Para Sir Phillip, com amor

| 24 fevereiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar:  Amazon, Submarino, Americanas
Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro | Os Segredos de Colin Bridgerton

Eloise, após recusar seis pedidos de casamento, estava satisfeita em saber que seria uma solteirona ao lado de sua melhor amiga, Penélope Featherington. O que ela jamais imaginaria era que alguém que nunca foi cortejada, como Penélope, se casaria, muito menos com um dos seus irmãos menos propenso ao casamento.

Agora, a quinta filha da família Bridgerton estava repensando se fizera as escolhas corretas. Ela não era contra a ideia do casamento, mas queria o mesmo amor, cumplicidade e carinho que os irmãos haviam encontrado. Mas logo Eloise descobriria que os grandes bailes de Londres não lhe trariam aquele que ela buscava.

Após escrever uma carta de condolências para o viúvo Sir Phillip, marido de uma prima distante, uma resposta levaria a outra carta, e mais outra, até que o mesmo lhe fizesse uma proposta inusitada: que Eloise viesse visitá-lo para que pudessem se conhecer e, se gostassem da companhia um do outro, pudessem pensar em casamento.

Eloise, desesperada com o rumo que a sua vida estava tomando, foge de casa para encontrar o homem que a encantava por cartas. Sir Phillip queria uma mulher que fosse feliz e fosse uma mãe ideal para os seus filhos. Mal eles sabiam que o gênio forte de Eloise e o jeito quieto e distante de Phillip os fariam duas pessoas tão diferentes. Mas, como dizem, os opostos se atraem...

Achei o quinto livro da série "Os Bridgertons" o mais diferente até agora. Eloise está sem rumo, desgostosa com a própria vida, e aproveita uma oportunidade para dar uma guinada, seja para que lado fosse. Por outro lado, Phillip só queria uma mulher que cuidasse de seus filhos. Por mais que ele os amasse incondicionalmente, ele não conseguia ser um pai, seja no sentido de dar carinho ou educar. E para isso ele precisava de alguém, e uma esposa poderia preencher esse requisito.

Nenhum dos dois, a princípio, tinha a ideia do casamento como ponto chave para aquele encontro. Eloise estava fugindo de uma vida em que ela não sabia mais o que queria. Phillip só queria uma mulher que suprisse o lugar que a sua viúva havia deixado, apesar dela nunca ter ocupado o lugar de fato.

Quando eles encontram ao seu lado alguém tão diferente, tão distante do que eles imaginavam, conflitos surgiriam naquela relação que teve seu início de forma tão errada.

Claro que os irmãos da família Bridgerton não permitiriam que a irmã, após passar dias sem uma acompanhante, na casa de um homem, tivesse sua reputação manchada. Para Phillip, se casar com Eloise não seria apenas uma obrigação como cavalheiro, mas finalmente conseguir o que ele queria, e precisava, para os filhos.

Para Eloise era estranho ter alguém mandando em sua vida, principalmente se tratando de um ponto tão importante. Se ela não aprendesse a gostar de Phillip, a amar o seu marido, poderia ser infeliz para o resto da vida, e tudo o que Phillip não queria era outra mulher infeliz em sua vida.

Os filhos de Sir Phillip são um deleite. Duas crianças espertas, atrevidas, mas muito, muito arteiras. Com uma mãe que nunca realmente lhes deu amor e um pai ausente, eles usavam toda a rebeldia que podiam, todas as brigas, pirraças e tramoias para chamar a atenção, para tentar conquistar um pouco de amor.

Eloise tem que enfrentar poucas e boas para conquistar as crianças, mas, nada como uma filha da família Bridgerton para saber exatamente como lidar com crianças arteiras. Ela tem muitos irmãos e sobrinhos para ter experiência o suficiente no assunto.

É lindo como o amor acontece nesse livro. Duas pessoas com personalidades tão diferentes, com perspectivas de vida distintas, mas que aprenderiam com outra pessoa que a vida pode ser muito diferente do que eles imaginavam ou almejavam, que pode ser diferente, mas muito melhor, só é necessário abrir o coração e alcançar a felicidade.

"Para Sir Phillip, com amor" é engraçado e encantador. Impossível não rir com crianças tão espertas, com irmãos superprotetores e não se emocionar com essa nova família entendendo o que é o amor e como a felicidade pode ser encontrada, mesmo após um período de tanta escuridão.

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Valiant

| 03 fevereiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Laurann Dohner
Editora: Universo dos Livros
Adquira o seu exemplar: Americanas, Submarino, Amazon
Livros anteriores: Fury | Slade

Talvez Valiant não seja o Nova Espécie tão feroz e animal que parecia ser no livro anterior. Talvez, sua aversão aos humanos pudesse ser superada, assim que uma pequena humana cruzasse o seu caminho e tomasse para si o seu coração.

No segundo livro da série "Novas Espécies", temos uma primeira visão, talvez um pouco assustadora, do protagonista desse livro. Valiant não é amistoso com humanos, ou mesmo com aqueles de sua própria espécie, a quem ele também assusta devido a sua força quase incomparável. Quando Tammy invade, sem querer, o seu território, e ele sente o cheiro daquela que seria a sua parceira, nada, nem ninguém, a tiraria de seus braços.

Apenas a própria Tammy poderia começar a ensinar a Valiant sentimentos importantes como amor, respeito e que nem todos os humanos precisavam ser temidos e que também deveriam ser ajudados.

A autora, Laurann Dohner, é fantástica ao criar protagonistas tão poderosos de se ler. Cada um dos Novas Espécies têm os seus traumas da época em que viviam trancafiados, sem nenhuma liberdade, sofrendo torturas sem precedentes. Dessa forma, cada um deles estava disposto a passar por cima, de quem quer que fosse, para encontrar a sua felicidade.

Nesse caso, só uma mulher que realmente lhes desse amor, lhes ensinasse como conviver nesse mundo, ainda tão hostil para eles, conseguiria refrear tamanho desejo de dominação da própria vida, incluindo todos aqueles ao seu redor.

Valiant, por ser o Nova Espécie com características mais animais apresentado até agora, foi o que menos demorou para ceder aos seus instintos. Os protagonistas dos dois primeiros livros conseguiram resistir por algum tempo, sabendo o quanto qualquer tipo de relação com uma humana seria errada, ou perigosa, porém, para alguém como Valiant, que não conhece a palavra cautela, ele simplesmente encontrou a sua parceira e resolveu tomá-la para si.

Essa é uma parte intensa e polêmica da história. O começo do relacionamento deles é algo realmente forçado da parte de Valiant. Por mais que Tammy também tenha se apaixonado, seus sentimentos levaram muito mais tempo do que os do protagonista masculino para aparecerem.

Sua interação inicial não foi romântica de ser ler, muito pelo contrário. Por mais que tenha tinha seduzida pelo seu algoz, não podemos deixar de perceber o quanto o começo do seu relacionamento foi baseado puramente na submissão que ele exercia devido ao seu tamanho e força física.

Porém, quando o coração de Tammy é tocado por aquele homem que faria de tudo para protegê-la, quando ele começa a deixar de lado suas necessidades, suas escolhas e vontades para finalmente fazer feliz quem estava ao seu lado, começamos a entrar na história de amor, mesmo que quente e arrebatadora, que tanto esperávamos.

"Valiant" é um livro em que, mais do que nunca, os grupos de ódio contra as Novas Espécies mostram suas garras e finalmente um facho de esperança surge para aqueles que já sofreram tanto em suas vidas. Eles são intensos, e poderosos, mas também podem amar e proteger o ser amado como nenhum outro humano conseguiria.

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A prometida

| 28 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
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Apesar de Hollis imaginar que ela seria apenas mais uma na longa lista de atenções do Rei Jameson, ela também tinha uma pequena esperança de ser aquela que realmente balançaria o seu coração. Ser Rainha não estava em seus planos, mas, quando o Rei deixa bem claro que isso está nos dele, tudo deveria ser perfeito, não é?

A não ser que um plebeu de um Reino vizinho surgisse com sua família pedindo asilo e encantasse como ninguém a futura Rainha.

Agora, Hollis tinha que escolher entre continuar provando que ela podia ser uma grande Rainha, como suas predecessoras, honrar suas amigas, os pais e o Rei que acreditavam nela, ou largar tudo para viver um único e verdadeiro amor.

Esse livro faz com que eu me sinta em um poço de sentimentos contraditórios. É impossível ler um livro de uma autora tão conhecida quanto Kiera Cass, principalmente quando a capa lembra tanto sua série de maior sucesso, "A Seleção", e não esperar algo semelhante, não em termos de narrativa, mas em termos de os personagens nos conquistarem e a história nos fazer suspirar a cada página.

Confesso que Hollis, Jameson e Silas não me conquistaram da mesma forma que America, Maxon e Aspen, pelo simples fato deles terem suas vidas tão bem definidas, histórias que caminham de forma tão separada, apesar das consequentes ligações, que não é possível realmente ver o trio como uma unidade, como na outra série.

Talvez minha ressalva seja por ter a série "A Seleção" tão intensa no meu coração, que, quando encontro uma narrativa da mesma autora, onde a protagonista é tão centrada nos seus problemas, nos seus dilemas, nos seus medos e naquilo que ela deseja alcançar, mas fico esperando que o romance seja o ápice, ou o momento em que ele finalmente virá a ser, e quando isso não acontece, acaba sendo um pouco decepcionante.

Compreendo que é injusto fazer uma comparação tão direta. São duas histórias completamente diferentes, duas protagonistas quase opostas, com dilemas tão distantes quanto possível.

Hollis pode até amar Jameson como seu Rei, mas não o ama como homem. No começo, ela ama a ideia de ser uma grande Rainha, de entrar para a história, de fazer a diferença para o seu povo. Aquele que estará ao seu lado é quase um detalhe. Apesar da protagonista se sentir magoada pelo fato do Rei enxergá-la quase do mesmo jeito, ela demora a entender que o que sente por ele é o amor de um súdito perante a um bom soberano, e não o de uma mulher para com o homem com quem ela deseja se casar.

Quando Silas surge em suas vidas, com uma bagagem de medo, insegurança, mas uma grande vontade de recomeçar com a sua família, o livro começa a engrenar na direção em que meu coração esperava, trazendo suspiros para o meu mundo literário criado com Kiera Cass... pelo menos até chegar as últimas páginas.

Ainda não sei como me sentir em relação a esse final. Nem em mil anos esperaria algo assim. Posso dizer quantas vezes for que ele é surpreendente, que você nunca imaginará o que a autora criou para o seu desfecho. Fechei o livro em total choque, precisando urgentemente de uma continuação que eu não sei se terei coragem de ler... não sei se meu coração aguenta.

"A prometida" é um livro absolutamente inesperado. Esqueça a série "A Seleção" e tenha em mente que aqui temos algo completamente diferente, um enredo e personagens singulares e um final que eu ainda não consigo descrever em palavras. Talvez, em alguns dias, esse sentimento tome forma e eu consiga transcrevê-lo aqui, por enquanto, só posso sentir... e sofrer.

 

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Ainda está por aqui? Siga por sua conta e risco rsrs

Ok, acho que nunca escrevi uma resenha em que fiquei tão ansiosa para chegar na parte dos spoilers.

Gostaria de encontrar a senhora Kiera Cass e perguntar: "O que foi isso?"

Sério, estou em choque com esse final!!!

Como assim Silas, e quase toda a sua família, foram assassinados?

Estou sofrendo como não sofria lendo um livro há muito tempo. Quando foi que Kiera se tornou tão cruel assim?

Sofri com esse livro, mas preciso do próximo. Se para sofrer mais? Eu não sei, mas preciso de respostas para muitas e muitas e muitas perguntas:

- Será que Silas escapou e está escondido em algum lugar?

- Poderia Silas estar vivo, ser o grande vilão de toda a narrativa? Será que o seu objetivo era só de acabar com o casamento do Rei?

- Será que Jameson ama Hollis o suficiente para querer casar com ela novamente?

- Como será a vida de Hollis em um país quase inimigo? Ela vivaria uma assassina, mataria o Rei responsável por destruir a sua família?

- Ela conseguirá se recuperar de tamanha dor?

- Será que ela terá um relacionamento amoroso com o primo terrível de Sila? rsrs (Isso eu iria gostar de ler)

São tantas perguntas sem respostas... Só espero não ter que esperar tanto para ter minhas dúvidas respondidas.

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Os segredos de Colin Bridgerton

| 24 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino, Americanas
Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro

Colin Bridgerton nunca foi avesso a ideia do matrimônio, porém, não queria escolher a primeira debutante que passasse a sua frente. Após ver a felicidade dos irmãos, se fosse realmente para se casar, ele gostaria de ter algo parecido com aquela felicidade. Além disso, o irmão do visconde gostaria de ter um objetivo de vida maior do que viagens e festas, para ser considerado algo mais do que um sorriso encantador.

Penélope já se considerava uma solteirona. Após tantas temporadas, sem sequer um misero pedido, de quem quer que fosse, suas esperanças de casamento haviam evaporado, mas isso não a afligia imensamente. Seu grande amor, aquele que há anos era dono de seu coração, jamais seria realmente seu. Colin era um Bridgerton, dono de uma fortuna respeitável, com uma beleza incomparável, além de um charme de encantava a qualquer um, ou seja, o melhor partido da temporada.

Um casamento, para ambos, jamais havia passado pela mente de Colin e só fazia parte dos sonhos mais delirantes de Penélope. Quando Colin volta para casa, após uma longa viagem, pela primeira vez ele percebe a verdadeira personalidade de Penélope. Aquela menina tímida, que sempre ficava nos cantos dos salões de baile, sem chamar atenção, também era uma mulher eloquente e perspicaz. Podia ter uma língua ferina, se quisesse, e também tinha o poder de fazê-lo rir. Colin ficaria chocado ao perceber a mulher incrível que ela era, e com o quanto ele poderia desejá-la, principalmente após uma proposta nada convencional da solteirona: para que ele lhe mostrasse como seria ser beijada.

Quando nós lemos uma série de livros, sempre tem aquele personagem que é o nosso queridinho, que desde o primeiro instante já conquista os nossos corações. Isso aconteceu comigo lendo "O Duque e Eu" assim que Colin Bridgerton deu o ar de sua graça. Esse amor só foi crescendo a cada livro, até que eu finalmente cheguei ao quarto livro da série "Os Bridgertons", que narraria a história de Colin e com ninguém mais, ninguém menos, que Penélope Featherington.

A autora, Julia Quinn, não poderia ter me surpreendido, nem me encantado mais, do que com a formação desse casal. Penélope sempre esteve tão presente, ao mesmo tempo, sempre tão a margem nos livros, que foi incrível vê-la finalmente à frente da situação, assumindo as rédeas da sua vida.

Se o livro anterior "Um perfeito cavalheiro" é uma releitura de Cinderela, com certeza a narrativa de Penélope é da história "O Patinho Feio".

Sempre considerada a irmã mais feia, aquela que nunca era chamada para nenhuma dança (a não ser pelos solteiros obrigados pelas mães), a que parecia nunca falar, mas sempre ter muito a dizer, com uma mãe insuportável que afastava a qualquer um que pudesse chegar perto o suficiente para ver a sua verdadeira beleza.

Mas, o coração de Colin foi perspicaz o suficiente para se aproximar e conhecer aquela que poderia ser o amor da sua vida, além da única digna de conhecer o seu segredo, e de encontrar nele uma real motivação para a vida do terceiro Bridgerton.

Aliás, apesar do título do livro, com certeza não é o segredo de Colin a grande revelação da obra. Um grande segredo é revelado. Algo que, apesar de fazer muito sentido, eu jamais imaginaria. Porém, fico apreensiva, e já com saudades, de algo muito peculiar e característico dessa série, que não sei se continuará após o final desse livro.

Não sei que feitiço a autora jogou nesses livros, mas, cada vez que acho que o último que eu li é meu favorito, ela nos entrega uma nova história ainda mais deliciosa e romântica de se ler, que nos faz devorar as páginas com tanta paixão quanto a demonstrada pelos seus personagens. Porém, não acredito que Colin deixará de ser o meu favorito...

"Os segredos de Colin Bridgerton", um livro tão aguardado por essa que vos escreve, não me decepcionou, muito pelo contrário. Colin é tudo o que eu imaginava e muito, muito mais. Temos dois personagens que vão muito além das aparências, que escondem segredos e personalidades fantásticas, e, exatamente por isso, tiveram a capacidade de construir uma história fantástica juntos.

Quero uma continuação. Pode?

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A Estrela Mais Escura: O Livro de Luc

| 20 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina
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Livros anteriores: Obsidiana | Ônix | Opala | Originais | Opostos

O mundo não é mais como antes. Agora, toda a humanidade sabe da existência dos Luxens, seres feitos de luz que invadiram a Terra para tentar dominá-la. A guerra matou milhões de humanos e Luxens, porém, os remanescentes, aqueles que queriam viver em paz, estavam sendo integrados à sociedade.

Evie morava apenas com a mãe, pois havia perdido o pai naquela guerra terrível. Apesar de ter motivos, ela não os odiava, mas, em seu interior, um medo terrível desses seres a consumia. Ao ir ilegalmente com uma amiga a uma boate conhecida por aceitar Luxens, após uma batida policial, ela é salva por Luc.

O garoto é claramente um alienígena, mas nega o fato. Evie, de alguma maneira, se sentia atraída por ele, na mesma proporção em que sentia medo em sua presença. Estar com Luc era confuso, estarrecedor, mas também poderia ser tranquilizador e seguro... ela não conseguia decidir.

Quando a humana finalmente começa a desvendar os segredos que envolvem a guerra com os Luxens, e a sua própria família, tudo o que ela acredita ser verdade começa a ruir e talvez aquele que ela mais teme seja o único em que ela possa confiar.

Só tenho que agradecer a Jennifer L. Armentrout por esse presente incrível! Que alegria poder voltar ao universo da Saga Lux e reencontrar muitos dos meus personagens favoritos. Também fico muito feliz em ter relido toda a série antes de começar "O Livro de Luc". Estar com todos os personagens bem fresquinhos na mente foi muito importante para pegar todas as dicas importantes dessa narrativa.

Após a guerra, os seres humanos estão tentando voltar à normalidade, na medida do possível, além de controlar os Luxens restantes, com pulseiras que os identificam como extraterrestes e extinguem o seu poder. Alguns Luxens não registrados são perseguidos pelo governo, para quem a mãe da Evie trabalha, apesar de ela não fazer ideia de suas reais atribuições hoje, ou na época da guerra.

Quando Evie encontra Luc, algo surge imediatamente entre eles. O garoto age como se a conhecesse, como se devesse protegê-la, quando ela tinha certeza que nunca o tinha visto. Ela jamais esqueceria aqueles olhos, aquele rosto, ou aquele corpo fenomenal.

Ela queria se afastar, esquecer a noite na boate e seguir com a sua vida, mas seria impossível quando garotas de sua escola, parecidas com ela, começam a ser assassinadas, e o principal suspeito é um Luxen.

Eu realmente amo quando uma autora encerra uma série, mas consegue deixar uma ponta solta tão perfeita que encaixa completamente na sequência e nós sequer reparamos que ela realmente estava lá. Se eu não tivesse relido os livros, talvez tivesse ficado um pouco perdida na trama dessa narrativa tão perfeita.

Talvez seja possível acompanhar essa história sem ter lido a Saga Lux, mas tenho certeza que não terá metade da graça. Várias emoções ficarão pelo caminho e personagens muito queridos que aparecem não terão o seu brilho completo.

A personalidade de Luc é muito parecida com a de Daemon, o que já tínhamos visto um pouco nos outros livros. Poderoso, convencido, mas preparado para fazer o que for preciso pelo o que ele acredita, por mais que seus atos possam ser considerados condenáveis.

Acredito que Luc tenha uma bagagem emocional ainda maior que Daemon. Ambos tiveram vidas difíceis, mas Luc cresceu de forma pior, teve que enfrentar situações e tomar decisões que nenhuma pessoa conseguiria sem sérias consequências para a sua consciência. Por ser um Original, ele é muito mais sábio do que deveria ser para a sua idade, o lhe traz uma responsabilidade muito maior do que aparenta com suas ações imaturas.

Por outro lado, a vida de Evie é um poço de segredos. Sua vida pós-guerra parecia ser perfeita, ou a mais perfeita possível na situação do mundo atual, até ela perceber que todos escondem informações importantes, que ninguém é realmente confiável e que esses seres de outro mundo estavam mais perto do que ela poderia imaginar.

"A Estrela Mais Escura: O Livro de Luc" tem todos os elementos que eu amo na Saga Lux, com dois personagens tão apaixonantes quanto Daemon e Katy, mas muito mais intrigantes e repletos de segredos. Amei cada segundo e mal posso esperar para ler mais. Cadê o próximo livro? rsrs

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Espada de Vidro

| 16 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino, Americanas
Livro anterior: A Rainha Vermelha

Após o assassinato do Rei, Mare e Cal são fugitivos. Resgatados pela Guarda Escarlate, ambos têm um objetivo em comum: matar o Rei Maven e a Rainha Elara. Maven havia enganado e destruído o coração de ambos. Confiar em alguém, por mais próximo que seja, seria impossível. Cal e Mare seriam duas espadas, prontas para alcançarem o seu objetivo, porém, quando a espada é de vidro, pode se estilhaçar a qualquer momento.

O final do primeiro livro da série "A Rainha Vermelha" é intenso e desesperador, mas não nos prepara o suficiente para tantos acontecimentos incríveis e para os sentimentos que nos esperam nessa continuação.

O mundo que conhecemos no primeiro livro está de cabeça para baixo, tudo graças a uma vermelha com poderes, porém, Mare não é a única com essa anomalia no seu sangue. Encontrar outros como ela, vermelhos com poderes especiais, poderia fazer toda a diferença nessa guerra onde vermelhos morriam há tantos anos. Apesar de sentir o coração endurecido, pelo menos esse objetivo poderia continuar a mantendo de pé, pois ela se sentia mais sozinha do que nunca.

Enquanto a alma de Mare desaba, Cal parece seguir um caminho muito semelhante, tendo apenas a outrora quase princesa para se apoiar. De um dia para o outro, ele passou de um grande general, de um príncipe herdeiro, para um prisioneiro. Mesmo após ser libertado, ele ainda estava perdido em meio aqueles que não tinham o seu sangue, que não o consideravam um amigo, talvez apenas uma arma a ser usada no momento certo.

Acompanhar a trajetória de Mare e Cal nesse livro é de partir o coração. Toda a traição de Maven no primeiro livro culminou em sentimentos totalmente sombrios para os leitores: a tristeza e a desolação nos acompanham do começo ao fim.

Não temos como estar na cabeça de Mare, conhecer os seus pensamentos, as suas "boas intenções" e não perceber o quanto ela está errando, mesmo tentando acertar, o quanto ela está se isolando, mesmo apenas tentando proteger aqueles que ama, o quanto ela está cometendo os mesmos erros daqueles que estão no poder, a quem ela tanto despreza, quando também começa a definir aqueles que merecem ou não salvação.

Não esquecemos em momento algum uma frase muito dita no livro anterior: "todo mundo pode trair todo mundo", o que torna tudo muito mais difícil. Mare dificulta as coisas para ela mesma em vários momentos, mas, depois de ter o seu coração tão ferido, é impossível confiar cegamente em qualquer um, e nós compreendemos muito bem, pois é um baque gigantesco acompanhar, ao final do primeiro livro, a capacidade manipuladora de Maven, e a maldade que ele guarda dentro de si.

É incrível conhecer um pouco mais sobre a Guarda Escarlate e entender a sua estrutura de comando, por mais que nem tudo tenha sido completamente esclarecido. Ver a família de Mare segura também é um alívio, porém, essa é uma sensação que pode ser totalmente destruída em algumas páginas.

É triste e intenso ver Cal perdido em um mundo que não é o dele, mas tentando encontrar um lugar e uma forma de agir, e ver Mare lutando para seguir em frente e fazer o que ela acha que é certo, enquanto sentem falta de um irmão e um amigo que ambos julgavam ter. Irmão e amigo que não mede esforços para chegar a ambos, cometendo as atrocidades que forem necessárias para atingi-los.

Que livro intenso e cruel! Victoria Aveyard é uma autora que não tem pena dos seus personagens, e muito menos dos seus leitores. Nos fazer sofrer deve ser a primeira linha de sua lista ao começar a escrever um novo livro.

"Espada de Vidro" é uma obra maravilhosa, intensa, cheia de reviravoltas e com protagonistas humanos, que comentem muitos erros, que podem agir de forma violenta, e até mesmo cruel, mas que não conseguimos deixar de compreender suas atitudes, por mais revoltantes que possam ser. É impossível parar de ler antes de chegar à última página, que tem um final ainda mais desesperador que o livro anterior... não sei o quanto mais meu coração aguenta.

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Ainda está por aqui? Siga por sua conta e risco rsrs

Que vontade de chorar ao terminar esse livro! Os sentimentos aqui são todos tão intensos, tão tristes, que é impossível não terminar o livro assim.

O relacionamento de Mare e Cal, durante todo o livro, é tão permeado por dúvidas, um desconfiando das reais intenções do outro, e com a cor do sangue de ambos criando uma parede que nunca foi quebrada, mesmo que o amor esteja ali, para quem quiser ver, parece que a felicidade nunca vai alcançar aqueles corações tão feridos. Como foi triste acompanhar seu relacionamento nesse livro.

E, depois de tantas páginas tão desesperadoras, a Rainha Elara finalmente está morta. Talvez essa fosse a oportunidade perfeita para Maven clarear seus pensamentos, pensar por si novamente, entender tudo o que ele fez de errado... Mas, a morte da mãe só serviu para o novo Rei voltar ainda mais cruel.

Seus atos realmente nos machucam porque, é impossível não simpatizar, não amar o garoto gentil que ele finge ser no primeiro livro e, assim como Mare, todos sentimos falta daquele Maven que conhecemos.

Terminar o livro sabendo que Mare está novamente em suas garras, sem saber o destino dela e de outros personagens que aprendemos a amar, não tem como não sentir vontade de chorar...

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O Destino do CEO

| 12 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Carol Moura
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Quinn jamais esperaria encontrar um pai e seu filho na padaria que pertenceu a sua família e ver sua vida mudar completamente. Se não bastasse aquele homem ser tão forte, incrível e tão atraente, o seu filho era apaixonante, uma criança que conquistou o seu coração desde o primeiro instante.

Ter um relacionamento com Dashier era tudo o que ela poderia desejar, porém, Quinn não imaginaria que aquele homem rico, bem-sucedido e pai de família, teria traumas tão profundos em sua alma, que poderiam destruir qualquer relação que surgisse em seu caminho.

Estou muito chocada, realmente surpresa, com a intensidade dessa história. Dashier é um personagem que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter em relação ao seu passado. A autora, Carol Moura, soube realmente ir a fundo na alma do personagem, construir sua personalidade, seus medos, e sua luta diária, desenvolvendo uma trama incrível.

Encontrar com o protagonista, nesse momento de sua vida, sendo CEO de uma grande empresa, com um filho pequeno ao lado, não imagina o que Quinn terá que enfrentar para fazer parte dessa família.

Para começar, Dashier é um dependente químico em recuperação. Por mais que estivesse há anos longe de bebidas ou drogas, aquela seria uma luta que ele levaria para o resto de sua vida, e ela entraria nessa relação já sabendo com o que teria que lidar.

Mas não eram as drogas, ou o álcool, o principal trauma do seu passado. Durante todo o livro sabemos que ele carrega um segredo, algo que o mata de desespero todos os dias, que, quando revelado, poderia destruir o pouco da felicidade que ele está tentando construir com sua nova namorada e o filho.

Quando finalmente o segredo é revelado, por mais que você tenha suspeitas, é impossível não ficar chocado, triste e completamente sem esperanças de que exista um futuro de felicidade para essa pequena família que aprendemos tanto a amar.

Hazel, filho de Dashier, é o grande bálsamo da história. Em meio a tanto sofrimento, incluindo uma batalha pela guarda do mesmo, a criança consegue ser aquele que está ali para espalhar amor, para entender a dor daqueles que estão ao seu redor e ser gentil.

Mesmo que ele seja tão novo, é perceptível o quanto Hazel entende a dor e o sofrimento diário do pai e o quanto ele está tentando compensar todos os anos que não esteve ao seu lado, e, principalmente, o quanto Quinn poderia ser a luz que aquela casa precisava para finalmente afastar todos os pesadelos.

Estou encantada como foi possível realmente entrar na mente dos protagonistas, entender os seus sentimentos e sofrer com eles, principalmente com Dashier. Ele se esconde por trás da fachada de um homem bem-sucedido e pai de família, quando, no fundo, não passa de um homem totalmente atormentado e infeliz por erros do passado. Foi intenso acompanhar a sua jornada na tentativa de encontrar a felicidade.

"O Destino do CEO" é uma obra incrível, e termina de maneira encantadora, porém, não satisfeita em nos deixar felizes, Carol Moura nos deixa de presente alguns capítulos extras que realmente explodiram o meu coração. Quem dera todos os autores fossem assim... rsrs.

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