Os segredos de Colin Bridgerton

| 24 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino, Americanas
Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro

Colin Bridgerton nunca foi avesso a ideia do matrimônio, porém, não queria escolher a primeira debutante que passasse a sua frente. Após ver a felicidade dos irmãos, se fosse realmente para se casar, ele gostaria de ter algo parecido com aquela felicidade. Além disso, o irmão do visconde gostaria de ter um objetivo de vida maior do que viagens e festas, para ser considerado algo mais do que um sorriso encantador.

Penélope já se considerava uma solteirona. Após tantas temporadas, sem sequer um misero pedido, de quem quer que fosse, suas esperanças de casamento haviam evaporado, mas isso não a afligia imensamente. Seu grande amor, aquele que há anos era dono de seu coração, jamais seria realmente seu. Colin era um Bridgerton, dono de uma fortuna respeitável, com uma beleza incomparável, além de um charme de encantava a qualquer um, ou seja, o melhor partido da temporada.

Um casamento, para ambos, jamais havia passado pela mente de Colin e só fazia parte dos sonhos mais delirantes de Penélope. Quando Colin volta para casa, após uma longa viagem, pela primeira vez ele percebe a verdadeira personalidade de Penélope. Aquela menina tímida, que sempre ficava nos cantos dos salões de baile, sem chamar atenção, também era uma mulher eloquente e perspicaz. Podia ter uma língua ferina, se quisesse, e também tinha o poder de fazê-lo rir. Colin ficaria chocado ao perceber a mulher incrível que ela era, e com o quanto ele poderia desejá-la, principalmente após uma proposta nada convencional da solteirona: para que ele lhe mostrasse como seria ser beijada.

Quando nós lemos uma série de livros, sempre tem aquele personagem que é o nosso queridinho, que desde o primeiro instante já conquista os nossos corações. Isso aconteceu comigo lendo "O Duque e Eu" assim que Colin Bridgerton deu o ar de sua graça. Esse amor só foi crescendo a cada livro, até que eu finalmente cheguei ao quarto livro da série "Os Bridgertons", que narraria a história de Colin e com ninguém mais, ninguém menos, que Penélope Featherington.

A autora, Julia Quinn, não poderia ter me surpreendido, nem me encantado mais, do que com a formação desse casal. Penélope sempre esteve tão presente, ao mesmo tempo, sempre tão a margem nos livros, que foi incrível vê-la finalmente à frente da situação, assumindo as rédeas da sua vida.

Se o livro anterior "Um perfeito cavalheiro" é uma releitura de Cinderela, com certeza a narrativa de Penélope é da história "O Patinho Feio".

Sempre considerada a irmã mais feia, aquela que nunca era chamada para nenhuma dança (a não ser pelos solteiros obrigados pelas mães), a que parecia nunca falar, mas sempre ter muito a dizer, com uma mãe insuportável que afastava a qualquer um que pudesse chegar perto o suficiente para ver a sua verdadeira beleza.

Mas, o coração de Colin foi perspicaz o suficiente para se aproximar e conhecer aquela que poderia ser o amor da sua vida, além da única digna de conhecer o seu segredo, e de encontrar nele uma real motivação para a vida do terceiro Bridgerton.

Aliás, apesar do título do livro, com certeza não é o segredo de Colin a grande revelação da obra. Um grande segredo é revelado. Algo que, apesar de fazer muito sentido, eu jamais imaginaria. Porém, fico apreensiva, e já com saudades, de algo muito peculiar e característico dessa série, que não sei se continuará após o final desse livro.

Não sei que feitiço a autora jogou nesses livros, mas, cada vez que acho que o último que eu li é meu favorito, ela nos entrega uma nova história ainda mais deliciosa e romântica de se ler, que nos faz devorar as páginas com tanta paixão quanto a demonstrada pelos seus personagens. Porém, não acredito que Colin deixará de ser o meu favorito...

"Os segredos de Colin Bridgerton", um livro tão aguardado por essa que vos escreve, não me decepcionou, muito pelo contrário. Colin é tudo o que eu imaginava e muito, muito mais. Temos dois personagens que vão muito além das aparências, que escondem segredos e personalidades fantásticas, e, exatamente por isso, tiveram a capacidade de construir uma história fantástica juntos.

Quero uma continuação. Pode?

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A Estrela Mais Escura: O Livro de Luc

| 20 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina
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Livros anteriores: Obsidiana | Ônix | Opala | Originais | Opostos

O mundo não é mais como antes. Agora, toda a humanidade sabe da existência dos Luxens, seres feitos de luz que invadiram a Terra para tentar dominá-la. A guerra matou milhões de humanos e Luxens, porém, os remanescentes, aqueles que queriam viver em paz, estavam sendo integrados à sociedade.

Evie morava apenas com a mãe, pois havia perdido o pai naquela guerra terrível. Apesar de ter motivos, ela não os odiava, mas, em seu interior, um medo terrível desses seres a consumia. Ao ir ilegalmente com uma amiga a uma boate conhecida por aceitar Luxens, após uma batida policial, ela é salva por Luc.

O garoto é claramente um alienígena, mas nega o fato. Evie, de alguma maneira, se sentia atraída por ele, na mesma proporção em que sentia medo em sua presença. Estar com Luc era confuso, estarrecedor, mas também poderia ser tranquilizador e seguro... ela não conseguia decidir.

Quando a humana finalmente começa a desvendar os segredos que envolvem a guerra com os Luxens, e a sua própria família, tudo o que ela acredita ser verdade começa a ruir e talvez aquele que ela mais teme seja o único em que ela possa confiar.

Só tenho que agradecer a Jennifer L. Armentrout por esse presente incrível! Que alegria poder voltar ao universo da Saga Lux e reencontrar muitos dos meus personagens favoritos. Também fico muito feliz em ter relido toda a série antes de começar "O Livro de Luc". Estar com todos os personagens bem fresquinhos na mente foi muito importante para pegar todas as dicas importantes dessa narrativa.

Após a guerra, os seres humanos estão tentando voltar à normalidade, na medida do possível, além de controlar os Luxens restantes, com pulseiras que os identificam como extraterrestes e extinguem o seu poder. Alguns Luxens não registrados são perseguidos pelo governo, para quem a mãe da Evie trabalha, apesar de ela não fazer ideia de suas reais atribuições hoje, ou na época da guerra.

Quando Evie encontra Luc, algo surge imediatamente entre eles. O garoto age como se a conhecesse, como se devesse protegê-la, quando ela tinha certeza que nunca o tinha visto. Ela jamais esqueceria aqueles olhos, aquele rosto, ou aquele corpo fenomenal.

Ela queria se afastar, esquecer a noite na boate e seguir com a sua vida, mas seria impossível quando garotas de sua escola, parecidas com ela, começam a ser assassinadas, e o principal suspeito é um Luxen.

Eu realmente amo quando uma autora encerra uma série, mas consegue deixar uma ponta solta tão perfeita que encaixa completamente na sequência e nós sequer reparamos que ela realmente estava lá. Se eu não tivesse relido os livros, talvez tivesse ficado um pouco perdida na trama dessa narrativa tão perfeita.

Talvez seja possível acompanhar essa história sem ter lido a Saga Lux, mas tenho certeza que não terá metade da graça. Várias emoções ficarão pelo caminho e personagens muito queridos que aparecem não terão o seu brilho completo.

A personalidade de Luc é muito parecida com a de Daemon, o que já tínhamos visto um pouco nos outros livros. Poderoso, convencido, mas preparado para fazer o que for preciso pelo o que ele acredita, por mais que seus atos possam ser considerados condenáveis.

Acredito que Luc tenha uma bagagem emocional ainda maior que Daemon. Ambos tiveram vidas difíceis, mas Luc cresceu de forma pior, teve que enfrentar situações e tomar decisões que nenhuma pessoa conseguiria sem sérias consequências para a sua consciência. Por ser um Original, ele é muito mais sábio do que deveria ser para a sua idade, o lhe traz uma responsabilidade muito maior do que aparenta com suas ações imaturas.

Por outro lado, a vida de Evie é um poço de segredos. Sua vida pós-guerra parecia ser perfeita, ou a mais perfeita possível na situação do mundo atual, até ela perceber que todos escondem informações importantes, que ninguém é realmente confiável e que esses seres de outro mundo estavam mais perto do que ela poderia imaginar.

"A Estrela Mais Escura: O Livro de Luc" tem todos os elementos que eu amo na Saga Lux, com dois personagens tão apaixonantes quanto Daemon e Katy, mas muito mais intrigantes e repletos de segredos. Amei cada segundo e mal posso esperar para ler mais. Cadê o próximo livro? rsrs

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Espada de Vidro

| 16 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
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Livro anterior: A Rainha Vermelha

Após o assassinato do Rei, Mare e Cal são fugitivos. Resgatados pela Guarda Escarlate, ambos têm um objetivo em comum: matar o Rei Maven e a Rainha Elara. Maven havia enganado e destruído o coração de ambos. Confiar em alguém, por mais próximo que seja, seria impossível. Cal e Mare seriam duas espadas, prontas para alcançarem o seu objetivo, porém, quando a espada é de vidro, pode se estilhaçar a qualquer momento.

O final do primeiro livro da série "A Rainha Vermelha" é intenso e desesperador, mas não nos prepara o suficiente para tantos acontecimentos incríveis e para os sentimentos que nos esperam nessa continuação.

O mundo que conhecemos no primeiro livro está de cabeça para baixo, tudo graças a uma vermelha com poderes, porém, Mare não é a única com essa anomalia no seu sangue. Encontrar outros como ela, vermelhos com poderes especiais, poderia fazer toda a diferença nessa guerra onde vermelhos morriam há tantos anos. Apesar de sentir o coração endurecido, pelo menos esse objetivo poderia continuar a mantendo de pé, pois ela se sentia mais sozinha do que nunca.

Enquanto a alma de Mare desaba, Cal parece seguir um caminho muito semelhante, tendo apenas a outrora quase princesa para se apoiar. De um dia para o outro, ele passou de um grande general, de um príncipe herdeiro, para um prisioneiro. Mesmo após ser libertado, ele ainda estava perdido em meio aqueles que não tinham o seu sangue, que não o consideravam um amigo, talvez apenas uma arma a ser usada no momento certo.

Acompanhar a trajetória de Mare e Cal nesse livro é de partir o coração. Toda a traição de Maven no primeiro livro culminou em sentimentos totalmente sombrios para os leitores: a tristeza e a desolação nos acompanham do começo ao fim.

Não temos como estar na cabeça de Mare, conhecer os seus pensamentos, as suas "boas intenções" e não perceber o quanto ela está errando, mesmo tentando acertar, o quanto ela está se isolando, mesmo apenas tentando proteger aqueles que ama, o quanto ela está cometendo os mesmos erros daqueles que estão no poder, a quem ela tanto despreza, quando também começa a definir aqueles que merecem ou não salvação.

Não esquecemos em momento algum uma frase muito dita no livro anterior: "todo mundo pode trair todo mundo", o que torna tudo muito mais difícil. Mare dificulta as coisas para ela mesma em vários momentos, mas, depois de ter o seu coração tão ferido, é impossível confiar cegamente em qualquer um, e nós compreendemos muito bem, pois é um baque gigantesco acompanhar, ao final do primeiro livro, a capacidade manipuladora de Maven, e a maldade que ele guarda dentro de si.

É incrível conhecer um pouco mais sobre a Guarda Escarlate e entender a sua estrutura de comando, por mais que nem tudo tenha sido completamente esclarecido. Ver a família de Mare segura também é um alívio, porém, essa é uma sensação que pode ser totalmente destruída em algumas páginas.

É triste e intenso ver Cal perdido em um mundo que não é o dele, mas tentando encontrar um lugar e uma forma de agir, e ver Mare lutando para seguir em frente e fazer o que ela acha que é certo, enquanto sentem falta de um irmão e um amigo que ambos julgavam ter. Irmão e amigo que não mede esforços para chegar a ambos, cometendo as atrocidades que forem necessárias para atingi-los.

Que livro intenso e cruel! Victoria Aveyard é uma autora que não tem pena dos seus personagens, e muito menos dos seus leitores. Nos fazer sofrer deve ser a primeira linha de sua lista ao começar a escrever um novo livro.

"Espada de Vidro" é uma obra maravilhosa, intensa, cheia de reviravoltas e com protagonistas humanos, que comentem muitos erros, que podem agir de forma violenta, e até mesmo cruel, mas que não conseguimos deixar de compreender suas atitudes, por mais revoltantes que possam ser. É impossível parar de ler antes de chegar à última página, que tem um final ainda mais desesperador que o livro anterior... não sei o quanto mais meu coração aguenta.

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Que vontade de chorar ao terminar esse livro! Os sentimentos aqui são todos tão intensos, tão tristes, que é impossível não terminar o livro assim.

O relacionamento de Mare e Cal, durante todo o livro, é tão permeado por dúvidas, um desconfiando das reais intenções do outro, e com a cor do sangue de ambos criando uma parede que nunca foi quebrada, mesmo que o amor esteja ali, para quem quiser ver, parece que a felicidade nunca vai alcançar aqueles corações tão feridos. Como foi triste acompanhar seu relacionamento nesse livro.

E, depois de tantas páginas tão desesperadoras, a Rainha Elara finalmente está morta. Talvez essa fosse a oportunidade perfeita para Maven clarear seus pensamentos, pensar por si novamente, entender tudo o que ele fez de errado... Mas, a morte da mãe só serviu para o novo Rei voltar ainda mais cruel.

Seus atos realmente nos machucam porque, é impossível não simpatizar, não amar o garoto gentil que ele finge ser no primeiro livro e, assim como Mare, todos sentimos falta daquele Maven que conhecemos.

Terminar o livro sabendo que Mare está novamente em suas garras, sem saber o destino dela e de outros personagens que aprendemos a amar, não tem como não sentir vontade de chorar...

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O Destino do CEO

| 12 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Carol Moura
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Quinn jamais esperaria encontrar um pai e seu filho na padaria que pertenceu a sua família e ver sua vida mudar completamente. Se não bastasse aquele homem ser tão forte, incrível e tão atraente, o seu filho era apaixonante, uma criança que conquistou o seu coração desde o primeiro instante.

Ter um relacionamento com Dashier era tudo o que ela poderia desejar, porém, Quinn não imaginaria que aquele homem rico, bem-sucedido e pai de família, teria traumas tão profundos em sua alma, que poderiam destruir qualquer relação que surgisse em seu caminho.

Estou muito chocada, realmente surpresa, com a intensidade dessa história. Dashier é um personagem que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter em relação ao seu passado. A autora, Carol Moura, soube realmente ir a fundo na alma do personagem, construir sua personalidade, seus medos, e sua luta diária, desenvolvendo uma trama incrível.

Encontrar com o protagonista, nesse momento de sua vida, sendo CEO de uma grande empresa, com um filho pequeno ao lado, não imagina o que Quinn terá que enfrentar para fazer parte dessa família.

Para começar, Dashier é um dependente químico em recuperação. Por mais que estivesse há anos longe de bebidas ou drogas, aquela seria uma luta que ele levaria para o resto de sua vida, e ela entraria nessa relação já sabendo com o que teria que lidar.

Mas não eram as drogas, ou o álcool, o principal trauma do seu passado. Durante todo o livro sabemos que ele carrega um segredo, algo que o mata de desespero todos os dias, que, quando revelado, poderia destruir o pouco da felicidade que ele está tentando construir com sua nova namorada e o filho.

Quando finalmente o segredo é revelado, por mais que você tenha suspeitas, é impossível não ficar chocado, triste e completamente sem esperanças de que exista um futuro de felicidade para essa pequena família que aprendemos tanto a amar.

Hazel, filho de Dashier, é o grande bálsamo da história. Em meio a tanto sofrimento, incluindo uma batalha pela guarda do mesmo, a criança consegue ser aquele que está ali para espalhar amor, para entender a dor daqueles que estão ao seu redor e ser gentil.

Mesmo que ele seja tão novo, é perceptível o quanto Hazel entende a dor e o sofrimento diário do pai e o quanto ele está tentando compensar todos os anos que não esteve ao seu lado, e, principalmente, o quanto Quinn poderia ser a luz que aquela casa precisava para finalmente afastar todos os pesadelos.

Estou encantada como foi possível realmente entrar na mente dos protagonistas, entender os seus sentimentos e sofrer com eles, principalmente com Dashier. Ele se esconde por trás da fachada de um homem bem-sucedido e pai de família, quando, no fundo, não passa de um homem totalmente atormentado e infeliz por erros do passado. Foi intenso acompanhar a sua jornada na tentativa de encontrar a felicidade.

"O Destino do CEO" é uma obra incrível, e termina de maneira encantadora, porém, não satisfeita em nos deixar felizes, Carol Moura nos deixa de presente alguns capítulos extras que realmente explodiram o meu coração. Quem dera todos os autores fossem assim... rsrs.

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Um perfeito cavalheiro

| 08 janeiro 2021 | Nenhum comentário:


Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Adquira o seu exemplar: Amazon, Submarino
Livros anteriores: O Duque e Eu | O Visconde que me Amava

Ser a filha bastarda de um membro da sociedade britânica nunca trouxe nenhum benefício a Sophie, muito menos após a morte de seu pai. Por mais que o homem nunca a tenha reconhecido como filha, quando vivo, proporcionou uma boa vida a menina. Sua madrasta, por outro lado, a tratava como uma escrava, privilegiando as filhas do primeiro casamento e tratando a enteada com ódio e desprezo.

Sophie sabia que aquela era a sua vida, mas em uma noite tudo poderia mudar. Quase como uma Cinderela, que deve deixar o baile à meia-noite, Sophie compareceu ao baile de máscaras da família Bridgerton e conheceu aquele que seria o dono de seus sonhos e pensamentos por muitos anos: Benedict Bridgerton.

Para Benedict, ele só era visto pela sociedade como mais um Bridgerton, o número dois, sem nada de especial, mas uma mulher misteriosa poderia mudar tudo. Ele não sabia seu nome, não tinha visto seu rosto, mas sabia que ela realmente o enxergava, via a sua alma, não apenas mais um filho de uma família grande e importante.

Sophie precisou deixar a festa, para que a madrasta não percebesse a sua fuga, mesmo que por uma noite, daquela vida miserável. Após anos, tanto Sophie quanto Benedict se lembravam daquela noite especial, porém, quando se reencontram, ele não reconhece a mulher sem rosto dos seus sonhos, alguém que deveria ser uma nobre, mas se encanta por aquela empregada que também parecia enxergar algo dentro dele, muito mais do que qualquer outra pessoa, quase como a dama misteriosa que nunca deixou os seus pensamentos.

Não tivemos a oportunidade de conhecer o segundo filho da família Bridgerton tão bem nos dois primeiros livros. Até esse momento (que Benedict me perdoe), mas ele era realmente apenas o número dois, aquele sem nada em especial. Ainda bem que eu estava muito enganada. Julia Quinn guardou direitinho todos os seus encantos para esse livro.

Amei que a autora tenha trazido um ar de contos de fadas para essa obra. Uma releitura incrível de Cinderela, mas com muito mais paixão e com ênfase no quanto as diferenças sociais poderiam trazer de transtornos para um casal nessa época.

Sabendo que a sociedade nunca os aceitaria, e querendo ter Sophie em sua vida, a primeira proposta de Benedict foi para que ela se tornasse sua amante. Talvez essa seja a proposta mais ultrajante na série até agora, principalmente quando Sophie é coagida, não exatamente para se tornar sua amante, mas para vir com ele até a casa de sua família para trabalhar. No fundo, seu sentimento de proteção perante uma mulher sozinha no mundo, que sabia dos perigos que alguém como ela poderia enfrentar, não deixa de ser algo romântico e a primeira pista de um sentimento que nem mesmo o segundo filho da família Bridgerton sabia que estava ali.

Gostei muito desse livro abranger com mais ênfase o lado feminino da família protagonista. Conhecemos bem Daphne no livro "O Duque e Eu", mas agora temos a oportunidade de ver mais a matriarca da família, nos aprofundar sobre os seus sentimentos, principalmente o tamanho do seu amor pelos seus filhos e saber um pouco sobre o que se passa na cabeça das duas filhas mais velhas ainda solteiras de Violet.

Benedict pode não ter feito uma proposta tão cavalheira para Sophie, a princípio, mas não a nada que o amor não supere, e todos os seus receios poderiam ser deixados de lado quando ele finalmente encarasse esse sentimento. Já Sophie, alguém que sofreu tanto na vida, que nunca deixou de pensar no seu príncipe encantado de uma noite, merecia encontrar a sua felicidade, após tantas atribulações em sua vida.

Mais um livro encantador! Um romance que fala sobre superar os seus preconceitos, aprender a colocar o amor à frente da opinião alheia e assumir que ser feliz é o que mais importa. Estou apaixonada e mais do que preparada para começar o próximo livro... Que venha meu querido Colin Bridgerton.

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Slade

| 04 janeiro 2021 | Um comentário:


Autora: Laurann Dohner
Editora: Universo dos Livros
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Livro anterior: Fury

Trisha, apesar de totalmente humana, nunca viu as Novas Espécies como seres inferiores, ou diferentes, muito pelo contrário. Como médica, o seu maior desejo era ajudá-los a ter aquilo que tantas experiências genéticas tiraram deles, algo básico para qualquer ser humano: ter um filho. O que a doutora não esperava era ela mesma ter um relacionamento com um ser como Slade. Rápido, forte e poderoso, alguém implacável, mas que a conquistaria com seu jeito sarcástico e protetor.

Quando Slade e Trisha são atacados e forçados e fugir juntos até que a ajuda chegasse, aquilo os aproximaria como nunca, física e emocionalmente. Porém, aquele relacionamento poderia ser muito perigoso para Trisha. Se ela fora atacada apenas por ser a médica responsável pelas Novas Espécies, se os grupos que os odiavam descobrissem que ela tinha um relacionamento com um deles, seria como se um alvo fosse colocado sobre a sua cabeça, ou, ao menos, era o que Slade pensava.

Ao retornarem para o único lugar seguro no mundo para as Novas Espécies, Slade decide se afastar de Trisha, por mais que isso o destruísse, mas era pela segurança da única mulher que realmente fez o seu coração bater mais forte. Porém, Slade seria obrigado a proteger Trisha novamente e, por uma razão que nenhum deles julgava ser possível.

Depois de terminar o primeiro livro da série "Novas Espécies", já estava apaixonada pelo universo criado pela autora Laurann Dohner. Por mais que eu tenha amado Fury e Ellie, o jeito sarcástico de Slade também já tinha me conquistado em "Fury", e vê-lo junto com a doutora Norbit nesse livro foi tudo o que eu imaginei, e muito mais.

Estamos falando de um universo onde as Novas Espécies são seres criados geneticamente para determinados fins, abusados de todas as formas possíveis e torturados até o último instante e, ainda assim, mesmo após receberem a sua liberdade, ainda eram perseguidos por grupos de ódio que não conseguiam conviver e entender aqueles que eram diferentes. É triste ver Slade tomando a decisão de abandonar Trisha, porém totalmente compreensível. Ela já era um alvo, e seria ainda mais visada se estivesse ao seu lado.

Mas, para Trisha, aquele abandono foi uma apunhalada em seu coração, principalmente após tudo o que eles viveram juntos. Meu coração também se partiu, sabendo o quanto os dois mereciam viver aquele amor, mas o quanto seria difícil que a sociedade em geral aceitasse o relacionamento e não atentasse contra a vida de ambos.

Porém, estamos falando de um livro em que as coisas não poderiam terminar de uma forma tão triste, e a autora foi genial em criar um detalhe a mais que, além de os unir novamente, também colocaria na narrativa algo que esperávamos desde o primeiro livro.

"Slade" continua a saga das Novas Espécies colocando dois personagens geniais em evidência e criando um conflito que ainda renderá muitos frutos para os próximos livros (por mais que eu esperasse que já rendesse mais frutos nesse mesmo...). Mal posso esperar para conhecer um novo personagem e saber se o mundo irá, ou não, finalmente aceitar esses seres incríveis.

 

A seguir, alguns comentários COM spoilers:

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Quem aqui não imaginou Ellie grávida de Fury no primeiro livro? Isso foi algo que eu desejei muito, até a última página, portanto, quando vi que essa seria a trama de "Slade", apesar de que os pais seriam Slade e Trisha, não pude deixar de pirar muito.

Fiquei angustiada quando a protagonista descobriu estar esperando o primeiro bebê de um Nova Espécie, até que o pai finalmente recebeu a grande notícia. Foi incrível acompanhá-los nesse momento, mas o livro acabou rápido demais.

Estou inconformada que nem ao menos vimos a barriga de Trisha crescer, como foi a gravidez e, muito menos, a criança que veio ao mundo. Como seria esse bebê como nenhum outro?

Estou super ansiosa para ler o próximo livro, talvez nem tanto pelo protagonista (por mais que eu espere que ele me encante), mas para saber mais sobre meu novo casal favorito da série, e sobre seu herdeiro ou herdeira.

Esse mundo vai mudar, mais do que nunca com essa novidade, e preciso saber tudo o que vai acontecer!

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A Mediadora - Lembrança

| 31 dezembro 2020 | Nenhum comentário:


Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
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Livros anteriores: A Terra das Sombras | O Arcano Nove | A Reunião | A Hora mais Sombria | Assombrado | Crepúsculo

Suzannah Simon não é mais uma adolescente, e seu namorado, agora noivo, não pertence mais ao mundo dos mortos. Tudo seria perfeito, mesmo entre estágios não remunerados e uma disputa cruel por uma bota perfeita, se não fosse o espírito de uma criança muito violenta e um fantasma do passado, muito vivo por sinal, que ainda tinha um coração e espíritos muito podres, mas havia reaparecido dono de uma fortuna e disposto, mais do que nunca, a ter Suzannah em sua vida. Ou, ao menos em sua cama.

Demorei muito para ler esse livro, pois queria ler a série inteira novamente para não perder nenhum detalhe, e valeu muito a pena. O sétimo livro da série "A Mediadora" da autora Meg Cabot, segue exatamente a mesma linha dos livros anteriores, porém, nossos protagonistas agora são adultos, suas vidas e expectativas são completamente diferentes, e, apesar de alguns problemas sobrenaturais ainda serem os mesmos, foi incrível reencontrar esses velhos amigos e saber como estavam as suas vidas nesse momento.

Suzannah continua incrível como sempre, sendo corajosa, apesar de um tantinho descuidada com a própria sobrevivência, mas tentando ajudar mortos e vivos com unhas e dentes. Ser uma conselheira é a sua meta de vida, porém, se ela mal consegue lidar com o seu emprego não remunerado na escola em que estudou, imagine aconselhar outro ser humano? Mas, sabemos que suas táticas, apesar de muitas vezes agressivas, chegam ao resultado pretendido rsrs.

Meg Cabot quase me matou do coração me fazendo esperar que Jesse finalmente aparecesse. Eu esperava encontrar nosso ex-fantasma desde as primeiras páginas, então, foi angustiante ter que esperar sua derradeira aparição. Mesmo os telefonemas iniciais já balançaram meu coração e demonstraram o homem que ele havia se tornado, e quem ele estava lutando para ser. Mais protetor do que nunca com Suzannah, Jesse parece tentar fazer com que a vida do casal fique o mais longe possível do mundo dos mortos, o que é totalmente compreensível devido ao perigo dessa "profissão" e o tempo em que ele passou sozinho, sem ter com quem compartilhar sua existência.

Jesse e Suzannah cresceram, apesar de Jesse ter tido mais de um século para amadurecer, agora seu corpo também acompanhava seu desenvolvimento. Então, podemos contar com cenas muito mais intensas de um de nossos casais favoritos, além de toda a loucura da protagonista sendo direcionada também a sua frustação sexual de ter um namorado, incrível e lindo, mas totalmente fiel as suas crenças. Mesmo o reaparecimento de um outro mediador, não tão querido assim pelos protagonistas, Paul Slater, chantageando Suzannah da forma mais pervertida possível, poderia realmente abalar um amor e uma paixão tão incríveis que, literalmente, venceu até a morte.

Apesar do clima do livro e da história em si serem muito parecidos aos livros anteriores, não podemos negar que a autora trouxe um tema mais adulto para o livro. Dessa vez, o fantasma a ser mediado, e aqueles ao seu redor, tinham o passado mais cruel já narrado em seus livros. Mesmo os vivos que Suzannah deveria ajudar a se livrarem dos seus fantasmas tinham passado por situações que dificilmente vemos sendo narradas em livros para um público mais jovem. Os vilões aqui, infelizmente, não existem apenas na ficção, e trazem à tona o que pode existir de pior na humanidade.

Por todas essas razões que foi tão incrível ler esse livro. Além de reencontrar personagens que amamos há tanto tempo, e ter uma narrativa tão divertida quanto dos livros anteriores, ele também é mais adulto, acompanhando o crescimento dos protagonistas e também dos fãs, que depois de tantos anos puderam voltar a esse mundo incrível.

Devo confessar que, nesse momento, meu sentimento de perda é ainda maior. "A Mediadora - Lembrança" é um livro incrível que me emocionou, me fez rir, e morrer de amor, mais uma vez, pela história incrível de Jesse e Suzannah, porém, amei tanto rever esses personagens, vê-los realmente desbravando a vida adulta e alcançando os seus sonhos, que já estou com saudades. Mas dessa vez, esse sentimento é muito maior do que quando terminei de ler "A Mediadora - Crepúsculo"...

Meg, será é possível liberar mais um livrinho...?

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