Espada de Vidro

| 16 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
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Livro anterior: A Rainha Vermelha

Após o assassinato do Rei, Mare e Cal são fugitivos. Resgatados pela Guarda Escarlate, ambos têm um objetivo em comum: matar o Rei Maven e a Rainha Elara. Maven havia enganado e destruído o coração de ambos. Confiar em alguém, por mais próximo que seja, seria impossível. Cal e Mare seriam duas espadas, prontas para alcançarem o seu objetivo, porém, quando a espada é de vidro, pode se estilhaçar a qualquer momento.

O final do primeiro livro da série "A Rainha Vermelha" é intenso e desesperador, mas não nos prepara o suficiente para tantos acontecimentos incríveis e para os sentimentos que nos esperam nessa continuação.

O mundo que conhecemos no primeiro livro está de cabeça para baixo, tudo graças a uma vermelha com poderes, porém, Mare não é a única com essa anomalia no seu sangue. Encontrar outros como ela, vermelhos com poderes especiais, poderia fazer toda a diferença nessa guerra onde vermelhos morriam há tantos anos. Apesar de sentir o coração endurecido, pelo menos esse objetivo poderia continuar a mantendo de pé, pois ela se sentia mais sozinha do que nunca.

Enquanto a alma de Mare desaba, Cal parece seguir um caminho muito semelhante, tendo apenas a outrora quase princesa para se apoiar. De um dia para o outro, ele passou de um grande general, de um príncipe herdeiro, para um prisioneiro. Mesmo após ser libertado, ele ainda estava perdido em meio aqueles que não tinham o seu sangue, que não o consideravam um amigo, talvez apenas uma arma a ser usada no momento certo.

Acompanhar a trajetória de Mare e Cal nesse livro é de partir o coração. Toda a traição de Maven no primeiro livro culminou em sentimentos totalmente sombrios para os leitores: a tristeza e a desolação nos acompanham do começo ao fim.

Não temos como estar na cabeça de Mare, conhecer os seus pensamentos, as suas "boas intenções" e não perceber o quanto ela está errando, mesmo tentando acertar, o quanto ela está se isolando, mesmo apenas tentando proteger aqueles que ama, o quanto ela está cometendo os mesmos erros daqueles que estão no poder, a quem ela tanto despreza, quando também começa a definir aqueles que merecem ou não salvação.

Não esquecemos em momento algum uma frase muito dita no livro anterior: "todo mundo pode trair todo mundo", o que torna tudo muito mais difícil. Mare dificulta as coisas para ela mesma em vários momentos, mas, depois de ter o seu coração tão ferido, é impossível confiar cegamente em qualquer um, e nós compreendemos muito bem, pois é um baque gigantesco acompanhar, ao final do primeiro livro, a capacidade manipuladora de Maven, e a maldade que ele guarda dentro de si.

É incrível conhecer um pouco mais sobre a Guarda Escarlate e entender a sua estrutura de comando, por mais que nem tudo tenha sido completamente esclarecido. Ver a família de Mare segura também é um alívio, porém, essa é uma sensação que pode ser totalmente destruída em algumas páginas.

É triste e intenso ver Cal perdido em um mundo que não é o dele, mas tentando encontrar um lugar e uma forma de agir, e ver Mare lutando para seguir em frente e fazer o que ela acha que é certo, enquanto sentem falta de um irmão e um amigo que ambos julgavam ter. Irmão e amigo que não mede esforços para chegar a ambos, cometendo as atrocidades que forem necessárias para atingi-los.

Que livro intenso e cruel! Victoria Aveyard é uma autora que não tem pena dos seus personagens, e muito menos dos seus leitores. Nos fazer sofrer deve ser a primeira linha de sua lista ao começar a escrever um novo livro.

"Espada de Vidro" é uma obra maravilhosa, intensa, cheia de reviravoltas e com protagonistas humanos, que comentem muitos erros, que podem agir de forma violenta, e até mesmo cruel, mas que não conseguimos deixar de compreender suas atitudes, por mais revoltantes que possam ser. É impossível parar de ler antes de chegar à última página, que tem um final ainda mais desesperador que o livro anterior... não sei o quanto mais meu coração aguenta.

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Que vontade de chorar ao terminar esse livro! Os sentimentos aqui são todos tão intensos, tão tristes, que é impossível não terminar o livro assim.

O relacionamento de Mare e Cal, durante todo o livro, é tão permeado por dúvidas, um desconfiando das reais intenções do outro, e com a cor do sangue de ambos criando uma parede que nunca foi quebrada, mesmo que o amor esteja ali, para quem quiser ver, parece que a felicidade nunca vai alcançar aqueles corações tão feridos. Como foi triste acompanhar seu relacionamento nesse livro.

E, depois de tantas páginas tão desesperadoras, a Rainha Elara finalmente está morta. Talvez essa fosse a oportunidade perfeita para Maven clarear seus pensamentos, pensar por si novamente, entender tudo o que ele fez de errado... Mas, a morte da mãe só serviu para o novo Rei voltar ainda mais cruel.

Seus atos realmente nos machucam porque, é impossível não simpatizar, não amar o garoto gentil que ele finge ser no primeiro livro e, assim como Mare, todos sentimos falta daquele Maven que conhecemos.

Terminar o livro sabendo que Mare está novamente em suas garras, sem saber o destino dela e de outros personagens que aprendemos a amar, não tem como não sentir vontade de chorar...

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O Destino do CEO

| 12 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Carol Moura
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Quinn jamais esperaria encontrar um pai e seu filho na padaria que pertenceu a sua família e ver sua vida mudar completamente. Se não bastasse aquele homem ser tão forte, incrível e tão atraente, o seu filho era apaixonante, uma criança que conquistou o seu coração desde o primeiro instante.

Ter um relacionamento com Dashier era tudo o que ela poderia desejar, porém, Quinn não imaginaria que aquele homem rico, bem-sucedido e pai de família, teria traumas tão profundos em sua alma, que poderiam destruir qualquer relação que surgisse em seu caminho.

Estou muito chocada, realmente surpresa, com a intensidade dessa história. Dashier é um personagem que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter em relação ao seu passado. A autora, Carol Moura, soube realmente ir a fundo na alma do personagem, construir sua personalidade, seus medos, e sua luta diária, desenvolvendo uma trama incrível.

Encontrar com o protagonista, nesse momento de sua vida, sendo CEO de uma grande empresa, com um filho pequeno ao lado, não imagina o que Quinn terá que enfrentar para fazer parte dessa família.

Para começar, Dashier é um dependente químico em recuperação. Por mais que estivesse há anos longe de bebidas ou drogas, aquela seria uma luta que ele levaria para o resto de sua vida, e ela entraria nessa relação já sabendo com o que teria que lidar.

Mas não eram as drogas, ou o álcool, o principal trauma do seu passado. Durante todo o livro sabemos que ele carrega um segredo, algo que o mata de desespero todos os dias, que, quando revelado, poderia destruir o pouco da felicidade que ele está tentando construir com sua nova namorada e o filho.

Quando finalmente o segredo é revelado, por mais que você tenha suspeitas, é impossível não ficar chocado, triste e completamente sem esperanças de que exista um futuro de felicidade para essa pequena família que aprendemos tanto a amar.

Hazel, filho de Dashier, é o grande bálsamo da história. Em meio a tanto sofrimento, incluindo uma batalha pela guarda do mesmo, a criança consegue ser aquele que está ali para espalhar amor, para entender a dor daqueles que estão ao seu redor e ser gentil.

Mesmo que ele seja tão novo, é perceptível o quanto Hazel entende a dor e o sofrimento diário do pai e o quanto ele está tentando compensar todos os anos que não esteve ao seu lado, e, principalmente, o quanto Quinn poderia ser a luz que aquela casa precisava para finalmente afastar todos os pesadelos.

Estou encantada como foi possível realmente entrar na mente dos protagonistas, entender os seus sentimentos e sofrer com eles, principalmente com Dashier. Ele se esconde por trás da fachada de um homem bem-sucedido e pai de família, quando, no fundo, não passa de um homem totalmente atormentado e infeliz por erros do passado. Foi intenso acompanhar a sua jornada na tentativa de encontrar a felicidade.

"O Destino do CEO" é uma obra incrível, e termina de maneira encantadora, porém, não satisfeita em nos deixar felizes, Carol Moura nos deixa de presente alguns capítulos extras que realmente explodiram o meu coração. Quem dera todos os autores fossem assim... rsrs.

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Um perfeito cavalheiro

| 08 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava

Ser a filha bastarda de um membro da sociedade britânica nunca trouxe nenhum benefício a Sophie, muito menos após a morte de seu pai. Por mais que o homem nunca a tenha reconhecido como filha, quando vivo, proporcionou uma boa vida a menina. Sua madrasta, por outro lado, a tratava como uma escrava, privilegiando as filhas do primeiro casamento e tratando a enteada com ódio e desprezo.

Sophie sabia que aquela era a sua vida, mas em uma noite tudo poderia mudar. Quase como uma Cinderela, que deve deixar o baile à meia-noite, Sophie compareceu ao baile de máscaras da família Bridgerton e conheceu aquele que seria o dono de seus sonhos e pensamentos por muitos anos: Benedict Bridgerton.

Para Benedict, ele só era visto pela sociedade como mais um Bridgerton, o número dois, sem nada de especial, mas uma mulher misteriosa poderia mudar tudo. Ele não sabia seu nome, não tinha visto seu rosto, mas sabia que ela realmente o enxergava, via a sua alma, não apenas mais um filho de uma família grande e importante.

Sophie precisou deixar a festa, para que a madrasta não percebesse a sua fuga, mesmo que por uma noite, daquela vida miserável. Após anos, tanto Sophie quanto Benedict se lembravam daquela noite especial, porém, quando se reencontram, ele não reconhece a mulher sem rosto dos seus sonhos, alguém que deveria ser uma nobre, mas se encanta por aquela empregada que também parecia enxergar algo dentro dele, muito mais do que qualquer outra pessoa, quase como a dama misteriosa que nunca deixou os seus pensamentos.

Não tivemos a oportunidade de conhecer o segundo filho da família Bridgerton tão bem nos dois primeiros livros. Até esse momento (que Benedict me perdoe), mas ele era realmente apenas o número dois, aquele sem nada em especial. Ainda bem que eu estava muito enganada. Julia Quinn guardou direitinho todos os seus encantos para esse livro.

Amei que a autora tenha trazido um ar de contos de fadas para essa obra. Uma releitura incrível de Cinderela, mas com muito mais paixão e com ênfase no quanto as diferenças sociais poderiam trazer de transtornos para um casal nessa época.

Sabendo que a sociedade nunca os aceitaria, e querendo ter Sophie em sua vida, a primeira proposta de Benedict foi para que ela se tornasse sua amante. Talvez essa seja a proposta mais ultrajante na série até agora, principalmente quando Sophie é coagida, não exatamente para se tornar sua amante, mas para vir com ele até a casa de sua família para trabalhar. No fundo, seu sentimento de proteção perante uma mulher sozinha no mundo, que sabia dos perigos que alguém como ela poderia enfrentar, não deixa de ser algo romântico e a primeira pista de um sentimento que nem mesmo o segundo filho da família Bridgerton sabia que estava ali.

Gostei muito desse livro abranger com mais ênfase o lado feminino da família protagonista. Conhecemos bem Daphne no livro "O Duque e Eu", mas agora temos a oportunidade de ver mais a matriarca da família, nos aprofundar sobre os seus sentimentos, principalmente o tamanho do seu amor pelos seus filhos e saber um pouco sobre o que se passa na cabeça das duas filhas mais velhas ainda solteiras de Violet.

Benedict pode não ter feito uma proposta tão cavalheira para Sophie, a princípio, mas não a nada que o amor não supere, e todos os seus receios poderiam ser deixados de lado quando ele finalmente encarasse esse sentimento. Já Sophie, alguém que sofreu tanto na vida, que nunca deixou de pensar no seu príncipe encantado de uma noite, merecia encontrar a sua felicidade, após tantas atribulações em sua vida.

Mais um livro encantador! Um romance que fala sobre superar os seus preconceitos, aprender a colocar o amor à frente da opinião alheia e assumir que ser feliz é o que mais importa. Estou apaixonada e mais do que preparada para começar o próximo livro... Que venha meu querido Colin Bridgerton.

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Slade

| 04 janeiro 2021 | Um comentário:


Autora: Laurann Dohner
Editora: Universo dos Livros
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Livro anterior: Fury

Trisha, apesar de totalmente humana, nunca viu as Novas Espécies como seres inferiores, ou diferentes, muito pelo contrário. Como médica, o seu maior desejo era ajudá-los a ter aquilo que tantas experiências genéticas tiraram deles, algo básico para qualquer ser humano: ter um filho. O que a doutora não esperava era ela mesma ter um relacionamento com um ser como Slade. Rápido, forte e poderoso, alguém implacável, mas que a conquistaria com seu jeito sarcástico e protetor.

Quando Slade e Trisha são atacados e forçados e fugir juntos até que a ajuda chegasse, aquilo os aproximaria como nunca, física e emocionalmente. Porém, aquele relacionamento poderia ser muito perigoso para Trisha. Se ela fora atacada apenas por ser a médica responsável pelas Novas Espécies, se os grupos que os odiavam descobrissem que ela tinha um relacionamento com um deles, seria como se um alvo fosse colocado sobre a sua cabeça, ou, ao menos, era o que Slade pensava.

Ao retornarem para o único lugar seguro no mundo para as Novas Espécies, Slade decide se afastar de Trisha, por mais que isso o destruísse, mas era pela segurança da única mulher que realmente fez o seu coração bater mais forte. Porém, Slade seria obrigado a proteger Trisha novamente e, por uma razão que nenhum deles julgava ser possível.

Depois de terminar o primeiro livro da série "Novas Espécies", já estava apaixonada pelo universo criado pela autora Laurann Dohner. Por mais que eu tenha amado Fury e Ellie, o jeito sarcástico de Slade também já tinha me conquistado em "Fury", e vê-lo junto com a doutora Norbit nesse livro foi tudo o que eu imaginei, e muito mais.

Estamos falando de um universo onde as Novas Espécies são seres criados geneticamente para determinados fins, abusados de todas as formas possíveis e torturados até o último instante e, ainda assim, mesmo após receberem a sua liberdade, ainda eram perseguidos por grupos de ódio que não conseguiam conviver e entender aqueles que eram diferentes. É triste ver Slade tomando a decisão de abandonar Trisha, porém totalmente compreensível. Ela já era um alvo, e seria ainda mais visada se estivesse ao seu lado.

Mas, para Trisha, aquele abandono foi uma apunhalada em seu coração, principalmente após tudo o que eles viveram juntos. Meu coração também se partiu, sabendo o quanto os dois mereciam viver aquele amor, mas o quanto seria difícil que a sociedade em geral aceitasse o relacionamento e não atentasse contra a vida de ambos.

Porém, estamos falando de um livro em que as coisas não poderiam terminar de uma forma tão triste, e a autora foi genial em criar um detalhe a mais que, além de os unir novamente, também colocaria na narrativa algo que esperávamos desde o primeiro livro.

"Slade" continua a saga das Novas Espécies colocando dois personagens geniais em evidência e criando um conflito que ainda renderá muitos frutos para os próximos livros (por mais que eu esperasse que já rendesse mais frutos nesse mesmo...). Mal posso esperar para conhecer um novo personagem e saber se o mundo irá, ou não, finalmente aceitar esses seres incríveis.

 

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Quem aqui não imaginou Ellie grávida de Fury no primeiro livro? Isso foi algo que eu desejei muito, até a última página, portanto, quando vi que essa seria a trama de "Slade", apesar de que os pais seriam Slade e Trisha, não pude deixar de pirar muito.

Fiquei angustiada quando a protagonista descobriu estar esperando o primeiro bebê de um Nova Espécie, até que o pai finalmente recebeu a grande notícia. Foi incrível acompanhá-los nesse momento, mas o livro acabou rápido demais.

Estou inconformada que nem ao menos vimos a barriga de Trisha crescer, como foi a gravidez e, muito menos, a criança que veio ao mundo. Como seria esse bebê como nenhum outro?

Estou super ansiosa para ler o próximo livro, talvez nem tanto pelo protagonista (por mais que eu espere que ele me encante), mas para saber mais sobre meu novo casal favorito da série, e sobre seu herdeiro ou herdeira.

Esse mundo vai mudar, mais do que nunca com essa novidade, e preciso saber tudo o que vai acontecer!

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A Mediadora - Lembrança

| 31 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
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Livros anteriores: A Terra das Sombras | O Arcano Nove | A Reunião | A Hora mais Sombria | Assombrado | Crepúsculo

Suzannah Simon não é mais uma adolescente, e seu namorado, agora noivo, não pertence mais ao mundo dos mortos. Tudo seria perfeito, mesmo entre estágios não remunerados e uma disputa cruel por uma bota perfeita, se não fosse o espírito de uma criança muito violenta e um fantasma do passado, muito vivo por sinal, que ainda tinha um coração e espíritos muito podres, mas havia reaparecido dono de uma fortuna e disposto, mais do que nunca, a ter Suzannah em sua vida. Ou, ao menos em sua cama.

Demorei muito para ler esse livro, pois queria ler a série inteira novamente para não perder nenhum detalhe, e valeu muito a pena. O sétimo livro da série "A Mediadora" da autora Meg Cabot, segue exatamente a mesma linha dos livros anteriores, porém, nossos protagonistas agora são adultos, suas vidas e expectativas são completamente diferentes, e, apesar de alguns problemas sobrenaturais ainda serem os mesmos, foi incrível reencontrar esses velhos amigos e saber como estavam as suas vidas nesse momento.

Suzannah continua incrível como sempre, sendo corajosa, apesar de um tantinho descuidada com a própria sobrevivência, mas tentando ajudar mortos e vivos com unhas e dentes. Ser uma conselheira é a sua meta de vida, porém, se ela mal consegue lidar com o seu emprego não remunerado na escola em que estudou, imagine aconselhar outro ser humano? Mas, sabemos que suas táticas, apesar de muitas vezes agressivas, chegam ao resultado pretendido rsrs.

Meg Cabot quase me matou do coração me fazendo esperar que Jesse finalmente aparecesse. Eu esperava encontrar nosso ex-fantasma desde as primeiras páginas, então, foi angustiante ter que esperar sua derradeira aparição. Mesmo os telefonemas iniciais já balançaram meu coração e demonstraram o homem que ele havia se tornado, e quem ele estava lutando para ser. Mais protetor do que nunca com Suzannah, Jesse parece tentar fazer com que a vida do casal fique o mais longe possível do mundo dos mortos, o que é totalmente compreensível devido ao perigo dessa "profissão" e o tempo em que ele passou sozinho, sem ter com quem compartilhar sua existência.

Jesse e Suzannah cresceram, apesar de Jesse ter tido mais de um século para amadurecer, agora seu corpo também acompanhava seu desenvolvimento. Então, podemos contar com cenas muito mais intensas de um de nossos casais favoritos, além de toda a loucura da protagonista sendo direcionada também a sua frustação sexual de ter um namorado, incrível e lindo, mas totalmente fiel as suas crenças. Mesmo o reaparecimento de um outro mediador, não tão querido assim pelos protagonistas, Paul Slater, chantageando Suzannah da forma mais pervertida possível, poderia realmente abalar um amor e uma paixão tão incríveis que, literalmente, venceu até a morte.

Apesar do clima do livro e da história em si serem muito parecidos aos livros anteriores, não podemos negar que a autora trouxe um tema mais adulto para o livro. Dessa vez, o fantasma a ser mediado, e aqueles ao seu redor, tinham o passado mais cruel já narrado em seus livros. Mesmo os vivos que Suzannah deveria ajudar a se livrarem dos seus fantasmas tinham passado por situações que dificilmente vemos sendo narradas em livros para um público mais jovem. Os vilões aqui, infelizmente, não existem apenas na ficção, e trazem à tona o que pode existir de pior na humanidade.

Por todas essas razões que foi tão incrível ler esse livro. Além de reencontrar personagens que amamos há tanto tempo, e ter uma narrativa tão divertida quanto dos livros anteriores, ele também é mais adulto, acompanhando o crescimento dos protagonistas e também dos fãs, que depois de tantos anos puderam voltar a esse mundo incrível.

Devo confessar que, nesse momento, meu sentimento de perda é ainda maior. "A Mediadora - Lembrança" é um livro incrível que me emocionou, me fez rir, e morrer de amor, mais uma vez, pela história incrível de Jesse e Suzannah, porém, amei tanto rever esses personagens, vê-los realmente desbravando a vida adulta e alcançando os seus sonhos, que já estou com saudades. Mas dessa vez, esse sentimento é muito maior do que quando terminei de ler "A Mediadora - Crepúsculo"...

Meg, será é possível liberar mais um livrinho...?

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A Rainha do Nada

| 26 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Holly Black
Editora: Galera Record
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Livros anteriores: O Príncipe Cruel | O Rei Perverso

Exilada do Reino das Fadas, Jude encontra sua chance de retornar a Elfhame quando sua irmã, Taryn, a visita no mundo dos mortais pedindo a sua ajuda. Mortais podem mentir, mas não quando encantados por feéricos, e a irmã gêmea de Jude não pode confessar que matou o marido e sofrer as consequências, principalmente agora que esperava um filho.

Jude, ainda com a magia de proteção de Dain funcionando, volta para o Reino das Fadas para passar pelo julgamento no lugar de sua irmã gêmea, porém, o Grande Rei de Elfhame conhecia sua esposa bem demais para ser enganado. Jude se sentia traída por Cardan, que a exilou, porém, o Rei parecia feliz com o seu retorno, mas eles não tiveram muito tempo.

Para salvar "Taryn", o outrora general do Grande Rei, Madoc, invade o palácio e sequestra a filha, para que ela não fosse machucada. Agora, Jude está entre seus inimigos, que preparam uma guerra sem precedentes para tirar a Coroa de Cardan e, consequentemente, a dela. A mortal precisa descobrir o máximo possível de seus planos, antes de se descoberta, e encontrar uma forma de ter Cardan novamente ao seu lado. Ela só não tem certeza se será pelo amor, ou se terá que fazer um acordo com o Rei novamente.

Não é sempre que um livro consegue me levar pela madrugada pela avidez de ser terminado. Esperar tanto tempo para ler um livro, e terminá-lo em algumas horas, pode ter tanto gratificante, quanto frustrante. Amei com todo o meu coração "O Príncipe Cruel" e "O Rei Perverso", mas não existem palavras no mundo mortal que consigam definir a magia que foi ler "A Rainha do Nada".

Os sentimentos de Jude nunca foram tão expostos quanto nesse livro: sua vulnerabilidade, o amor que ela tentou esconder por tanto tempo, o desejo de ter esse sentimento correspondido e a sua mágoa por ter sido traída de forma tão brutal. Cardan está a todo momento exposto em seus sentimentos, em suas ações, e, por consequência, em nossas maiores esperanças.

O primeiro reencontro de Cardan e Jude é rápido, mas nos dá boas pistas do que realmente pode ter acontecido. Para quem comprou o livro na pré-venda com brindes, deve ter ficado na dúvida, tanto quanto eu, de qual seria o momento certo de ler as cartas de Cardan para Jude, quando essa leitura não seria uma spoiler irremediável, porém, quando as mesmas são citadas no livro é impossível não parar a leitura e descobrir a exatamente a quais mensagens o Rei se refere.

A leitura das cartas foi exatamente o que eu precisava para seguir em frente com o livro sem conseguir parar até a última página. O quanto eu torci para que Holly Black, que destruiu o meu coração no final de "O Rei Perverso" trouxesse um sopro de esperança para dois personagens tão fantásticos e apaixonantes.

Cardan nunca foi uma criança amada, nunca foi um príncipe realmente querido e se tornou um Rei fantoche durante um tempo. Essas são peças que poderiam formar um quebra-cabeça totalmente destruído, fadado ao fracasso, ou a destruição de todo o Reino. A autora deixou bem claro, inclusive está na contracapa, que ele seria a destruição e a ruína, nos deixando tensos a todo o momento, nos fazendo torcer, chorar e orar, para qualquer Deus feérico, que o final fosse diferente que o dá profecia feita ao nascimento do príncipe.

Esse livro é capaz de nos impactar de formas intensas. Holly Black não economizou em formas de nos surpreender, inserir na sua narrativa momentos aparentemente irremediáveis, traições que nunca imaginaríamos, além de aliados improváveis. Porém, o mais marcante, com toda a certeza, é o quanto Jude teve que enfrentar as suas fraquezas e dúvidas e o quanto Cardan se mostrou forte e capaz, muito ao contrário do que vimos nos livros anteriores. Foi gratificante, emocionante e impossível de segurar as lágrimas.

Não estou pronta para aceitar que não terei mais Jude e Cardan em minha vida (apesar de querer muito saber mais sobre a história de Cardan em "How the King of Elfhame Learned To Hate Stories"), mas "A Rainha do Nada" é uma narrativa que não vai deixar tão cedo o meu coração. Esse livro me levou por histórias incríveis pelo Reino das Fadas e trouxe um final que nem nos meus mais profundos sonhos poderia ter sido melhor.

 

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Desde o primeiro livro amei Jude e Cardan. Mesmo com o príncipe sendo tão mimado, egoísta e cruel, não era possível deixar de notar sua fragilidade, e suas formas, mesmo que deturpadas, de proteger a protagonista.

Claro que fiquei chocada com o final de "O Rei Perverso", mas nunca deixei de ter esperanças de que tudo aquilo, aquela traição tão amarga, fosse uma forma de proteger Jude. Não poderia ter ficado mais feliz em estar certa.

A relação deles nesse livro foi tudo o que eu sonhei para eles e muito, muito, muito mais.

Estou impactada em terminar esse livro, com tantas reviravoltas, tantos momentos que fizeram meu coração parar (sem saber se terminaria o livro em prantos), e chegar à última página chorando de felicidade, vendo Cardan e Jude juntos, como Rei e Rainha, sendo bons para seu Reino, e, principalmente, um para o outro.

Quanta paixão, quanto amor reprimido espelhado nessas páginas, só poderia me deixar maravilhada, surpreendida e muito feliz com o desfecho.

Conhecendo Jude, fiquei muito apreensiva quando Cardan estava amaldiçoado e ela poderia tê-lo ao seu lado, sob o seu domínio para sempre. Mas, ao invés do Rei, ela teria em sua vida a serpente em que ele havia se transformado, sem nunca o libertar realmente daquele destino.

Holly Black conseguiu me fazer derramar lágrimas de antecipação, só imaginando que eu terminaria o livro sofrendo, que Cardan morreria, ou viveria para sempre naquele estado amaldiçoado, que talvez Jude morreria com ele...

Mas, é tão maravilhoso quando o pessimismo não é recompensado. Quase não consegui dormir só pensando nessa história e o quanto foi incrível passar essas horas descobrindo o seu final.

Agora, só queria ter lido mais devagar, para que o livro ainda não tivesse chegado ao seu fim, mas isso seria tão impossível quanto tentar tirar Jude e Cardan do meu coração... até parece uma magia do Reino das Fadas.

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O Visconde Que Me Amava

| 21 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Livro anterior: O Duque e Eu

Anthony Bridgerton não se achava digno de ocupar o lugar de seu pai como chefe da família, porém, devido ao seu amor por ele, sua mãe e seus irmãos, faria o melhor possível em seu lugar, mesmo que se casar fosse um requisito. Um herdeiro era imprescindível para continuar o legado da família Bridgerton, portanto, qualquer mulher serviria para esse papel. Suas únicas exigências seriam que ela fosse educada, tivesse o mínimo de inteligência e que nunca, em hipótese alguma, o amor estivesse envolvido.

Seu plano era infalível. A grande promessa da temporada, a jovem Edwina Sheffield, era perfeita para o papel, e, após conhecê-la, tinha certeza que não haveria amor em seu casamento. Não que ele não acreditasse no sentimento, seus pais haviam sido o casal mais apaixonado que ele já conhecera, porém um segredo, um medo profundo, o fazia fugir desse lindo sentimento.

O visconde só não contava em ter que agradar a irmã de Edwina, Kate. Uma mulher muito mais impetuosa e arredia do que a doce irmã. Uma dama que lhe tirava do sério a todo momento. Enquanto estava acordado, eles discutiam, enquanto ele dormia, seus sonhos eram terríveis, perturbadores, como se ele desejasse, quisesse aquela mulher em sua cama e em sua vida...

Será que é possível se apaixonar ainda mais por uma autora? Julia Quinn tem atrapalhado a minha vida. Comprar todos os e-books da série "Os Bridgertons" em uma promoção não está me deixando comer, dormir, trabalhar... kkkkk. Mas, quem se importa? Conhecer esses irmãos está fazendo meu coração quase explodir de tanto amor.

No livro "O Duque e Eu" conhecemos o Anthony superprotetor, chefe de família e avesso a casamentos. Agora, conhecemos o Anthony filho, alguém que amava e se orgulhava do pai como ninguém. Alguém que, ao perder a maior referência em sua vida, não poderia ter mais nada em mente, a não ser que um dia teria o mesmo fim.

Ver suas fraquezas escancaradas foi terrível, mas, ao mesmo tempo, um fator muito importante para o desenrolar da história. Um homem adulto, responsável pela sua família, mas que ainda possuía dentro de si aquele menino assustado que sentia falta do pai, que precisava de alguém que entrasse em sua vida, balançasse o seu mundo, o fizesse ter uma nova perspectiva para seu futuro. E quem seria melhor do que uma mulher tão impertinente e apaixonada pela vida quanto Kate?

Por mais que Kate também tivesse seus traumas, e os escondesse do mundo, ela não sabia onde eles haviam surgido, portanto, era mais complicado lutar contra eles. Ter Anthony ao seu lado, além de fazê-la passar pelos seus temores de forma menos triste, ou sozinha, faria com que ela finalmente encontrasse os pontos que faltavam para que ela seguisse em frente plena e feliz.

Para Anthony superar seus traumas ou medos não seria tão simples, aquilo estava enraizado dentro dele há muito tempo. Não se apaixonar era a chave para não sucumbir ao medo, para continuar aceitando o seu destino. Mas Kate era dona de seus pensamentos, de seus sonhos e, quando o inevitável acontece, ele também teria que superar tudo o que o afligia, ou se resignar a uma vida de dor, angustia e sofrimento.

"O visconde que me amava" é um romance de época perfeito em todos os sentidos. Agora eu entendo completamente porque a família Bridgerton é tão querida entre tantos leitores, e olhe que eu estou apenas no segundo livro (devo confessar, estou morrendo para chegar logo na narrativa de Colin rsrs). Assim como Daphne e Simon, Kate e Anthony me prenderam a cada página e eu não consegui deixá-los, nem mesmo antes dos agradecimentos da nossa querida Julia Quinn.

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