Pudim

| 14 maio 2024 | Nenhum comentário:


Autora: Julie Murphy
Editora: Valentina
Livro anterior: Dumplin’
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Sinopse: Desde a infância, Millie Michalchuk sempre passava as férias de verão em um spa para perder peso. Mas não este ano. Porque agora ela planeja realizar seu sonho secreto – e finalmente beijar o crush. Quando as circunstâncias a forçam a conviver ao longo de um semestre com Callie Reyes, beldade que está sendo cotada para se tornar a próxima capitã da equipe de dança, todos se surpreendem - principalmente elas. Afinal, as duas talvez tenham bem mais em comum do que jamais poderiam imaginar. Uma história sobre amizades inesperadas, improváveis paixonites agudas, empoderamento feminino plus size e redefinição da palavra "gorda”.

***

Depois de entendermos em Dumplin’, de forma maravilhosa, que todo corpo é um corpo perfeito quando você se aceita, é hora de lutar por mais.

Agora não basta apenas se aceitar, também é preciso fazer com que todos te aceitem como você realmente é: "Não quebre as regras. Mude as regras!"

Millie, como qualquer outra estudante, sonha com o futuro, no seu caso, ser uma jornalista e ficar na frente das câmeras. Além disso, ela sonha em se declarar para o seu colega e melhor amigo virtual, porque suas interações presenciais deixam a desejar.

Quando a loja de seu tio, onde ela trabalha, é vandalizada, ela reconhece o colar de deixado na cena do crime e denuncia a autora do ato. 

Diferente de Millie, Callie é popular, magra, faz parte da equipe de dança da escola e tem um namorado incrível. Sua vida poderia ser considerada perfeita, mas ela iria aprender, pagando pelos seus erros, que faltava algo de suma importância, algo além da popularidade ou aparências.

Sou completamente apaixonada por Dumplin', então, não poderia estar mais do que ansiosa para finalmente começar essa sequência. É impossível não se identificar com o primeiro livro. Sendo gorda, magra, alta ou baixa, todos temos os nossos complexos, medos e inseguranças com o corpo. Então chega Willowdean para nos ensinar que podemos ser o que quisermos, estar onde desejarmos e nos aceitar.

Millie não poderia ser diferente. Assim como Willowdean, ela também sofre com uma mãe que não aceita o seu corpo, que acha que a filha só terá sucesso quando finalmente perder peso, sendo que a menina já se aceita, gosta de si mesma, e só quer que o mundo faça o mesmo.

Sua amizade com Callie é realmente o coração do livro. Duas pessoas completamente diferentes, não só com corpos diferentes, mas que veem o mundo cada uma a sua maneira.

Callie cometeu um grande erro no primeiro livro, o que fez que nós a odiássemos, mas foi incrível também poder ver o mundo pelos olhos da personagem. Apesar da sua aparência "perfeita", ela não é menos insegura do que Millie.

Ter que sair da sua equipe de dança, deixar de ser popular e perder o namorado destruiu todo o mundo que ela conhecia. Só um grupo de desajustadas, que conhecemos muito bem, poderia consertar uma cabeça que ainda não havia aprendido o que realmente importa nessa vida.

A garota foi quase como um projeto de Millie, alguém que ela queria ajudar a todo o custo. Fosse por sua bondade, ou pela culpa de tê-la denunciado, essa amizade contribuiu muito para ambas.

Millie precisava ter mais confiança para alcançar seus objetivos. Callie precisava ver que a vida ia muito além de aparência e popularidade. Ambas cresceram e mostraram para o mundo que elas podiam ser muito mais do que as pessoas esperavam delas.

Amo os livros da Julie Murphy, as mensagens que eles nos passam, e por trazerem protagonistas tão reais, tão "imperfeitas", como cada um de nós.

A questão em "Pudim" não é mudar para que o mundo nos aceite, mas nos aceitar e fazer com que o mundo faça o mesmo. Todos podemos evoluir, mas as pessoas devem nos aceitar, e respeitar, exatamente como somos. Millie lutou por isso, e nunca fiquei tão orgulhosa de uma personagem do que quando terminei esse livro. 

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Um tom mais escuro de magia

| 05 maio 2024 | Nenhum comentário:


Autora: V. E. Schwab
Editora: Galera Record
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Sinopse: Kell é um dos últimos Antari — magos com a habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica: Londres.

Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde a vida e a magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca, lugar onde se luta para controlar uma magia perigosa e irrefreável, que drena a cidade até os ossos.

E era uma vez... a Londres Preta. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell trabalha como embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extraoficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto.

Durante uma fuga para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina.

Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

***

Houve um tempo em que as quatro Londres interagiam entre si, a magia pulsava entre elas e as pessoas com poderes podiam transitar entre os mundos, até que tudo mudou.

Uma magia perversa tomou conta da Londres Preta, fazendo com que as demais se fechassem para ela e tudo o que fosse desse mundo erradicado.

Agora, a Londres Cinza havia se esquecido da magia, a Londres Branca é uma cidade pálida, onde apenas o vermelho do sangue é visto na luta constante pela sobrevivência. Apenas a Londres Vermelha prosperou e criou um mundo repleto de magia e de paz para os seus habitantes.

Com as cidades fechadas, apenas aqueles que nasciam com um tipo especial de magia podiam abrir as portas entre elas. Cada vez mais raros, Kell era o único Antari da Londres Vermelha, o único responsável por levar as mensagens de seus soberanos para os Reis das outras Londres, mas ele não era o único. 

Holland era o Antari da Londres Branca, mas alguém desse lugar só poderia ser frio e assustador, além de nunca deixar claro quais eram as suas verdadeiras intensões.

Até aqui já temos uma narrativa fantástica para nos prender por essas páginas, mas a autora, V. E. Schwab, também coloca em evidência uma simples ladra da Londres Cinza. Alguém sem família, sem poderes, que tinha como única habilidade roubar, mas que possuía em seu coração o sonho de viver uma grande aventura.

Quando uma relíquia da Londres Preta surge nas mãos de Kell, aquilo poderia destruir completamente todas as outras Londres e criar algo maligno como nunca antes visto. O Antari Vermelho sabia o que precisava ser feito, mas o poder da pedra era forte demais para que ele pudesse controlar sozinho. 

Talvez ter ao seu lado Lila, mesmo sem poderes, sem magia, pudesse ser tudo o que ele precisava para chegar ao fim de sua jornada, e salvar todos os mundos.

O que eu posso dizer? Esse é exatamente o meu tipo de livro! 

Muita magia, poderes especiais, lugares fantásticos, reis, rainhas, príncipes, mundos interligados... e um romance para arrematar tudo em uma narrativa que me prendeu as páginas até o final. 

Estou completamente apaixonada pelos protagonistas.

Kell nasceu na melhor das Cidades, era filho adotivo do Rei e da Rainha e tinha o príncipe como um verdadeiro irmão, mas algo o incomodava. Ele não tinha nenhuma lembrança da sua verdadeira família, devido a uma feitiço para esse fim, e não conseguia sentir que realmente pertencia àquele lugar.

Trazer bugigangas de outras Londres, apesar de ser proibido, era o único momento em que ele sentia um pouco de paz.

Falando de Lila, a menina passava a vida sobrevivendo. Roubando para viver a cada dia, apenas com o sonho de entrar em um barco e partir em uma aventura. Para alguém nascida em uma Cidade que esqueceu completamente a existência da magia, visitar outras Londres ao lado de um Antari, e carregando uma pedra que poderia tanto criar o que ela quisesse, quanto destruir o mundo, seria uma aventura que ela não imaginaria nem em seus maiores sonhos.

A autora não poderia ter desenvolvido de forma melhor essa relação. No começo eu fiquei um pouco receosa de como ela colocaria os dois lado a lado para desenvolver a história, afinal de contas ele era um Antari, e ela apenas uma ladra da Londres Cinza, mas Lila consegue ser uma personagem que se destaca, que não desiste do que ela quer, mesmo que tenha que barganhar com alguém infinitamente mais forte do que ela.

Apesar de não ter magia, ela possuía uma força que o Antari realmente precisava naquele momento, uma força para conseguir realizar a missão mais perigosa, importante (e talvez a última) de sua existência.

Se tem um livro para ter grandes reviravoltas e cenas surpreendentes, é "Um tom mais escuro de magia". Perdi as contas de quantas vezes me surpreendi, de quantas vezes prometi que aquele seria o último capítulo, sem nunca conseguir parar de ler.

Esse é literalmente um daqueles livros que você pensa "Ok, agora não dá mais para piorar", e a autora consegue colocar os personagens em situações dez vezes piores, e nós lemos pensando que não tem mais jeito e o final será banhado em lágrimas.

Mas a autora não só termina o livro, mas termina muito bem, eu fiquei até chocada, sabendo que é uma trilogia. O final é incrível, de tirar o fôlego, porém, apesar de deixar pontas soltas, não é como o final de outros primeiros livros. Temos realmente um final bem fechado, que não me deixa totalmente desesperada para ler o próximo, o que é algo bom.

Não que eu vá deixar de ler o próximo, porque com um primeiro livro tão incrível como esse, não consigo sequer começar a imaginar o quão fantástico será ler os próximos livros.

Estou completamente apaixonada por "Um tom mais escuro de magia"! Amo literatura fantástica, é o meu gênero preferido, e esse livro vai entrar no meu TOP 10, talvez até no meu TOP 5, porque V. E. Schawab criou um mundo (ou mundos) que tirou completamente o meu chão e me fez mergulhar em uma história como eu não fazia há muito tempo.

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A Caminho do altar

| 20 fevereiro 2024 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

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Livros anteriores: O duque e eu | O visconde que me amava | Um perfeito cavalheiro | Os segredos de Colin Bridgerton | Para Sir Phillip, com amor | O conde enfeitiçado | Um beijo inesquecível

Sinopse: Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.

O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.

Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?

A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

***

Gregory cresceu acreditando no amor. Apesar de ser muito novo quando o pai morreu, ele sabia o quanto os pais tinham sido felizes em seu matrimônio, e seus sete irmãos casados também provavam que o amor existia, e que um casamento poderia ser muito feliz.

Enquanto aproveitava a vida, Gregory sabia que um dia sua hora chegaria: seu grande amor surgiria a sua frente e ele não teria nenhuma dúvida de que aquela seria a dona de seu coração, de seus pensamentos e de todos os seus dias. É exatamente o que acontece quando ele conhece Hermione Watson.

O Bridgerton tinha certeza de que ela era a mulher de sua vida, que eles deveriam se casar, porém, havia um pequeno detalhe... a moça estava apaixonada por outro homem!

A melhor amiga dela, Lucy, não achava que o atual pretendente de Hermione fosse alguém digno, portanto, mesmo não tendo um título, Gregory era uma opção “não tão ruim”, e ela decidiu ajudá-lo em sua empreitada de conquistar a senhorita Watson.

Mas, o que Gregory e Lucy jamais imaginariam, é que essa união faria com que os dois se conhecessem intimamente e gostassem um do outro, como todo o amor verdadeiro deve ser. Tudo seria perfeito, se Lucy não estivesse noiva de outro homem...

Para fechar a sua história com chave de outro, Julia Quinn nos brinda com uma narrativa empolgante no último livro da série "Os Bridgertons". Acho que nunca li uma série tão rápido em toda a minha vida (apesar de ainda ter um livro especial entre os oito), porém, estar com essa família foi arrebatador. Conhecer seus dilemas, cada personagem com suas características pessoais muito bem definidas e seus dramas tão diferentes uns dos outros, foi impossível não me apegar e me apaixonar por cada livro.

O último Bridgerton solteiro não é nem um pouco avesso a casamentos e pode se jogar de cabeça em uma paixão... mesmo que essa paixão à primeira vista seja pela nuca de sua amada. É impossível não se divertir com as tentativas de Gregory de conquistar a noiva errada e não sofrer com o seu desespero em conquistar a noiva certa.

Apesar de terem feito suas próprias loucuras, nenhum outro Bridgerton foi tão audacioso perante uma sociedade tão cheia de julgamentos, tentando de todas as maneiras ficar com o seu amor. O primeiro capítulo já deixa bem claro que o filho de Violet está disposto a tudo para ter o seu final feliz, mesmo que isso signifique ir até as últimas consequências.

Lucy está noiva desde que se entende por gente. Apesar de não ter visto o noivo muitas vezes em sua vida, sabia que só precisava chegar à idade necessária para que o casamento acontecesse. Ela nunca questionou seu noivado, sempre aceitou a decisão de tio sem questionamentos, isso até conhecer o homem que realmente balançaria o seu coração.

Gregory faria de tudo para ter Lucy como sua esposa, porém, a menina teria em suas mãos uma decisão que poderia destruir a sua família, ou salvar a sua reputação: seguir o seu coração, ou honrar um acordo feito há muito tempo.

Amei conhecer a personalidade impulsiva de Gregory, sua paixão e o quanto alguém que sempre teve tudo poderia lutar por aquilo que era certo. Também amei conhecer Lucy, sua mente afiada e seu amor pela família e pelo dever. 

"A Caminho do Altar" é um final que me deixa de coração partido. Não ficaria triste se a família Bridgerton tivesse outros filhos e eu pudesse continuar acompanhando as suas aventuras românticas por mais tempo. Passei por momentos muito especiais com esses oito incríveis filhos e sua matriarca, que ficarão para sempre em meu coração.

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Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes

| 14 novembro 2023 | Nenhum comentário:

Sabe, tudo o que um leitor deseja quando vai ao cinema ver a adaptação de um livro incrível é que ele seja fiel a obra original. A trilogia que conta a história da nossa querida Katniss fez isso muito bem, mas, a adaptação da jornada do jovem Snow, é de se tirar o chapéu.

Queremos fidelidade? Sim! Então, quando o filme já inicia mostrando o título das partes que a autora usa para criar uma separação no próprio livro... é impossível não ficar eufórica pelo o que virá a seguir. 

Particularmente, eu não conhecia o trabalho do ator Tom Blyth, então, encontrá-lo pela primeira vez arrasando como o jovem Coriolanus, foi um primeiro encontro triunfal.

Temos aqui um personagem muito complexo de se interpretar. O início de um grande vilão, alguém que aprendemos a odiar em outros livros e filmes e que agora se torna o protagonista e tem o papel de cativar, mesmo quem já conhece o seu destino.

Não tem como não se envolver com ele e seu relacionamento com Lucy Gray. Por mais que um filme tenha bem menos tempo que o livro, principalmente se tratando de um livro tão extenso, a forma como o relacionamento deles foi construída está impecável. 

Você leu o livro, você sabe o que vai acontecer, mesmo assim torce para que duas pessoas que já sofreram tanto possam ter um final feliz. Poderia ser um relacionamento lindo. Poderia ser uma história de amor... mas nós sabemos que não é o caso.

Agora, não posso falar sobre esse filme e não comentar sobre outro acerto que foi convocar Rachel Zegler para assumir o papel da garota do Distrito 12.

Além de ser uma atriz incrível, o que é aquela voz? Estou até agora impactada com tamanho talento!

A música faz parte da vida da personagem, da sua personalidade, da forma como ela se expressa. Claro que acompanhar as músicas no livro é interessante, pois cada letra ajuda a compor a história, mas poder finalmente ver as músicas ganhando vida, sendo apresentadas com tamanha paixão, é indescritível. 

Um filme nunca supera o seu livro, mas, se tratando desse ponto em particular, na hora de interpretar cada canção só realmente um filme para causar tanto impacto.

"Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes" é um filme arrasador! Eu terminei o livro arrasada... terminei o filme arrasada... mas essa era a intenção da autora, certo? Somente aqueles que nunca tiveram contato com a trilogia original podem torcer por um final feliz. Sabemos quem Snow vai se tornar, agora sabemos o que o fez chegar a tal ponto.

Pode ser só um filme, mas não tem como não deixar a sala de cinema tão abalada quanto ao terminar de ler o livro. 
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A cantiga dos pássaros e das serpentes

| | Nenhum comentário:


Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
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Sinopse: É a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. A sorte não está a favor dele. A ele foi dada a tarefa humilhante de mentorar a garota tributo do Distrito 12, o pior dos piores. Os destinos dos dois estão agora interligados – toda escolha que Coriolanus fizer pode significar sucesso ou fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo... e deverá pesar a necessidade de seguir as regras e o desejo de sobreviver custe o que custar.

"Jogos Vorazes" é uma trilogia incrível, uma das minhas favoritas, mas isso não significa que sejam livros fáceis de se ler. Se você pegar esses livros e não ficar chocado, não sofrer incondicionalmente por cada jovem morto na arena, há algo de errado com você.

E essa questão consegue ser ainda pior nesse livro.

Por incrível que pareça, os primórdios dos Jogos Vorazes são ainda mais cruéis. Nos jogos que conhecemos, antes de serem atirados na arena para lutarem uns contra os outros, os tributos são tratados como celebridades, muitos deles se voluntariando para tentar alcançar a maior glória de suas vidas (o que não foi o caso de Katniss, é claro), mas na décima edição, os tributos não são nada além de animais selvagens para os idealizadores dos jogos, sendo tratadores da forma mais desumana que existe, sendo sequer alimentados.

É como se em "Jogos Vorazes" tudo fosse um sonho de banquetes e lindos vestidos, até sermos jogados na realidade. Em "A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes" não existe sonho, apenas o mundo apocalíptico e cruel de uma guerra que não deixou nenhum real vencedor, apenas sofredores de todos os lados.

Após dizer isso, posso finalmente começar a falar de Coriolanus Snow. Como conhecer o passado de alguém que você já aprendeu a odiar sem começar o livro com todos os preconceitos possíveis?

Snow é o vilão?

Sim, com certeza. Mas é impossível estar dentro de sua mente e não compreender as suas motivações. 

Pense em um vilão que foi uma criança em meio a guerra. Perdeu o pai, sua família desmoronou, e toda a fortuna e prestígio que ele conhecia foram soterradas por bombas, fome e medo.

Os "Jogos Vorazes" são a pior invenção da humanidade, mas ele realmente acredita que os jogos podem evitar algo pior. Ele viveu esse momento pior, ele sentiu na pele, viu mortes e quase foi uma vítima.

É possível entender que uma criança torturada dessa forma poderia crescer e se tornar um adulto com crenças totalmente deturpadas, alguém que realmente acreditava que jogar crianças em uma arena para fazê-las lutar até a morte fosse a única barreira entre a paz e o caos total de uma guerra.

Claro que a infância de Snow não é a única justificativa para os seus atos. Ele é claramente ambicioso e durante o livro vemos os primeiros passos de um homem que faz qualquer coisa para alcançar os seus objetivos.

Ter Lucy Gray em sua vida, a tributo do Distrito 12 do qual ele era mentor, poderia ter sido sua salvação, sua redenção, mas para isso seria necessário que Coriolanus tivesse a real capacidade de colocar outras pessoas em primeiro lugar, além de si mesmo, o que não fazia parte da sua índole.

Nós conhecemos bem o fim que ele terá, mas conhecer o seu início foi sufocante, triste e cruel.

Suzanne Collins sabe bem como fazer o seu leitor sofrer, e aqui foi de uma forma especial. Como ter esperança, em algum momento do livro, se sabemos muito bem quem aquele garoto se tornará e quantas pessoas ele fará sofrer?

Claro que "A Cantiga dos Pássaros das Serpentes" é um livro maravilhoso, indispensável para os fãs da trilogia original, mas saiba que você vai ler esse livro com o coração apertado, do começo ao fim. 

"Snow cai como a neve, sempre por cima de tudo"

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Mais lindo que a lua – Irmãs Lyndon livro 1

| 06 junho 2022 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Corra para ler: Amazon, Submarino

Você acredita em amor à primeira vista? Acredita em segundas chances para o amor? É disso que se trata a linda história de Robert e Victoria, no primeiro livro da duologia "Irmãs Lyndon".

Robert precisou de apenas alguns segundos de seus olhos em Victoria para sentir em seu coração que ela era a mulher da sua vida, aquela com quem ele gostaria de passar cada segundo. Conversar com ela lhe deu a certeza de que juntos eles seriam muitos felizes.

Victoria jamais acreditaria que um conde se casaria com a filha de um vigário, mas Robert conseguiu ganhar sua confiança, e o seu coração, com o seu jeito honesto e toda a paixão que ele demonstrava por ela.

Por conta da oposição de seus pais, eles decidem fugir juntos para se casarem, mas, tanto o pai de Robert, quanto o de Victoria, cuidaram para que eles se desencontrassem e guardassem aquele ressentimento por muito tempo, por exatamente sete anos, até que eles se reencontrassem, em situações completamente diferentes, mas com aquele amor ainda tentando viver a sua história...

Que narrativa mais linda que a lua, que o sol, ou qualquer outra coisa que possa existir no universo. Julia Quinn é a mestra dos suspiros e das paixões e consegue nos fazer amar seus personagens a cada livro.

Victoria e Robert poderiam ter vivido muitos e muitos anos juntos e felizes, mas, sem esse desencontro, e toda a amargura que surgiu entre eles, infelizmente não teríamos uma história (rsrs), mas é angustiante vê-los juntos, depois de tanto tempo, sabendo que nenhum deles fez nada de errado e não conheciam a verdade.

Mas, mesmo com toda a mágoa, o amor, o desejo e a paixão eram tão fortes, tão intensos, que só depois de se reencontrarem, mesmo sem nada resolvido, que eles voltaram realmente a respirar. Deixaram de simplesmente de se arrastarem pela vida e começarem a viver, apenas pela presença do outro novamente em suas vidas.

Robert queria se vingar por achar que ela o tinha abandonado. Fazer dela sua amante seria perfeito. Ele destruiria sua honra e dormiria com ela, como desejou por tanto tempo. Aquele poderia ser um ótimo plano, se o seu coração não o impelisse a cuidar dela e fazê-la feliz.

Quando Robert descobre a verdade, tudo o que ele mais quer é se casar com Victoria, para que eles possam finalmente começar as suas vidas, momento em que a protagonista também está transbordando de mágoas e com medo de abrir novamente o coração.

Imagine quanta frustração! Um homem perfeito, protetor, o grande amor da sua vida, correr atrás de dela e Victoria tentar fugir com todas as suas forças, mesmo sabendo o quanto aquele homem sempre foi importante para o seu coração.

Mas não nego que ver Robert lutando com todas as suas forças, envolvendo comida, aquecimentos corporais, altamente necessários, e até um sequestro, não tenham sido fantásticos de se ler.

"Mais lindo que a lua" é um romance realmente lindo de se ler. Duvido alguém terminar esse livro sem acreditar que amor à primeira vista realmente exista, e que esse amor pode superar qualquer adversidade e durar por toda uma vida.

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