O Espaço Entre Nós

| 30 março 2017 | 2 comentários:


Finalmente um sonho antigo do Homem é realizado: Poder viver em outro planeta, começar uma nova civilização que povoasse algum lugar que não fosse a terra. Nesse caso, uma base espacial é construída no planeta Marte, com capacidade suficiente para manter seres humanos por vários anos. A primeira expedição que irá morar em Marte por 4 anos, composta por poucos tripulantes, está eufórica com a viagem. Tudo no caminho para o planeta vermelho está certo, até que a Astronauta Sarah Elliot, chefe da missão, descobre que está grávida durante a viagem. Seu filho nasce em Marte e, como a criança não possui condições físicas de fazer a viagem de volta, a mesma torna-se um segredo e é criada no planeta vermelho, até ter idade o suficiente para perceber que a vida era muito mais do que aquela pequena base que ele conhecia.

Tudo o que Gardner Elliot conhece de verdade em seus 16 anos está na estação espacial em que vive. A internet é uma forma dele conhecer o planeta que deveria ser seu lar, mas que está a milhões de quilômetros de distância. Mas essa também foi a forma que ele encontrou de conhecer alguém de sua idade que, apesar de não conhecer o seu segredo, considerava uma verdadeira amiga. Tulsa é alguém que tem uma vida muito difícil, é maltratada pelos colegas e encontra em Gardner sua válvula de escape, alguém muito importante para a sua vida. 

Quando Gardner descobre uma foto antiga de sua mãe, ele percebe que talvez não esteja tão sozinho quanto ele imagina. Seu pai ainda estava na Terra, e ele faria qualquer coisa para encontrá-lo, mesmo que isso colocasse sua vida em risco. Seu corpo não estava preparado para uma gravidade tão maior que a de Marte, mas ele enfrentaria o que fosse necessário pela vida que ele sonhou durante tanto tempo.

É incrível ver como Gardner fica complemente emocionado e eufórico com fatos tão banais do nosso dia a dia. A chuva, o mar, as florestas, os animais, são incríveis aos olhos de quem nunca viu nada disso pessoalmente. Sua maior ambição é descobrir o que as pessoas mais gostam na Terra, e as respostas podem ser realmente incríveis e reveladoras.

A verdadeira aventura de Gardner começa quando ele foge da Nasa para conhecer Tulsa, o que é um encontro realmente fantástico, pois, por mais que eles nunca tivessem se encontrado, é impossível já não estar torcendo para que isso aconteça. A garota o ajuda a fugir e em sua missão de encontrar tentar encontrar o pai.

O final, além de ser emocionante, é surpreendente. Acredito que uma das melhores sacadas de um roteiro é quando ele nos apresenta todos os elementos necessários para montar o quebra-cabeça, mas onde as peças só se encaixam realmente no final. Foi exatamente assim que eu me senti. Emocionada e eufórica. 

O Espaço entre nós, mistura ficção científica, romance e descobertas. Tudo novo aos olhos de quem foi criado em uma bolha, distante da realidade. O casal principal é lindo e não tem como não torcemos por eles, mesmo com toda a dificuldade que encontram, pois literalmente estão em planetas diferentes. Mas, apesar das dificuldades, a esperança está sempre presente e uma mensagem constante de aproveitar a vida e seguir seus sonhos. Um filme imperdível!
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Belo Desastre

| 28 março 2017 | 3 comentários:
“ – Boa noite, Beija-Flor – ele sussurrou no meu ouvido.
Eu podia sentir o seu hálito de menta na minha face, o que fez cada centímetro do meu corpo se arrepiar. Ainda bem que estava muito escuro e ele não pôde ver minha reação embaraçosa, ou o rubor que tomou conta do meu rosto logo em seguida.”

“Belo desastre” é um livro que trata de duas pessoas, aparentemente, completamente diferentes, se conhecendo, se tornando parte da vida um do outro e desenvolvendo um amor, chegando a beirar uma coisa doentia (total dependência), mas que não parece errado e o leitor torce a cada momento que eles superem os seus problemas e possam ficar juntos.

Muitas vezes ao ler o livro, à palavra “Desastre” do título passa por sua cabeça, o que te faz imaginar um final não muito satisfatório, mas somos muito bem recompensados, porque o amor sempre supera tudo, principalmente quando ele se torna tudo na sua vida, e muda tudo o que você é. Para melhor.

Se você ainda não conhece o irresistível Travis Maddox, largue tudo o que está fazendo e leia “Belo Desastre”. Você não sabe o que está perdendo.
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Mikasa Ackerman

| 27 março 2017 | 2 comentários:
É impossível assistir ao anime “Attack on Titan” e não se encantar por essa personagem tão forte, cheia de coragem, que sempre está pronta para ajudar aqueles que ela ama e lutar por aquilo que acredita.

Mikasa era uma criança normal e gentil, até ser sequestrada por criminosos que mataram os seus pais na sua frente. Sua vida poderia ter terminado naquele momento, em vários sentidos, mas Eren a salvou dos bandidos e a salvou de se enterrar tão profundamente em si mesma que ninguém mais pudesse alcançá-la.

Apesar de ter um passado tão triste, o seu amor por sua nova família, principalmente por Eren, fez dela uma pessoa realmente maravilhosa, corajosa e que pode inspirar outros a lutarem pelo bem da humanidade. Mesmo com a humanidade quase extinta, vivendo cada dia sem saber se o amanhã chegará, ela consegue encontrar forças em seus amigos para seguir em frente.

Mikasa é uma personagem realmente forte e especial, por isso merece ser a nossa “Personagem da Semana” :D
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Gelo Negro

| 26 março 2017 | Nenhum comentário:
Britt estava animada com a sua viagem de férias, algo que ela planejou durante muito tempo. Apesar de sua melhor amiga, Korbie, preferir ir para um lugar ensolarado, curtir a praia, ela a convenceu à irem para as montanhas, onde fariam uma trilha. O irmão de Korbie, Calvin, adorava esse esporte e esse foi um dos motivos de sua escolha. Britt namorou Calvin secretamente durante vários meses, até que ele foi para a faculdade e terminou tudo com ela, a deixando completamente arrasada. Essa viagem era uma forma de tentar uma nova aproximação, por mais que ela não soubesse se preferia se vingar, ou reavivar os sentimentos que ele sentia por ela. Tudo seria perfeito, se uma tempestade de neve não surgisse no caminho de Britt e Korbie. Mas, elas mal poderiam suspeitar que esse seria o menor de seus problemas.

Elas não conseguiam mais dirigir e estavam longe da cabana dos pais de Korbie. Britt mal sabiam onde estavam, portanto, a melhor decisão seria abandonar o carro e buscar ajuda. Após andar durante muito tempo, elas finalmente encontram uma cabana habitada. Aquela poderia ser a sua salvação, ou início de seu maior pesadelo. Na cabana estavam Shaun e Mason, dois criminosos que as sequestram com o intuito de obrigá-las a ajudá-los a sair da montanha em segurança. Korbie é abandonada a própria sorte e Britt segue sozinha com os dois, sem saber o que fazer, sem saber que decisão tomar, sem saber em quem realmente poderia confiar.

Que livro fantástico! Amo histórias com romance, muito suspense e grandes reviravoltas. Mal pude acreditar o que a autora Becca Fitzpatrick foi capaz de fazer nesse livro. Já era muito fã da autora por conta da série “Sussurro”, mas agora tenho certeza absoluta da sua capacidade de nos manter presos a cada página, com uma trama tão bem elaborada.

A protagonista é alguém que sempre dependeu do pai e do irmão em todos os momentos de dificuldade em sua vida. Ela mesma não conhecia sua inteligência e real força de vontade, até o momento em que ambos foram extremamente necessários. Entre tentar salvar sua amiga e a si mesma, mesmo quando o desespero ameaçava tomar conta, ela foi capaz de se manter firme, mesmo quando tudo em que ela acreditava ia por água abaixo.

Shaun se mostrou cruel desde o princípio, alguém em que era totalmente impossível de se confiar. Alguém que não hesitaria em acabar com quem estivesse em seu caminho, que faria de tudo para salvar a própria pele.

Por outro lado, Mason parecia ter um lado mais humano, ao mesmo tempo em que tentava esconder qualquer um de seus sentimentos. Não demonstrava fraqueza, mas também não demonstrava ser impiedoso, mesmo também sendo responsável por aquele sequestro.

Não posso realmente me aprofundar em cada personagem, sem soltar spoilers cruciais sobre a trama, porém, a autora foi muito precisa em nos esconder a verdade e ir revelando poucos detalhes, que nos fariam terminar o livro chocados com o rumo que a história tomou. Amei ser totalmente enganada e ser surpreendida com cada parte, até a última página do livro, tanto em relação aos personagens, quanto aos acontecimentos.

“Gelo Negro” é um livro impactante. Todo o suspense e tensão que a autora cria são regados a um romance tão incrível, que você nunca sabe o que pensar, se realmente acredita que aquilo é real, ou apenas uma estratégia para que alguém consiga seus objetivos, que é impossível largar o livro até que toda a verdade seja revelada. Uma verdade totalmente impossível de ser desvendada, até que a autora decida que é o momento. Essa é uma obra incrível e impressionante, tensa do começo ao fim. 
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Montanha da Lua: A Maldição dos Hallinson

| 23 março 2017 | 4 comentários:
Mical Baudelaire Nashgan era uma mulher que sonhava em se casar por amor, mas, devido a sua idade, já não tinha esperança de encontrar um marido por quem ela se apaixonasse, muito menos ser agraciada com filhos. Octávio Hallinson vive recluso, amargurado, com feridas impostas por uma maldição que perseguia a sua família por gerações. Quando Mical e Octávio se veem lado a lado, tendo que conviver por dias, cuidando um do outro, sentimentos são despertados e cada um terá as suas razões para tentar fugir deles.

Posso dizer que estou em uma ótima fase em descobrir autores nacionais realmente talentosos nesse mundo da literatura. Mari Scotti é uma autora de quem eu já tinha ouvido falar, conhecia suas obras pelos títulos, mas nunca tinha realmente me interessado em ler, até esse momento. Agora, tenho certeza que vou correr para devorar cada uma de suas obras, pois esse meu primeiro contato foi surpreendente.

Octávio salva Mical do ataque de um urso e a leva para a montanha, onde ele vive recluso desde o falecimento de sua esposa. Mical pensa que foi sequestrada por aquele homem selvagem, mas ela mal poderia imaginar que estava aos cuidados de um dos homens mais importantes da região. Quando ela descobre a verdadeira identidade de seu salvador, e que seu intento era apenas ajudá-la, seu coração começa a não querer mais voltar para casa, e permanecer ao lado daquele que salvou sua vida.

Por mais que Octávio temesse a maldição, responsável pela morte de todas as mulheres que foram amadas por um Hallinson, ele não resiste aos encantos de Mical e se casa com ela. A protagonista nunca se sentiu tão feliz e completa, ela amava seu marido como nunca imaginou amar um homem, porém, por mais que o sentimento fosse recíproco, o pavor de Octávio perante a maldição, perante a possibilidade de perder novamente sua esposa, poderia ser o estopim para o fim de toda aquela felicidade.

Que livro encantador! Amei o começo da trama, sem rodeios ou enrolações. Os dois se conhecem, em um momento tenso, são quase que jogados nos braços um do outro e encontram aquilo que eles precisam. Após o que seria o final feliz, um casamento e uma gravidez muito desejada, tudo começa a desandar na vida do casal, o que torna o livro muito original.

Mical é uma mulher que, apesar da época exigir, não quis se casar, até encontrar aquele homem que fizesse o seu coração realmente bater mais forte. Adorei como a autora encaminhou as decisões da protagonista. Alguém que quer se proteger, que não quer sofrer, mas que também entende o sofrimento de seu marido, suas dúvidas e tem amor o suficiente para perdoar, mais de uma vez, suas decisões precipitadas.

Octávio passou a vida inteira sofrendo por conta da maldição de sua família. Ele não se permitia amar ou ser feliz, se isso mantivesse a sua mulher viva. É muito interessante ver tantas faces de um personagem. Ele passa de um homem bruto, frio, para alguém mergulhado na tristeza e no sofrimento, alguém que não tem vergonha de mostrar suas lágrimas, que realmente consegue passar todo o temor de sua mente e de seu coração.

“Montanha da Lua: A Maldição dos Hallinson” me conquistou por trazer um casal tão apaixonante, com uma química perfeita. As suas cenas de paixão são de tirar o fôlego, a cumplicidade entre eles é tão natural quanto especial, impossível de não se apaixonar por essa obra incrível de mais uma excelente autora nacional que eu tive a honra de conhecer.
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A Menina Que Tinha Dons

| 21 março 2017 | 2 comentários:
“ - Está tudo bem – diz ela, fraca. – Eu não mordo.
Era para ser uma brincadeira. Do outro lado da porta, a Srta. Justineau chora.”

Você gosta de livros sobre zumbis? Bom, eu também não gostava muito, até ler esse livro.

Imagine uma criança, aparentemente comum, mas que vive dentro de uma cela, só sai de lá completamente amarrada e todos parecem ter medo de ficarem ao seu lado. Ela é curiosa e gentil, inteligente e amável, contanto que não sinta o cheiro de carne humana.

O autor foi realmente genial em criar essa história. Vários pontos de vista diferentes que nos fazem amar e ter medo de uma mesma personagem, em poucas páginas. Uma narrativa incrível e impactante.

A genialidade com que a história de “A Menina Que Tinha Dons” é passada para o leitor, não passa despercebida por ninguém. Goste ou não do tema, tenho certeza que você irá amar a nossa Dica da Semana.
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Primrose Everdeen

| 20 março 2017 | 2 comentários:
“E então eu a vejo, o rosto lívido, os punhos cerrados ao lado do corpo, caminhando com passos curtos e resolutos em direção ao palco. Ela passa por mim e vejo que a parte de trás da blusa escapou novamente da saia. É esse detalhe, a blusa para fora da saia formando um rabo de pato, que me traz de volta à realidade.
- Prim!”

Nesse momento, já estávamos apaixonados pela irmã da protagonista, uma criança doce e gentil, que consegue ser alguém justo, mesmo vivendo em um distrito onde mora o sofrimento. Alguém que conseguiu servir de inspiração para que sua irmã fosse o estopim necessário para mudar toda a sociedade desigual em que elas viviam.

Prim é uma das personagens mais amáveis que eu já tive o prazer de encontrar em livros. É impossível ler a série “Jogos Vorazes” e não se apaixonar por ela, por isso mesmo o último livro se torna uma facada no coração de qualquer fã.

Como não amar a nossa Personagem da Semana?
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A Bela e a Fera

| 18 março 2017 | Nenhum comentário:

Live Action da animação de 1991, "A Bela e a Fera" nos mostra a história de Bela, uma moça simples de um pequeno vilarejo que quer mais da vida do que apenas se casar. Como todos dizem no local, ela é uma moça estranha que gosta de ler e inventar.

Seu pai, Maurice, é preso por uma fera amaldiçoada ao retirar uma rosa de seu jardim e a mesma toma seu lugar para protegê-lo. Dessa forma, começa o relacionamento de Bela com a Fera, que no início não é dos melhores, mas, com o tempo, ambos veem as melhores características um no outro. 

O Castelo é perfeito, lindo e mágico, com todos seus habitantes transformados em objetos, é como ver um sonho virar realidade, o filme inteiro inclusive pode ser visto dessa forma. Todos temos a animação original como referência e podemos nos encantar com esse novo formato, de forma única. 

A Fera tem todas as características que queremos ver. No começo da narrativa, aparece bravo e sem coração, mas no fundo é um verdadeiro príncipe encantado que vai se mostrando cada vez mais conforme o decorrer da história. Um vislumbre do passado do príncipe, de sua infância, em uma nova canção, composta exclusivamente para o longa, nos mostra a dor real que corrói o coração de alguém que aprendeu um dia o que era ser verdadeiramente amado, e depois foi deturpado por um pai sem dignidade. É claro o seu arrependimento, pelo seu destino e pela forma como ele condenou pessoas que sempre estiveram ao seu lado.

As músicas são perfeitas e conseguem se transformar as cenas musicais em algo ainda mais impactante que a animação original, tocam seu coração desde a introdução, inclusive as novas canções que foram acrescentadas junto a cenas inéditas que aprofundam a história e o nosso conhecimento das personagens.

Emma Watson conseguiu incorporar uma Bela forte e com personalidade. Ela é muito parecida com a personagem original, mas também nos delicia com um toque maior de tenacidade, coragem e um espírito ainda mais aventureiro. Desde ensinar meninas a ler, se recusando a casar com Gaston, até tomando o lugar de seu pai em um destino, aparentemente, terrível. Não podia esperar algo melhor na adaptação de um clássico que tanto amamos.

Gaston é Gaston, um verdadeiro narcisista, orgulhoso e egoísta e que não mede esforços para ter aquilo que quer. Ele é um dos personagens mais incríveis durante o filme. Uma escolha realmente perfeita foi colocar Luke Evans como interprete do antagonista. Ele realmente incorporou o personagem e foi protagonista de um número musical realmente incrível. Ele é um personagem para ser odiado, mas é tão perfeito que eu impossível de não ser amado.

LeFou também é outro personagem que roubou a cena, ainda mais que na animação. Muito engraçado, e amigo fiel de Gaston, que claramente tem uma paixão platônica pelo mesmo, mas nada explicito ou vulgar, que justifique todo o rebuliço que tem que causado em torno do personagem. 

Tudo é perfeito nesse filme, se o mesmo tivesse quatro horas, assistiria sem piscar. "A Bela e a Fera" não é apenas uma adaptação de um filme tão querido, é a evolução dessa obra prima, um deleite para os fãs antigos e para os novos, que terão o privilégio de ver essa grande história em um formato ainda mais encantador. Durante a sessão inteira as pessoas suspiravam e, quando a mesma terminou, aplaudiram. Lindo demais!
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A Rosa e a Adaga

| 15 março 2017 | Nenhum comentário:
Sherazade e Khalid estão separados, por mais que seus corações estejam mais perto um do outro do que nunca. Agora que Shazi conhece a verdade, sabe os reais motivos de Khalid ter assassinado tantas jovens inocentes, ela faria de tudo para descobrir como acabar com aquela maldição e finalmente viver ao lado de seu amado Rei. Mas, para isso, ela teria que desafiar a tudo e a todos, inclusive sua própria família.

“A Fúria e a Autora” é um livro incrível, uma releitura única da história de “As Mil e uma Noites”. No primeiro livro da série, somos apresentados aos personagens principais e podemos acompanhar o amor que surge entre eles, mesmo com Sherazade sofrendo por estar desejando um monstro, até que ela descobre toda a verdade e se sente livre para entregar o seu coração para aquele que ela ama. Porém, não seria fácil, com uma maldição os rondando e ameaçando todos os habitantes de seu Reino.

Nessa sequência, conhecemos uma Sherazade ainda mais forte e corajosa. Uma mulher que teria coragem de lutar, se ferir, enganar e até mesmo trair, por tudo aquilo que ela acreditava que fosse certo, para salvar o seu grande amor de um terrível destino. Ela não espera ser salva. Com a magia florescendo dentro de si, ela precisava controlar aquele poder, por mais perigoso que fosse. Enquanto isso, Khalid é um homem que sofre todos os dias, que tenta ajudar o seu povo, mesmo que incognitamente, e está disposto a abrir mão da mulher mais importante de sua vida, se isso for mantê-la viva.

Estava muito ansiosa para finalmente colocar as mãos nessa sequência. A autora, Renée Ahdieh, elevou uma história já conhecida a um nível que ninguém imaginária que ela seria capaz. Em “A Rosa e a Adaga”, a vida de uma moça não será salva com histórias e um Rei mostrará para o seu povo que ele pode ser algo muito além que o monstro que todos temem.

Khalid não pode mais proteger Sherazade, e ele teme isso. Agora, os dois devem batalhar lado a lado, como iguais. Vendo a sua magia crescer, Sherazade consegue as respostas que ela tanto buscou, mas ela jamais imaginaria o preço que teria que pagar para finalmente encontrar a sua felicidade.

Personagens pouco mencionados no primeiro livro, como Tariq, o primeiro amor da protagonista, Irsa, irmã de Sherazade e Rahim, par romântico de Irsa, são tão importantes, quanto apaixonantes, nessa sequência. Os personagens secundários são tão essenciais quanto os protagonistas para o desfecho da narrativa.

“A Rosa e a Adaga” é uma sequência maravilhosa para um livro que conquistou meu coração. Com muito mais ação, amor e tensão que o livro anterior, essa narrativa nos deixa com o coração na mão, a cada momento, sem saber qual será o destino de Khalid e Sherazade. Amei o final (por mais que meu coração quase tenha saído pela boca) e só posso desejar ler outros livros dessa autora que nos mostrou que tem o dom de lidar com as palavras.
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Se Eu Ficar

| 14 março 2017 | 2 comentários:
“E então, Adam vai ficar lá fora, me esperando. No começo, pensará que me atrasei. Como é que ele vai saber que, na verdade, que eu cheguei adiantada? Que cheguei a Portland hoje de manhã enquanto a neve ainda estava derretendo?”

Quem não gosta de uma linda história de amor? Quem não gosta de uns toquezinhos de drama e sofrimento? Se bem que a palavra “toquezinho” não combina com esse livro, que vai te levar as lágrimas, mas você vai amar.

Mia sofreu um acidente de carro com a sua família e seu estado é tão grave que ela está entre a vida e a morte. Ela nunca imaginou que estaria tão ciente de tudo à sua volta e que a escolha entre ficar ou seguir em frente estaria em suas mãos. Agora, Mia deve escolher entre ficar e suportar viver com a dor de tudo o que ela perdeu ou seguir em frente e deixar para trás um futuro promissor na música, além de tantas pessoas que a amam.

“Se Eu Ficar” é um livro que nos faz repensar alguns fatos em nossas próprias vidas. Aquela velha história que nós só damos valor a algo quando nós perdermos é tratada aqui de uma forma realmente cruel. Porém, apesar de todo o sofrimento, podemos sentir a força de alguém que cresceu conhecendo vários tipos de amor. Um livro sensível e encantador, uma leitura indispensável.
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Adam Wilde

| 13 março 2017 | Nenhum comentário:
“Então sinto a mão de Adam apertar ainda mais a minha, e é como se sua mão pudesse suportar o meu corpo inteiro. Como se pudesse me levantar da cama naquele momento. Então, ouço sua respiração profunda, e depois sua voz. É a primeira vez que realmente posso ouvi-lo.
- Mia? - pergunta ele.”

Que personagem fantástico seria esse capaz de fazer alguém que perdeu tudo em sua vida simplesmente ficar? Esse é Adam Wilde, vocalista e guitarrista da banda Shooting Star.

Adam é um personagem apaixonante. Ao ler o livro, nós ficamos tão entusiasmados e angustiados quanto Mia, perante a sua aguardada aparição. Enquanto Mia espera que ele finalmente chegue ao hospital, nós podemos conhecer a história do casal, como sua relação começou e o quão perfeito ele é. Perfeição essa enfatizada pelo seu desespero na possibilidade de perder o amor da sua vida.

Adam é um personagem encantador, mesmo em meio ao sofrimento, que é exatamente onde nós o encontramos no livro “Para Onde Ela Foi”. É impossível ter alguém como ele em sua vida e simplesmente decidir abandonar tudo, seguir em frente. Com ele ao lado de alguém, é possível ficar, com certeza. 
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Logan

| 12 março 2017 | Nenhum comentário:
Muitos anos após o último filme do universo dos mutantes, poucos deles ainda existem. Nenhuma pessoa mais nasce com dons especiais e, os poucos remanescentes, agora se escondem do mundo. Logan finalmente chegou a sua velhice, juntamente com todos os infortúnios que ela poderia lhe trazer. Com um trabalho comum e viciado em bebidas, ele apenas tenta manter o professor Xavier a salvo, mesmo que as suas feridas já não se curem como antes. Quando uma nova mutante aparece, uma criança, que teoricamente não deveria existir, algo dentro de Logan renasce e essa pode ser a sua última oportunidade de fazer o que é certo.

Quando fui ao cinema assistir “Logan”, imaginei que iria encontrar um filme melancólico, mas todos os sentimentos que me envolveram superaram muito apenas a melancolia. Começamos com o choque de encontrar um mundo onde todos aqueles mutantes que nós aprendemos a amar não existem mais. Logan é um homem amargurado, que parece estar apenas esperando por sua morte, e a de seu grande amigo, para que tudo finalmente termine. O professor Xavier não é mais aquele homem sábio, inteligente e o mentor de que todos necessitavam. Agora, ele é um homem que mal conseguia controlar sua mente, que vivia preso, para o seu próprio bem, e de todos aqueles a seu redor.

Eles vivem em uma situação tão inferior à que nos despedimos no último filme, uma escola cheia, repleta de alunos com dons especiais, onde formavam um verdadeiro lar, onde qualquer um poderia encontrar uma família, que é impossível não ficar desolada, sentir uma intensa tristeza, ao acompanhar suas vidas naquele momento.

Quando somos apresentados a mutante X-23, ou apenas Laura, a narrativa do filme mostra a que veio. Laura era apenas uma criança, mas não uma mutante comum. Ela havia sido criada em um laboratório, assim como outras iguais a ela. Não aguentando ver crianças vivendo naquela situação, sendo treinadas para virarem soldados, um grupo se reúne para ajudá-las a fugir. Laura tem os mesmos poderes de Logan, se recusa a dizer uma só palavra, mas é a esperança que o professor Xavier esperava, a única coisa que convence Logan a tentar mantê-la em segurança.

Esse, com certeza, é o filme mais violento dos mutantes. Sem nenhum tipo de disfarce na hora de mostrar as garras de Logan, ou da mutante X-23, dilacerando as suas vítimas, cabeças rolando, e um palavreado nem um pouco infantil, justificam a classificação indicativa do longa. Por outro lado, o filme é tão pesado, tão denso e sombrio, tão diferente do filme “X-Men”, lançado há 17 anos, que seria impossível fazer com que um filme como esse fosse voltado para o mesmo público.

“Logan” é um filme de despedidas, ou a fagulha de um novo começo. Os fãs dos mutantes ficarão com aquele sentimento de tristeza do começo ao fim do filme. É impossível assistir e não se emocionar ao encontrar a velhice, a falta de esperança e o final de personagens tão marcantes. Há 17 anos, fomos apresentados a esse mundo, nos cinemas, com cenas engraçadas, muita cor, personagens com toda uma vida pela frente e esperança. Agora, nos despedimos deles com um sentimento mais sombrio, mas com o filme mais grandioso e emocionante da franquia. 
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A Fila

| 10 março 2017 | 2 comentários:


“A Fila”, da autora Ana Esterque, é um tipo de livro que sempre me enche de contradições quando eu estou lendo. Livros de contos geralmente ou fazem com que eu não me prenda a história, ou fique frustrada pela narrativa ser curta demais e posso dizer que passei pelos dois extremos lendo esse livro.

O primeiro conto, que dá título ao livro, “A Fila” nos passa tão claramente os sentimentos de uma criança perante a responsabilidade que a mãe coloca em suas mãos, a tensão que ela sentia naquele momento e o medo de ser repreendida, que é impossível terminar não achando que foi abrupto, desejando saber o que aconteceu, se a mãe retornou, ou ao menos se a geladeira, pivô de toda a trama, foi realmente comprada.

Em “Boa noite, Isabella” estamos realmente na cabeça da personagem, durante seu jantar, ao encontrar com desconhecidos, aparentemente simpáticos, que a fizeram viver a maior violência de sua vida, por mais que ela, e consequentemente o leitor, não se lembre de nada do que aconteceu. A diagramação nesse conto tem um peso enorme, uma forma muito bem elaborada de deixar aquele momento em branco.

Em um dos meus contos favoritos, “Os Estrategistas” temos um autor (não sei se a própria autora do livro) em seu momento como Deus. Quando o autor é dono do seu próprio mundo, decide quem vive e quem morre, porém, o que pode acontecer quando um de seus personagens não está conformado com o seu destino? Genial e surpreendente. O único conto que não me deixou frustrada, querendo saber mais do que estava por vir. Teve um desfecho que realmente finalizasse a história.

No conto “Você não acha que ainda é cedo” conhecemos os moradores de um prédio, enquanto um homem deixa a sua casa, passa de andar em andar, mas apenas nós, leitores, realmente sabemos o que se passa em cada um daqueles apartamentos e a relação que os moradores tem uns com os outros, até o que homem finalmente chegue ao seu destino.

Todos os contos nos deixam com uma sensação de tensão, tristeza, mas, ver a autora colocando uma coelhinha como personagem principal, é de cortar o coração. O título desse conto não poderia ser mais perfeito. Em “Amor delicado” temos exatamente o sentimento do que é amar um animalzinho, o que é estar ao lado dele e vê-lo envelhecer, porém, ao invés do lado humano, vemos isso do ponto de vista do animal. Emocionante e genial.

A autora tem um grande conhecimento e domínio para transmitir o que é ser humano, ou o que se passa na alma humana. Fiquei impressionada com os sentimentos, pensamentos e a relação que eu consegui criar com os personagens, mesmo com cada história com tão poucas páginas, me deixando por muitos momentos com um gostinho de quero mais.
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Cidade dos Ossos

| 07 março 2017 | 4 comentários:
“Vivíamos em um casarão, no campo. Meu pai sempre dizia que era mais seguro estar longe das pessoas. Eu os ouvi passando pela estradinha e corri para avisar. Ele mandou que me escondesse, então me escondi. Debaixo da escada. Vi aqueles homens entrarem. Havia outros com eles. Não homens. Renegados. Eles renderam meu pai e cortaram sua garganta. O sangue correu pelo chão. Ensopou meus sapatos. Eu não me mexi.”

Nossa dica dessa semana é de um livro que já conquistou o coração de muitos leitores. Quem ama fantasia, com certeza sente o coração palpitar ao ouvir nomes como Jace, Clary, Magnus...

No livro “Cidade dos Ossos” acompanhamos Clary em busca de sua mãe que está desaparecida. Nessa jornada, ela irá descobrir um mundo repleto de seres sobrenaturais, que ela nunca imaginou existir, e que faz parte de um grupo denominado Caçadores de Sombras, que protegem os humanos de seres que eles nem ao menos conseguem ver.

“Os Instrumentos Mortais” é, sem sombra de dúvida, uma das minhas séries favoritas. Me apaixonei por esses personagens e esse mundo desde o primeiro livro. Para quem ama fantasia, encontrar um mundo tão fabuloso onde todas as histórias são reais é indescritível. Não deixe de ler!
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Sheldon Cooper

| 06 março 2017 | 2 comentários:
Quem assiste a série “The Big Bang Theory”, com certeza é apaixonado pelo nosso “Personagem da Semana”.

É impossível assistir a essa série e não se divertir horrores com esse nerd com uma inteligência fora de série, mas completamente sem noção. Sheldon é tão habilidoso usando sua mente, quanto não tem habilidade alguma para lidar com pessoas. Suas manias e criancices criaram um personagem incrivelmente divertido.

Quem aguentaria um amigo como o Sheldon? Tenho certeza que quase ninguém, porém, quando você começa a ver essa série, não consegue parar. Mas lembre-se, não sente no lugar do Sheldon, ele pode ser um pouco sensível quanto a isso.

Bazinga!
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Perdida

| 05 março 2017 | 4 comentários:
Sofia é uma mulher moderna, independente, mas que nunca se apaixonou realmente, por mais que ela não concorde com isso. Quando ela precisa de um novo celular, a vendedora, uma mulher misteriosa, a convence a comprar um de alta tecnologia, nunca antes visto no mercado, o que enche os olhos de Sofia. Mas, o que esse aparelho faz é além da imaginação de qualquer pessoa. Voltar 200 anos no tempo e ser salva por um príncipe em um cavalo era tudo o que Sofia poderia sonhar, mas apenas em seus livros.

Quando a realidade é mais estranha que a ficção, pode enlouquecer alguém. Sofia só podia estar sonhando, ou era isso em que ela acreditava. Estradas de terra, carruagens, lordes andando a cavalo, vestidos longos e com saias esvoaçantes, além de um buraco no chão dentro de uma casinha para as suas necessidades, era algo quer Sofia jamais imaginou passar em sua vida. Porém, isso talvez pudesse ser contornado, quando em contrapartida havia um príncipe, ou melhor, alguém como Ian Clarke em sua vida.

Estou me perguntando até agora porque demorei tanto tempo para ler esse livro. Que história maravilhosa! Me deixou apaixonada desde as primeiras páginas, não pude parar de ler nem por um segundo. Carina Rissi criou um conto de fadas misturando a modernidade dos dias de hoje com a vida de 200 anos atrás. Uma protagonista literalmente além do seu tempo, ou além do tempo para o qual ela foi enviada. Chegar em um lugar onde as mulheres não poderiam andar nem com os tornozelos de fora, com uma saia na altura do joelho e uma blusinha simples já era um escândalo, mas esse era apenas um deslize, de vários, que a mocinha é capaz de protagonizar, e que todos nós também faríamos no seu lugar.

Sofia é acolhida pela família Clark como se ela já fizesse parte daquele lugar, algo que nunca aconteceria atualmente. Seu maior objetivo é conseguir voltar para casa e o seu celular mágico lhe envia algumas mensagens, como pistas, se ela está perto de alcançar o seu objetivo. Sem nem perceber, ela começa a se encantar por aquela época e, principalmente, por aquelas pessoas, como se realmente estivesse em casa.

Ian Clark é um deleite para a imaginação de qualquer leitora. Ele pode não ser um príncipe por falta de um título, mas é só isso que falta para que ele seja algo realmente saído de um conto de fadas. Alguém com um enorme coração, que cuida de sua irmã caçula com todo amor e dedicação, que respeita todos aqueles que cruzam o seu caminho e está disposto a mover céus e terras para realizar o maior desejo de sua amada, mesmo que esse desejo a leve para longe dele.

Gosto muito de romances de época, mas esse, por ter uma protagonista do nosso tempo, tem aquele detalhe que faz toda a diferença. Deixa a narrativa ainda mais criativa, mágica e encantadora. O casal principal tem uma sintonia fantástica, cada um lidando com aquele relacionamento a sua maneira, como eles aprenderam a fazer em suas épocas.

“Perdida” é um livro que vai fazer você se encontrar em um romance fantástico. Às vezes, é preciso se perder para realmente encontrar quem você deveria ser, quem você deveria amar e a verdadeira forma de ser feliz.
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Morgenstern

| 03 março 2017 | Um comentário:
Sarah Veja é uma jovem muito especial que estuda fisioterapia. Vive com sua família, ajudando seu pai cadeirante e sua mãe a vender cachorro quente para complementar a renda. E claro está à espera de um homem especial para compartilhar a vida.

Todos os seus amigos dizem a Sarah que essa pessoa já está na sua vida e é seu amigo Andreas, uma pessoa gentil que não esconde seus sentimentos por Sarah, porém a mesma não sente o mesmo, além de amizade pelo rapaz.

Porém quando a faculdade promove uma visita a uma academia, Sarah conhece o campeão de boxe e MMA, Hans Scheidemann, conhecido como a Muralha Alemã. A atração entre os dois é instantânea, mesmo com todas as diferenças entre eles. Junto com Hans, Sarah também descobre por uma vidente que ela é uma Estrela da Manhã, essencial para a manutenção do equilíbrio do mundo, porém o que isso significa?

É impossível não se apaixonar por essa leitura. Cada personagem do livro tem um papel extremamente importante na vida de Sarah, tanto para seu crescimento, como para sua aceitação em relação à vida. Ninguém está ali por acaso, sendo a palavra chave do livro: Escolha.

Escolha sobre nossos amigos, amores, família e como uma única escolha errada não afeta apenas você e sim todos ao seu redor. O bem e o mal parecem de forma muito bem feita, demonstrando a peculiaridade de cada pessoa e que só os fortes fazem as escolhas certas mesmo com adversidades.

No livro temos uma parte mística que particularmente é muito interessante, junto com o mundo “normal” de Sarah com sua família e faculdade e o lutador Hans com sua academia e suas lutas. Literalmente um nocaute em quem lê.

É lindo o relacionamento dos dois, porém o mesmo não é fácil. As adversidades estão em todos os lugares, como a diferença de idade dos dois, a não aceitação das famílias e a inveja. Porém os dois possuem um amigo incrível, Seu Antônio, que é uma das personagens mais lindas que já li e é impossível não gostar de sua atitude corajosa e integra.

Fazia muito tempo que não lia um livro que possuía tantas revira voltas bem escritas. É impossível largar o livro, toda vez que é obrigado a fazê-lo, sua cabeça fica pensando o que virá a seguir. O que é maravilhoso.

Uma leitura dinâmica, rica em detalhes sem ser cansativo e com personagens incríveis, enfim, cabe agora a vocês a Escolha de ler esse livro espetacular que acrescentará uma boa história a sua vida.
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Supernova: O Encantador de Flechas

| 01 março 2017 | 4 comentários:
“A partir daquele momento, a esfera teria as mesmas proporções de luz e sombra, de frio e calor, de alegria e tristeza, de bem e de mal... Sem deixar que os irmãos percebessem, ela despejou, em cada pequena parte do mundo, um pouco de trevas.”

Acigam é uma cidade totalmente fechada para o mundo exterior. Dentro dela vivem magos, pessoas com a capacidade de manipular as energias e que vivem escondidos por serem caçados por um governo completamente tirano, que só pensa em aniquilar aqueles que se dedicam a tal ciência.

Leran é neto de um grande mago e está aprendendo com o seu avô como controlar as energias. Porém, o garoto jamais imaginou que o ataque do governo seria implacável, que seus inimigos não teriam misericórdia e que objetivos obscuros fariam com que ele fosse uma das peças principais de uma grande guerra.

Antes mesmo de receber esse livro, já me interessei pela história. Amo fantasia e estava preparada para conhecer, e talvez até gostar, desse mundo criado pelo escritor Renan Carvalho, porém, foi uma surpresa muito mais gratificante do que eu poderia imaginar. O autor criou uma história e conseguiu contá-la de forma a realmente segurar o leitor por aquelas páginas. Não vejo diferença alguma aqui na qualidade da escrita, e da história criada, que deixe algo a desejar a qualquer fantasia internacional. Só posso dizer que esse livro me envolveu e me deixou ansiosa pelo próximo como poucos. 

Uma dica de livro nacional imperdível! 
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