Mostrando postagens com marcador Netflix. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Netflix. Mostrar todas as postagens

Holo, Meu Amor

| 29 março 2021 | Nenhum comentário:


Devido a uma doença que a impedia de reconhecer qualquer rosto, Han So-yeon era uma pessoa solitária, que evitava de se aproximar de quem quer que fosse para, assim, não ter que admitir a sua doença, até que óculos misteriosos aparecem em sua vida.

Uma avançada tecnologia com uma inteligência artificial holográfica, a qual ela podia ver e interagir cada vez que usava o equipamento. Holo se tornaria seu melhor amigo, seu confidente e até um grande amor. Porém, grandes e inescrupulosas empresas estavam atrás daquele avanço tecnológico, e o seu criador era alguém que Han So-yeon conhecia muito bem e já considerava a pessoa mais importante de sua vida.

Histórias com essas temáticas são incríveis, mas também assustadoras. Assim como o dorama "Love Alarm", que também conta sua história através de uma avançada tecnologia, e como ela pode influenciar a vida das pessoas, aqui também temos essa forma de escapismo.

Óculos com uma inteligência artificial, alguém que pode te ajudar a todo o momento, que sempre concorda com suas opiniões, e te adora como ninguém. Porém, assim como todas as tecnologias com as quais já convivemos diariamente, pode te afastar ainda mais das pessoas.

Han So-yeon era uma pessoa sozinha. Com Holo em sua vida, tudo havia mudado para melhor. Agora, com a ajuda da IA, ela conseguia reconhecer a todos ao seu redor, terminar o seu trabalho em tempo record, e até sair com seus colegas de trabalho, algo que jamais achou ser possível sem Holo ao seu lado.

A sua dependência era muito clara, porém, o personagem é muito mais que um computador. Ele foi criado com sentimentos, emoções, afeto. Impossível não se apaixonar por um ser que, mesmo não existindo no mundo real, age como uma criança feliz desbravando o mundo, querendo fazer a sua usuária feliz.

Porém, temos nessa narrativa Go Nan-do, criador da tecnologia, dono de uma grande empresa, mas, também, um fantasma.

O gênio havia simulado sua morte, há muitos anos, e agora, usava sua irmã como rosto da empresa e criadora dessa tão avançada tecnologia. Todos estavam ansiosos pelo lançamento, porém, vendo a relação de Holo e Han So-yeon, Go Nan-do tinha medo de lançar no mercado um produto que, ao invés de felicidade, causasse sofrimento ao usuário, devido a sua capacidade de amar, e de usar todos os meios possíveis para fazer, o que quer que fosse, para tornar o usuário feliz.

Apesar da sua resistência, Go Nan-do usa o fato dos óculos terem parado nas mãos de Han So-yeon como a oportunidade de fazer um teste beta com Holo, porém, isso também a colocava em perigo.

Ele seria obrigado a protegê-la muito de perto, o que também faria com que aquele homem insensível e frio, totalmente ao contrário da sua criação, conhecesse alguém que faria até uma inteligência artificial se apaixonar.

Esse é um dorama realmente lindo. A relação de Han So-yeon e Holo é algo complicado de se descrever e tentar chegar a uma conclusão em determinados episódios. Eles são perfeitos juntos, têm um carinho muito especial um pelo outro, porém, como uma mulher poderia ter uma relação com um holograma? Alguém que nunca poderia tocá-la, ou que ela poderia sentir?

Go Nan-do só tinha a mesma aparência de sua criação, porém, o princípio da criação de Holo era para que, a criança solitária e complicada que ele foi, finalmente tivesse um amigo. Por essa razão a IA era tão perfeita e companheira. Alguém que, bem no fundo, seu criador também gostaria de ser, para que assim as pessoas realmente se aproximassem, por mais que ele ainda não soubesse que era esse o seu maior desejo.

"Holo, Meu Amor" é fascinante! Os personagens nos deixam completamente divididos para quem devemos torcer, se suas atitudes são corretas, ou mesmo se seria bom para a humanidade uma tecnologia tão "humana". Se isso ajudaria as pessoas ou se as afastaria ainda mais umas das outras. O dorama tem um final triste, mas de uma maneira esperançosa. Assim como Han So-yeon, também estou completamente apaixonada!

Leia Mais

Cinderela e os Quatro Cavaleiros

| 23 novembro 2020 | Nenhum comentário:


Eun Hawon perdeu a mãe quando era muito pequena, então morava com a madrasta e a irmã de criação. O pai era caminhoneiro e viajava muito a trabalho, o que deixava com que sua madrasta se aproveitasse para explorar Eun Hawon dentro de casa, sem dispensar nenhum carinho para a enteada.

Porém, Eun Hawon era muito feliz. Trabalhava em diversos empregos, apenas para conseguir dinheiro para finalmente cursar uma faculdade e não se deixava desanimar, em nenhum momento, até descobri a verdade sobre suas origens. Ela não era filha biológica de seu pai e, ao ser expulsa de casa, se encontra sem nenhuma saída, a não ser aceitar uma proposta nada convencional.

Kang Hyunmin, um herdeiro muito rico, decidiu levar Eun Hawon ao casamento de seu avô, exatamente para chocá-lo, após conhecer a jovem em um de seus empregos, mas ele nunca imaginaria que Eun Hawon o colocaria em seu lugar, e lhe ensinaria uma grande lição, bem na frente do seu avô.

Os herdeiros da família Kang eram, segundo seu avô, revoltados e indisciplinados, além de não saberem conviver como uma família. Após ver o comportamento de Eun Hawon na festa, talvez ela fosse a pessoa certa para finalmente entrosar os netos, seus grandes herdeiros. Para isso, Eun Hawon teria que se mudar para a mansão dos primos Kang e cumprir as missões designadas pelo seu avô. Mas não seria nada fácil lidar com personalidades tão diferentes, além de cumprir a mais importante das regras: não namorar com nenhum dos herdeiros.

Fiquei muito feliz por esse dorama estar disponível na Netflix. Há muito tempo tinha vontade de assistir, e foi muito melhor do que eu teria imaginado. Uma versão bem moderna e coreana da conhecida história da Cinderela, porém, nesse caso, ela tem vários príncipes ao seu dispor, ou, alguns sapos que precisam melhorar o seu comportamento.

Como apenas um dos primos foi criado sabendo de suas origens "nobres", era muito complicado para Eun Hawon fazê-los conviver em harmonia, sendo que, quando estavam juntos, só surgiam brigas. Mas a jovem já havia passado por muita coisa na vida, já tinha tido diversos empregos e morar naquela mansão, e ver todos os dias três caras lindos, por mais que só brigassem entre si, não era a pior situação de sua vida.

Apesar de tudo, não posso deixar de sentir muita raiva do avô. Ele não é um homem de bom coração que deseja ver os netos se dando bem e felizes. Contratar Eun Hawon, nada mais foi do que uma nova forma de tentar manipular os herdeiros, algo que ele tentava fazer a cada momento, usando o seu dinheiro para comprar quem quer que fosse para alcançar os seus objetivos.

O grande apíce do dorama é ver os primos se abrindo pela primeira vez, encontrando em Eun Hawon a válvula de escape que eles precisavam para finalmente começarem a ver aquela mansão como um lar. É triste acompanhar tudo o que aconteceu em suas vidas até aquele momento, principalmente com Kang Jiwoon, mas também é notável a sua mudança, além de sua atração pela nova moradora da mansão.

Mas, como não há nada com o um bom triângulo amoroso, também temos o terceiro primo, Kang Seowoo, um cantor muito famoso, com uma legião de fãs, que começa a sentir algo realmente especial por Eun Hawon.

Como estamos falando de uma releitura de Cinderela, claro que é fantástico ver a madrasta e a irmã má sendo punidas por suas maldades, algo que acontece durante toda a história, e não somente no final. As duas, tentando manipular aqueles que estão ao seu redor para chegar ao mesmo “patamar” que a enteada, é hilário, mas uma punição muito bem colocada para ambas.

Estou completamente apaixonada por essa história. "Cinderela e os Quatro Cavaleiros" (disponível na Netflix), me deixou completamente enlouquecida, querendo saber onde aquela amizade de uma menina pobre com os primos ricos (mas que desprezavam uns aos outros) os levaria. Claro que, além da amizade, temos espaço para muito amor. Para quem ama romance, ele não falta nessa história.

Leia Mais

Ombro Amigo

| 27 fevereiro 2020 | Nenhum comentário:

Ele estuda para ser um cientista. Ela é uma estudante de contabilidade, mas que sonha em trabalhar com publicidade. Enquanto Gu Weiyi vê o mundo de uma maneira muito lógica e não leva nenhum jeito para lidar com o amor, Situ Mo está disposta a jogar anos de estudos para o alto, apenas para seguir os seus sonhos. Duas personalidades tão diferentes, mas que poderiam se complementar como nenhuma outra.

Para ficar mais próxima ao trabalho, Situ Mo aceita a oferta de sua mãe de viver um tempo na casa de uma amiga, que estava desocupada, até o filho dessa amiga aparecer. Gu Weiyi não imaginava o desafio que seria viver com Situ Mo. Sua desorganização, ou gostos estranhos para comidas, não chegariam nem perto dos sentimentos inéditos que surgiriam em seu coração.

Poxa, mais um dorama onde os mocinhos, com personalidades completamente opostas, acabam indo morar juntos? SIM!!! E mais uma vez o dorama é apaixonante? SIM!!! E SIM milhares de vezes.

Quem não curte um bom clichê, que jogue a primeira pedra, mas, mesmo com pontos de partida tão semelhantes, cada uma dessas histórias consegue ser única, a sua maneira.

No caso de "Ombro Amigo", o personagem masculino principal é bem diferente do que encontramos em outros doramas. Estamos bem acostumadas a personagens quase bad boys, com personalidades fortes e bem seguros de si. Aqui, temos o fofo e meigo Gu Weiyi.

Ele é muito diferente de outros personagens, mas tão apaixonante quanto. Sua mente tão lógica, às vezes o coloca em situações hilárias, principalmente se tratando de sentimentos, de amor. Por mais que ele conhecesse os seus sentimentos, por mais que já tivesse entendido a sua paixão por Situ Mo, era muito complicado trazer para a vida real algo que ele não pudesse levar para o laboratório e fazer uma minuciosa análise.

Sua fofura e companheirismos são encantadoras. Quando ele finalmente consegue o seu objetivo, ou, o seu grande amor, isso não significa que está tudo resolvido em sua vida. Mesmo uma cena, pouco comum em doramas, como os protagonistas tentando aprofundar o relacionamento, pode virar uma cena hilária quando as coisas não dão muito certo e Gu Weiyi, como tudo em sua vida, vai estudar sobre o corpo humano para entender o que poderia ter dado de errado.

Enquanto isso, Situ Mo tenta mudar de carreira e convencer os pais de que é isso o que ela realmente quer. Enquanto tudo o que sua mãe deseja é que ela se case com seu colega de quarto, e eles finalmente possam ser uma grande família.

Ver Situ Mo e Gu Weiyi morando juntos, se tornado amigos, um ajudando o outro, e, tudo isso se tornado algo mais, é lindo e cheio de amor. Impossível não maratonar os episódios e, quando termina, ficar querendo muito mais.
Leia Mais

Minha Juventude

| 29 janeiro 2020 | Nenhum comentário:

Muitas coisas podem acontecer entre o ensino fundamental e a vida após a faculdade. Por mais “comum” que seja a vida de um personagem, a juventude, os primeiros amores, as amizades, as decepções, nunca serão algo sem valor, o que é muito bem provado nesse lindo dorama da Netflix.

Seis amigos vivendo triângulos amorosos e decepções, mas também correndo atrás de seus sonhos. Su Cancan é uma menina doce e inocente, não é a melhor aluna de sua sala, mas escreve muito bem. Além disso, tem uma paixão platônica, durante anos, por um dos meninos mais populares do colégio, Lin Jia Ze. Quando ela “esbarra” em Lan Tian Ye, ela descobre que ele é o completo oposto do seu grande amor, porém, o destino parece querer colocar esses dois lado e lado e, mesmo sem perceber, Su Cancan não consegue mais ver sua vida sem Lan Tian Ye.

Que história encantadora. Sem enrolações, sem grandes acontecimentos, apenas com os sentimentos reais que qualquer um de nós pode também ter dentro de si. É incrível acompanhar esses jovens sonhadores, que crescem acreditando no seu futuro, acreditando no amor, e entendendo que a vida é muito mais complicada do que pensamos quando se é jovem.

O roteiro não deixa margem para dúvidas quanto aos sentimentos dos personagens, e eles, em nenhum momento, ao entenderem o que se passa no coração, tentam negar o que sentem. Isso é formidável. Tirando algumas peças que o destino prega nos protagonistas, o que também pode acontecer na vida real, em nenhum momento eles se negam a felicidade, como acontece em outras histórias, onde algumas decisões tomadas nos matam de desespero, pois a felicidade é bem óbvia, e está à frente do personagem. Aqui, realmente tudo ocorre de forma suave, e não passamos por esse tipo de desespero, exatamente pela coragem de tentar, de ser feliz.

Mas isso não torna o dorama menos emocionante. Ele é muito real para não nos transbordar com os seus sentimentos. Além do casal principal, temos outros dois personagens que são jovens incríveis, bem-sucedidos, mas, que nos causam muito mais sofrimentos, mas não por conta de suas decisões. Um amor não correspondido, por mais que você torça para dar certo, nem sempre é possível, principalmente quando o seu coração está dividido. Talvez a única solução fosse ter dois finais, em que cada um deles um personagem diferente alcançasse a felicidade. Como isso não é possível, me contento em saber que a vida, inclusive na ficção, nunca é exatamente perfeita.

Foi uma experiência linda acompanhar a história de amor e crescimento desses jovens. “Minha Juventude” é um dorama para nos apaixonarmos por esses personagens tão reais, e torcer por eles, como se fossem pessoas da nossa família, correndo em busca de seus sonhos, de sua felicidade. Fiquei muito triste quando terminou, não queria me separar desses meus novos amigos, afinal de contas, eles ainda são jovens e têm muitas histórias para contar...
Leia Mais

The Witcher

| 06 janeiro 2020 | Nenhum comentário:

Um bruxo que vivia para destruir monstros, em troca apenas de moedas. Uma princesa com um Reino destruído e em busca do seu defensor. Geralt poderia parecer um ser que não se importava com nada, nem ninguém, mas quando sabe que a princesa Ciri está em perigo, deixará qualquer outra missão para trás, para que possa encontrá-la e protegê-la.

Enquanto Ciri está fugindo dos piores monstros que podem existir no planeta, seres humanos com sede de poder, Geralt conhece alguém que fora nada mais que um estorvo para sua família, e agora era uma feiticeira poderosa. Yennefer aprendeu a controlar os seus poderes, mas não a sua mágoa, nem a sua dificuldade de confiar em outras pessoas.

Estou fascinada por essa série, morrendo de vontade de ler os livros e muito ansiosa pela próxima temporada. Henry Cavill é um show como Geralt de Rivia. Tão sério, compenetrado, escondendo a dor que ele carrega desde a infância, afastando aqueles que estão ao seu redor, mas, sem muito sucesso. Com um pouco de esforço, é possível quebrar o gelo do coração do bruxo e fazer parte de sua vida.

Sua relação com Yennefer é complexa e intensa. Dois seres com medo de se entregar àquele sentimento, com medo de serem traídos novamente pela vida, mas vivendo algo único e poderoso.

Como terceiro elo dessa equação, temos Ciri, que não passa de uma menina, mas que teve que fugir de seu Reino, sozinha, para salvar a própria vida. Seu único objetivo era encontrar Geralt, e mal posso dizer o quanto ansiei por esse encontro. Dois personagens que nós conhecemos aos poucos, que entendemos, episódio a episódio, o que realmente os unia.

A cronologia da série me deixou um pouco confusa em determinados momentos, intercalando passado e presente, sem deixar claro em que momento da trama estávamos a cada cena, porém, esse é o grande artifício que torna a forma como conhecemos a trama e seus personagens tão intenso e dramático.

“The Witcher” é uma série de fantasia fabulosa. Fiquei muito feliz dos três personagens principais serem tratados da mesma forma, sem um destaque desnecessário para o personagem de Cavill, quase até esquecido em alguns episódios, quando algo de muito importante nos era transmitido fora de seu núcleo. Impossível não maratonar e, ainda mais, não ansiar enlouquecidamente pela próxima temporada. Enquanto isso, quem sabe os livros nos ajudem...
Leia Mais