Bem Atrás de Você

| 12 abril 2018 | 2 comentários:



Autora: Lisa Gardner
Editora: Gutenberg
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Hoje em dia, Sharlah possui uma vida equilibrada, com bons pais de acolhimento que logo se tornarão adotivos e seu cachorro, Luka. Mas nem sempre sua vida foi fácil e isso deixa marcas. Quando tinha cinco anos, Sharlah vivia com seu irmão mais velho, Telly, na época com nove anos e seus pais. Os pais de Sharlah e Telly eram viciados em álcool e outras drogas ilícitas e não cuidavam bem de seus filhos.

Um dia, em um ataque de descontrole vindo de seu pai, o mesmo matou sua mãe e foi atrás das crianças com uma faca. Telly acabou por matar seu pai com um bastão de baseball, salvando a si mesmo e sua irmã. Após o ocorrido, Sharlah e Telly foram separados e encaminhados para famílias diferentes. Desde os cinco anos de idade que Sharlah não tem qualquer notícia de seu irmão.

Após oito anos, Telly surge como o principal suspeito de assassinar um casal e mais duas pessoas em um posto de gasolina. Os pais adotivos de Sharlah são especialistas em perfis criminais e são chamados a ajudar nesse caso e a capturar Telly. Claro que esse caso não é apenas mais um, pois a filha deles também pode estar correndo perigo. Ao ter conhecimento sobre o que está acontecendo com seu irmão, Sharlah quer ajudá-lo e também descobrir o motivo por atrás de algo tão brutal, mesmo que sua vida fique em risco, afinal a família sempre deve se ajudar.

Todas as personagens desse livro possuem um verdadeiro poço de emoções, ninguém é raso. A começar pelos protagonistas Sharlah e Telly, que passaram por um trauma tão grande na infância e como o ocorrido afeta seus dias atuais. Quincy e Rainie, os pais adotivos de Sharlah, são policiais aposentados que também possuem um uma carga emocional enorme pelo o que viveram e perderam durante suas vidas. Também não posso deixar de citar, os pais de acolhimento de Telly, Sandra e Frank Duvall.

Afinal, Sandra e Frank, foram pais exemplares para Telly, o preparando para a vida adulta, principalmente para um adolescente com tantas dificuldades de adaptação em outras famílias e na escola. O que teria acontecido para os dois serem assassinados de forma tão cruel? Será a fúria de um adolescente que já matou uma vez?

"Bem Atrás de Você" é um suspense muito bem elaborado com ótimas reviravoltas. Excelente para que gosta do gênero. A cada página, você se vê cada vez mais envolvido na história e na vida das personagens, tentando entender o que levou cada um deles aquela situação. Também é muito interessante acompanhar o trabalho policial para resolução do caso e como pequenas pistas podem mudar completamente o rumo da investigação, afinal sempre é bom duvidar de tudo até ter as provas conclusivas.
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Submissa

| 08 abril 2018 | 2 comentários:



Autora: Maya Banks
Editora: Gutenberg
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Evangeline era mais parecida com um anjo do que com alguém comum. Uma jovem que pensava nos pais acima de tudo. Deixava de viver a própria vida para que ambos pudessem receber toda a ajuda possível. Meiga e gentil a todos os momentos, mas que podia virar uma leoa para defender aqueles que amava. Nem mesmo o impiedoso e poderoso Drake Donovan deixaria de notar o tesouro que era aquela mulher.

Após conhecer o único homem que Evangeline achava que deveria se entregar completamente, e ser totalmente humilhada pelo mesmo, ela resolve se vingar, aparecer em sua frente completamente “bem” e “feliz”. Ao ir a famosa e restrita boate Impulse, se exibir na frente de seu ex e mostrar a ele tudo o que estava perdendo, era tudo o que ela tinha em mente. Porém, o dono da boate, Drake Donovan, também não conseguiria tirar os olhos dela, e a desejou desde o primeiro instante. Drake conseguia tudo o que queria. Ele queria Evangeline. Evangeline nunca tinha tido ninguém em sua vida que cuidasse, a mimasse e realizasse cada um de seus desejos, mas agora ela tinha Drake, por mais misterioso e poderoso que ele fosse, isso era tudo o que ela queria. Mas, descobrir a fundo fatos sobre a vida de Drake não era algo que ambos fossem desejar, caso soubessem o que poderia acontecer.

No primeiro livro da série “The Enforces”, a autora, Maya Banks, narra a primeira parte da história de Drake e Evangeline. O casal parte de um princípio muito clichê que encontramos em outros livros do gênero. Uma mocinha pura e ingênua, além de pobre, e um homem rico, poderoso e manipulador. A autora precisava realmente criar um clímax interessante e poderoso para dar ao leitor realmente um motivo para continuar se interessando pela história, e ela foi precisa em alcançar esse feito.

A protagonista pode ser pobre e ingênua, mas também tem uma personalidade um tanto quanto dependente e irrealista quanto se trata de seu amado, não que isso seja algo ruim. A autora criou uma personagem muito coerente, que realmente serve a sua história de forma compreensível. Que outra maneira alguém em sã consciência poderia se entregar de forma tão completa e sem ressalvas nas mãos de um completo desconhecido? Uma das cenas finais, uma cena bem chocante por sinal, nos deixa isso bem claro, o quanto a personagem principal está além de qualquer consciência de certo ou errado quando se trata do homem que mudou completamente sua vida.

Porém, Drake responde da mesma maneira. Todas as suas ressalvas e reservas começam a se quebrar perante o seu anjo. Uma mulher a quem ele queria agradar de todas as formas possíveis. Ele a trata quase como algo sagrado, que não pode ser quebrado, a não ser em um momento de prazer, e pelas suas próprias mãos.

A relação entre os protagonistas foi algo tão angustiante quanto sexy de se ler. Uma relação quase doentia, que parece só ver o seu par, e o prazer que um pode proporcionar ao outro, não importa como e nem quem possa estar envolvido.

O título “Submissa” não trata apenas da personagem principal quando os protagonistas estão vivendo sua relação carnal. Ele trata da dependência de ambos perante aquela relação, sentimentos que cresceram em uma velocidade absurda e tornam ambos reféns do medo de perder um ao outro. Apesar de muito bem escritas, nem o romance, nem as cenas de sexo são os pontos chaves dessa narrativa. Impossível não terminar esse livro impactada com tamanha angustia e aflição que nos são despejados por essa relação nada convencional. Mal posso esperar para também ser assolada por todas as emoções da sequência.
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Uma Duquesa Qualquer

| 04 fevereiro 2018 | Um comentário:
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
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Uma Duquesa Qualquer é o quarto livro da série Spindle Cove, eu confesso que não tive o prazer de ler os livros antecessores, mas agora estou morrendo de vontade de apreciar esses romances de época. Mesmo sendo o quarto livro, a história é independente e é possível entendê-la completamente.

Griffin, o 8º Duque de Halford, não quer se casar. Isso está gerando um grande desespero em sua mãe, a Duquesa de Halford, que não ver a hora de abraçar seus netinhos e garantir a continuação da linhagem. Desse modo, situações desesperadas, requerem medidas desesperadas.

A Duquesa de Halford, dopa e sequestra seu filho, o levando para Spindle Cove, um paraíso para jovens solteiras. Ela exige que o Duque escolha uma, qualquer uma, que ela a transformará em uma dama digna de ser a próxima Duquesa de Halford. Em uma situação como essa, Griffin, precisa pensar rápido em uma maneira de acabar com os planos de sua mãe e se possível lhe dar uma lição. Sendo assim, Griffin escolhe Pauline Simms, a atendente da taverna, que está toda coberta de açúcar e com a barra do vestido suja de lama. Ele quer ver se realmente a mãe pode transformar qualquer uma em uma dama.

Para garantir que o plano dê certo Griffin promete mil libras a Pauline se ela for o desastre em pessoa e frustrar todos os planos da Duquesa. Só que Pauline não é uma simples atendente. Ela é esperta, inteligente e divertida, porém vive com muita dificuldade em um lar onde todos seus sonhos são negados, devido ser uma mulher, pois seu pai não nega que gostaria de ter um homem para ajudá-lo.

Pauline não admite injustiça e desprezo, principalmente para com sua irmã Daniela, que possui algum tipo de deficiência mental. Na proposta de Griffin, ela vê a oportunidade de conseguir dinheiro suficiente para abrir um comércio e ter um lar decente para ela e sua irmã. Afinal passar uma semana na casa dos Duques, fingindo aprender a ser uma Dama e ser um fracasso total será moleza. O problema será a grande atração que Griffin e Pauline começam a sentir um pelo outro, que pode frustrar os planos dos dois.

A Personagem de Pauline é destemida e não espera pelo príncipe encantado para salvá-la. Ela corre atrás de seus objetivos, mesmo com todas as dificuldades e sempre mantem a cabeça erguida. Isso em um romance de época, onde a dificuldade de se obter o que deseja, sem um pai ou marido é absurda. Mas Pauline nunca desiste.

Griffin é conhecido por ser um Duque libertino, mas que possui a alma em pedaços e não sabe como se recompor. Não quer saber de casamentos, mas a resposta para essa decisão não é tão simples como pensamos no início da leitura. A mãe de Griffin é perspicaz, inteligente e muito intuitiva, pois percebe as intenções do filho em relação a Pauline antes mesmo que ele entenda o que está acontecendo.

Uma Duquesa Qualquer nos leva a um mundo aristocrático, onde a maioria pensa que um título é mais importante que o caráter de uma pessoa. Nos mostra como deve-se perseverar mesmo nas dificuldades, como Pauline fez. E como devemos abrir nossos corações para que a tristeza vá embora e o amor governe como fez Griffin, sem se importar com os preconceitos alheios. É impossível não devorar rapidamente esse livro. 
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Minha Lady Jane

| 26 janeiro 2018 | Um comentário:
Autoras: Cynthia Hand | Brodi Ashton | Jodi Meadows
Editora: Gutenberg
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Uma história super fantasiosa, mas incrivelmente deliciosa da nossa história. Jane Grey era uma amante dos livros. Prima do Rei Eduardo VI, após a “morte” do mesmo, ela se vê forçada a assumir o trono da Inglaterra, além de um casamento muito intrigante com um homem que durante o dia era um cavalo. Um pouco estranha essa história? Bom, ela é tão estranha quando fantástica.

As autoras Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows se apropriaram de uma certa passagem da história da Inglaterra para criar uma narrativa muito menos trágica e incrível de se ler. Quando o Rei Eduardo VI, um garoto mimado, em que a maior ambição de sua vida era finalmente beijar uma garota, se encontra a beira da morte, devido a uma grande doença – que de doença não tinha nada, o Rei estava sendo envenenado – ele é convencido pelo seu principal conselheiro a nomear sua prima, Jane Grey, para ser sua sucessora. O mesmo conselheiro, aliás, também convenceu o Rei a casar a prima com o próprio filho. Preciso dizer quem era o responsável pelo envenenamento em questão?

Voltando a narrativa, Jane se casa com Gifford, um claro exemplo da fantasia em que as autoras criaram para esse livro encantador. O marido de Jane era um ediano, ou seja, ele tinha o poder de se transformar em um animal, nesse caso, um cavalo. Diferente de outros edianos, Gifford não conseguia controlar sua transformação, todos os dias, do nascer ao pôr do sol, ele virava um animal que amava comer feno e maças, portanto, considerava aquilo uma maldição.

O quão divertida é essa narrativa! Nossas narradoras não se encabulam em interromper a história a todo momento para comentarem suas opiniões, fatos históricos que realmente teriam acontecido, ou licenças poéticas que elas se permitiram durante aquelas páginas. Todos os personagens são de uma eloquência única. Capítulos narrados por Eduardo, Jane ou Gifford, sempre trazendo características únicas de cada personagem, mesmo que seus pensamentos mais recorrentes sejam sobre beijos, livros ou o cavalo nosso de cada dia.

Ser envenenado, fugir do palácio – descobrindo um modo muito peculiar de voar pela janela –, ser cuidado por uma avó que trata o Rei como se ele não passasse de um menino (apesar de ser verdade) e ser salvo por uma ladra que teria sua cabeça cortada se tivesse que pagar por todos os seus crimes (coisa impossível de se acontecer quando se é amiga do Rei e ele deseja mais do que tudo finalmente beijá-la) fez com que Eduardo amadurecesse, pelo menos um pouco, e tivesse consciência do péssimo Rei que ele sempre foi para o seu povo.

Já para Jane e Gifford, as descobertas foram completamente diferentes. Duas pessoas que jamais imaginaram dividir a vida com alguém. Duas pessoas que em determinado momento não conseguem mais imaginar a sua vida sem o outro. Um casal que, mesmo sem nunca ter conseguido finalmente consumar o casamento (não por falta de vontade, mas de oportunidade), consegue ajudar o Rei a recrutar um exército para que ele finalmente estivesse apto a lutar pela sua coroa (e punir a irmã malvada e sangrenta que amava mais a coroa que o próprio irmão).

“Minha Lady Jane” é uma narrativa muito peculiar. Uma passagem nada agradável da história da Inglaterra transformada em uma leitura engraçada, romântica, perspicaz e com muita magia. Um livro dedicado para todos aqueles que sabem que havia espaço o suficiente para Leonardo DiCaprio naquela porta e que a história às vezes precisa de uma mãozinha. Leitura imperdível!
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Como Eu Imagino Você

| 12 outubro 2017 | 2 comentários:
Autor: Pedro Guerra
Editora: Gutenberg
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Helena vive praticamente na escuridão. Por conta de uma doença que começou ainda na infância, hoje ela tem apenas 20% de sua visão, mas isso não a impede de ver pessoas em seus sonhos, principalmente um garoto muito misterioso, que ela nunca viu, mas sentia que era muito importante em sua vida.

Quando seus pais viajam a trabalho, e a deixam realmente sozinha pela primeira vez na vida, surge a sua porta o novo jardineiro, Alex, que, por alguma razão desconhecida, era exatamente igual ao homem dos seus sonhos. Ou, igual o suficiente pela capacidade que ela tinha para vê-lo.

Quando comecei o livro, esperava uma história bem diferente, ou talvez não tão profunda quanto a que eu encontrei aqui. O autor, Pedro Guerra, apesar de enfatizar o relacionamento de Helena e Alex, de forma perfeita, tem como principal ponto da obra o fato da protagonista ter uma deficiência e como ela teria que lidar com aquilo pelo resto de sua vida.

Somos apresentados a uma Helena de 18 anos, mas que seus pais tratam como criança na maior parte do tempo. Ela quer sua independência, se sentir uma pessoa normal, apesar de suas limitações. Na narrativa podemos perceber o quanto ela consegue crescer, mesmo que a sua visão não melhore em nenhum momento, muito pelo contrário, e o quanto seus pais amadurecem e percebem o quanto a filha é especial, capaz de tomar suas próprias decisões e escolher o seu destino.

Alex também sofreu muito em sua vida. Perdeu os pais muito jovem e teve que assumir a floricultura da família e cuidar do irmão. O relacionamento dos dois é encantador. É como se cada um precisasse de um remédio para fechar as suas feridas, para seguirem em frente. Nada melhor que um grande amor para curar todos os males e fortalecer aqueles que precisam.

Gostei da forma como o autor deu a Helena uma percepção bem mais aguçada do mundo, de forma mística, porém, para provar que a perda de sua visão não a faria alguém menos capaz, muito pelo contrário. Mesmo sem seus olhos, ela seria capaz de ver muito mais do que aqueles que estão à sua volta, podendo até salvar vidas com o seu dom.

“Como Eu Imagino Você” é um livro que nos mostra que a perfeição pode ser superestimada. Não há nada no mundo como amar e ser amado. Quando Helena encontra o amor, é como se nada mais importasse e, se Alex estivesse ao seu lado, tudo ficaria bem. Dois personagens que se completam no amor e na tristeza, para serem os protagonistas de um romance muito especial.
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