Príncipe Partido

| 29 junho 2019 | Nenhum comentário:

Autora: Erin Watt
Editora: Essência
Livro anterior: Princesa de Papel

Após flagrar Reed e Brooke juntos, mesmo sem saber o real motivo, Ella deixa a mansão Royal, onde havia tanto dinheiro quanto sofrimento. Agora, sem a princesa da mansão, podemos acompanhar a história do ponto de vista de Reed, que não vai medir esforços para encontrar a única pessoa que trouxe vida para aquele lugar, e para o seu coração, após a morte de sua mãe.

Me apaixonei perdidamente por essa série já no primeiro livro. Agora entendo completamente porque esse casal é tão querido no mundo literário. Nessa sequência, além de apaixonada, estou obcecada por saber mais sobre um mundo tão distorcido, onde o dinheiro vem à frente de tudo e, quando os corações estão em jogo, você deve se defender de todas as maneiras.

A primeira parte do livro foi surpreendente. Após ler "Princesa de Papel" narrado do começo ao fim por Ella, conhecer os pensamentos e sentimentos de Reed foi incrível, mas muito triste. Fica ainda mais claro o quanto os Royal podem ser considerados pobres meninos ricos: repletos de dinheiro, mas carentes de amor.

As distorções dessa família são ainda piores do que imaginamos no primeiro livro. A morte da mãe foi o estopim para que todos ali se quebrassem, e tentassem encontrar em prazeres momentâneos como bebidas, drogas, sexo ou lutas, algum sentimento a mais, aquilo que faltava com tanta intensidade em suas vidas.

A volta de Ella é o momento em que podemos voltar a respirar, a ter novamente esperança que aquela família possa seguir em frente. Mas, como em toda grande história, temos conflitos a todo o momento para bagunçar ainda mais o que já está bagunçado.

Brooke volta à cena, com uma cartada para abalar completamente as estruturas de todos e nos entristecer ainda mais, pensando como aquilo poderia desestabilizar ainda mais uma família já tão desestruturada. Também protagonista do chocante final, apesar de bem diferente da sua participação no primeiro livro, terminamos a obra com doses ainda maiores de angustia e incerteza, além de uma ansiedade gigantesca para o próximo livro.

"Príncipe Partido" é uma continuação incrível, que vai te deixar sem fôlego em vários momentos, principalmente após um final tão cheio de grandes surpresas. Mal posso esperar para encontrar os Royal e saber o que o destino (ou a autora) lhes reserva.

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O Verão Que Mudou Minha Vida

| 23 junho 2019 | Um comentário:

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca


Para Belly, o ano era definido entre o verão e o resto dos meses. Ir para a casa de praia era uma tradição que existia desde antes de seu nascimento. Passar os verões com os irmãos Conrad e Jeremiah era o auge de sua vida, principalmente quando se tratava de Conrad. Apesar de mais centrado e fechado, o garoto sempre foi sua grande paixão, porém, ele nunca esteve tão diferente e distante quanto neste verão, e Belly sentia que aquela estação mudaria suas vidas para sempre.

Quando nós amamos muito um livro de uma determinada autora, sempre dá um frio na barriga começar uma nova série. Depois de ler algo tão perfeito quanto "Para Todos os Garotos que já Amei", só poderia me apaixonar completamente, ou me decepcionar totalmente, com mais um romance de Jenny Han. Fico muito contente de avisar que a primeira opção foi conquistada com louvou. A autora se prova super capaz de escrever histórias encantadoras, com uma pureza sem igual, mesmo com personagens e narrativas completamente diferentes.

A protagonista é apaixonada pelo verão, pela casa de praia e pela família Fischer. É como se eles lhe pertencessem durante o verão e nada pudesse separá-los. Seu irmão mais velho também fazia parte da equação, mas, pela primeira vez, não passaria o verão inteiro com eles, primeiro sinal de que eles estavam ficando mais velhos e que nada seria como antes.

Conrad, a paixão da protagonista, sempre foi a criança líder do grupo. Mais maduro que os demais, não se envolvia em todas as brincadeiras, defendia Belly quando os demais passavam do limite, por ela ser a menor, e sempre a tratou como uma irmã fofa mais nova. Mas agora Belly não era mais somente fofa, e muito menos sua irmã mais nova, mas Conrad parecia estar passando por um momento complicado em sua vida, por mais que ela não soubesse o que poderia ser, porém, aquilo fazia com que o garoto estivesse afastado dela como nunca antes.

Esse é um estopim perfeito para um novo interesse amoroso, principalmente quando um garoto fofo como Cam entra em cena, mas o triângulo amoroso não é algo decepcionante, como em outras narrativas. Tive muita pena de Cam, pois ele era realmente maravilhoso, mas Belly jamais conseguiu realmente se envolver, não com Conrad tão perto, sofrendo e perdido, principalmente quando ela descobriu a real razão por trás de seu comportamento.

Foi incrível acompanhar a vida de Belly agora, em plena adolescência, mas também ter vislumbres de sua infância e o quanto aquela casa, e principalmente aquela família, foram importantes em toda a sua vida. Temos aqui uma lição incrível sobre amizade. Apesar de ser um livro de romance, a história vai muito além disso. Acima de tudo, a autora enfatizou o poder da família, da amizade e na importância que essas duas estruturas podem ter na vida e no crescimento de alguém.

Mal posso esperar para ler a continuação. "O Verão Que Mudou Minha Vida" é um primeiro livro tão maravilhoso quanto a série mais famosa de Jenny Han e merece fazer tanto sucesso quanto "Para Todos os Garotos que já Amei". Assim como Lara Jean e Peter, Belly e Conrad já asseguraram o seu lugar no meu coração, e Jenny Han seu lugar entre minhas autoras de romance favoritas.

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Toy Story 4

| 21 junho 2019 | Um comentário:

Toda criança precisa de um brinquedo e todo brinquedo precisa de uma criança. Woody já teve Andy, e agora tinha Bonnie para tomar conta, ou, caso ela não se importasse mais tanto com ele, sua obrigação era cuidar de seus brinquedos favoritos, para que ela sempre fosse feliz, mesmo que o brinquedo viesse do lixo e continuasse achando que ali era o seu lugar.

“Toy Story 1 e 2” são filmes divertidos, para você rir e conhecer bem os personagens. Já os filmes 3 e 4 nos levam por um caminho completamente diferente. Assim como no terceiro, no filme que fecha uma saga onde os brinquedos têm vida, é impossível não se emocionar, chorar, e já sentir falta desses personagens que marcaram gerações.

Woody precisa se acostumar a não ser mais o brinquedo favorito de sua criança, mas isso não é motivo para que ele não se importe com ela. Com tantos brinquedos incríveis, aja criatividade para trazer como um dos personagens principais do longa um garfo retirado do lixo que, com toda a imaginação de uma criança, pode virar o mais incrível dos brinquedos.

Enquanto Woody luta para manter o Garfinho ao lado de Bonnie, ele reencontra velhos amigos, e percebe que ter uma única criança não é o único modo de alguém como ele ser realmente feliz. Se deparar com brinquedos que nunca tiveram essa oportunidade, que lutam diariamente apenas para encontrar, uma única vez, um amor incondicional que ele já teve a oportunidade de viver duas vezes, é o grande ponto de virada do filme, onde nós vemos que esse longa seguirá por um caminho completamente diferente.

É impossível não se emocionar com a carência desses personagens. Brinquedos que fazem parte das nossas vidas, que aprendemos a amar, e também novos personagens, mas buscando a mesma coisa: aceitação e amor. Crianças precisam de brinquedos que as façam felizes, mas brinquedos também precisam de crianças, precisam de seu amor e atenção. Nossos brinquedos nos trazem uma enorme bagagem de emoção nesse filme, mostrando que também precisam uns dos outros, pois são uma família que nem a distância pode destruir.

Toy Story deixou há muito tempo de ser apenas um filme infantil. O fechamento do ciclo da história de Woody e Buzz nos mostra um amadurecimento dos personagens, porque os brinquedos também podem crescer, fazerem novas escolhas e seguirem em frente, mesmo que o futuro seja completamente desconhecido, mesmo que companheiros de sempre não estejam mais ao seu lado e isso nos deixe derramando lágrimas no cinema.

“Toy Story 4” é um final digno, emocionante e inesquecível para personagens que conquistaram cada um de nós com suas emoções que, mesmo para brinquedos, não são poucas. Temos aqui um final muito triste, mas repleto de esperança, que deixará para sempre esses brinquedos tão especiais marcados em nossos corações. Ao infinito e além!
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Caraval

| 15 junho 2019 | Nenhum comentário:

Editora: Novo Conceito


Um incrível jogo onde nada é real, ou onde tudo é tão real que pode enlouquecer a mente de alguém. Scarlett sempre sonhou conhecer o Caraval e seu mestre, Lenda. Após dezenas de cartas sem respostas, quando ela finalmente recebe seu convite, tudo o que deseja é se casar com o seu prometido, um homem que ela nem ao menos sabia o nome, apenas para livrar ela e a irmã das garras de um pai tirano e violento. Porém, sua irmã, Tella, jamais deixaria que elas perdessem essa oportunidade, mesmo que tivesse que levá-la literalmente a força para o incrível mundo de Caraval.

Que narrativa intensa, muito bem elaborada e surpreendente. Cada página é um mergulho nesse jogo impressionante, onde o prêmio pode ser muito maior do que um simples desejo. Estou chocada como a autora, Stephanie Garber, foi capaz de ilustrar com riqueza de detalhes, pensamentos e humanidade algo tão surreal, transformando um livro de fantasia em um universo único, em apenas cinco noites de desafios.

Scarlett não aceitaria ir para o Caraval, não agora que estava tão próxima de seu casamento, quando não estaria mais à mercê do pai. Sendo obrigada a entrar no jogo, descobre que sua irmã, seu bem mais precioso, foi raptada e se tornou o grande desafio. Quem a encontrasse primeiro venceria. Para todos os outros participantes, era apenas um momento de entretenimento, mas, para a protagonista, a sua família estava em jogo, a única pessoa que ela tinha no mundo, até encontrar um marinheiro charmoso, mas não muito gentil, que as levou até o grande show de mestre Lenda: Julian.

Se somos orientados, assim como a protagonista, a nunca acreditar no que acontece no jogo, como discernir o que é real do que é magia? Como ter esperanças de que algo bom esteja acontecendo, quando aquilo pode desaparecer a qualquer momento?

Isso é tão incrível quanto angustiante. Em meio a tanta fantasia, também temos com intensidade os medos, sonhos e desejos da protagonista. Impossível não temer pelo seu futuro, sobre o que seria ou não real e o que restaria de sua vida quando o jogo acabasse, se é que restaria algo, além de momentos de ilusão. Amei viver essa expectativa, foi algo desenhado com muita criatividade para nos prender, chocar e encantar.

"Caraval" é um jogo, mas também um lugar onde os participantes podem descobrir quem eles realmente são, ou quem desejam ser. Para Scarlett, estar com sua irmã em segurança, era o principal, porém, foi em meio a fantasia e ilusões que ela aprendeu que a vida deve ser muito mais do que isso. E nós, leitores, conhecemos um mundo realmente incrivelmente mágico...

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Escola dos Mortos

| 11 junho 2019 | Um comentário:

Autora: Karine Vidal


Um avô desconhecido surge com uma herança milionária. Para a família de Lara Valente, aquele dinheiro não substituiria o pai que desaparecera há tantos anos, mas elas também não deixariam uma oportunidade como essa passar. A única condição para que elas recebessem a quantia exorbitante, era que a filha mais velha estudasse um ano em Londres, em uma escola que vinha recebendo membros da família há gerações. Lara aceitou a condição, mesmo sem saber os mistérios que haviam por trás daqueles muros, que poderiam por fim a sua história, ou começar uma nova, mas com bem menos vida do que ela gostaria.

Não consegui me prender a obra logo no início. Cheguei a desistir por um momento da leitura, mas, após terminar, fico muito feliz de ter acompanhando a vida (ou a morte) de Lara Valente até o fim. A autora, Karine Vidal, consentiu dar uma virada de 360 graus na narrativa, colocar na história excelentes plots twists e me segurar até o fim, fazendo com que eu me apaixonasse pelos personagens.

A protagonista é enviada para uma escola onde famílias há gerações devem pagar tributos para a morte. Lara, como a única integrante de sua família na escola, tem sua vida terminada quando é jogada de um penhasco, mas uma totalmente nova tem início ao se vê em meio a famílias muito antigas e pessoas misteriosas na Escola dos Mortos.

Algo que me encantou na obra foi como a autora soube usar alguns clichês muito típicos e criar situações, ou nos dar explicações, completamente novas. Um grande exemplo é Luka Ivanovick, interesse amoroso da personagem principal, após sua morte.

Um garoto frio e inacessível. Misterioso e de uma beleza como nenhuma outra. Depois de quase dez anos na Escola dos Mortos, sem se relacionar com absolutamente ninguém, a não ser os membros de sua família, ele se vê obcecado por Lara. Esse pode ser um fato comum em outros livros, mas a autora soube como criar uma explicação para nos deixar de queixo caído. Jamais imaginaria os motivos reais para a obsessão de Luka, muito menos por qual razão todos se sentiam tão atraídos por alguém tão distante. Esse é o grande clímax da obra, a grande revelação, que nos deixa completamente chocados é enlouquecidos para seguir até o final.

Lara e Luka são dois personagens tão diferentes, mas você se vê tão obcecado quanto eles por aquela relação tão fora dos padrões, tão sem sentido, mas totalmente perfeita.

Depois dessa primeira experiência com Karine Vidal, com certeza vou ler outros livros da autora e saber que grandes histórias ela pode nos contar.

"Escola dos Mortos" é um livro sobre morte, mas também sobre vida. Sobre corações que não batem, mas também podem amar. Sobre olhos que não choram, mas também podem sofrer. Sobre vidas aparentemente perfeitas, mas que escondem muitos segredos. Se o começo te parecer um pouco sem graça, não desista, é totalmente intencional. O livro é incrível!

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X-Men: Fênix Negra

| 08 junho 2019 | Nenhum comentário:

Os mutantes não são mais uma ameaça. Agora, eles são como heróis que estão prontos para salvar os humanos em momentos de necessidade. Porém, bastaria apenas um deslize para que esse equilíbrio delicado fosse completamente prejudicado. Uma poderosa mutante, sem controle sobre seus poderes e emoções, poderia colocar tudo a perder.

Jean Grey jamais seria considerada uma ameaça, mesmo sendo portadora de poderes tão destrutivos, porém, não ter controle sobre eles, nem sobre suas emoções, poderia ser o estopim de uma guerra contra os dois mundos, humanos e mutantes.

Após um salvamento de astronautas, muito bem-sucedido, Jean é atingida por uma força espacial misteriosa que eleva os seus poderes, mas destrói muros construídos em sua mente há muitos anos, por alguém que dizia querer protegê-la, mas que escondeu dela um dos principais fatos de sua vida.

Nós sempre vimos Charles Xavier como o mentor sábio e bondoso da equipe de mutantes. Mesmo com alguns vislumbres do que poderia se tornar a sua personalidade, em outros filmes, perante a decepção de não conseguir se encaixar no mundo, agora vemos o outro lado, que também pode ser assustador. O excesso de aceitação faz com que ele comece a agir com um pouco de estrelismo, querendo agradar a todo o momento e colocando seus X-Men em risco.

A presença de Mística nesse filme é uma inversão de valores dos longas anteriores. Ela se transforma na voz da razão, aquela que realmente vê o que está acontecendo. A mutante que se preocupa e realmente quer resguardar a sua equipe, porém, logo é tirada de cena, e vemos o quanto Charles precisa de uma dose de realidade para voltar a colocar (em sentido figurado) os pés no chão. Nesse caso, sua dose de realidade é representada pela sua favorita, pela mutante mais poderosa sob o seu comando, mas que deixa de confiar em seu tutor e faz com que, em apenas um momento, ele perca tudo o que lutou tanto para conquistar.

Esse filme difere muito de “X-Men 3: O Confronto Final”, que também trouxe a Fênix Negra a cena. O novo filme leva para a tela um lado mais emocional de Jean Grey, o quanto aquilo a afetava psicologicamente, mas peca um pouco no que poderia ser a grande batalha de Fênix Negra contra os mutantes de Charles Xavier, o que também é ressaltado pela inserção de uma nova personagem como vilã da história, o que eu, particularmente, não achei muito necessário.

Após um grande filme de uma série, é sempre mais complicado acompanhar as sequências, pois é impossível não haver comparações. Após o filme genial que foi “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, sempre vamos esperar algo tão grandiosos e de tirar o fôlego. “Fênix Negra” é um filme muito bom, mas falta bastante para nos causar as emoções de “Dias de um Futuro Esquecido”.

Mas é claro que temos grandes destaques nesse filme. Pela primeira vez eu realmente amei o personagem de Scott Summers. Pudemos ver o amor dele por Jean e tudo o que ele faria o ela. Sua preocupação com seu amor é algo encantador, além do quanto ele queria ajudá-la e o quanto a defendia, mesmo sendo testemunha do que ela seria capaz de fazer.

Também temos Hank McCoy, em sua versão mais humana, apesar da Fera em que ele pode se transformar. Alguém sempre tão leal a Charles, dessa vez mostrando toda a sua decepção e apelando para alguém que já foi um grande inimigo, é a prova do quanto algo estava muito errado em todo aquele universo, o quanto o professor X precisava reavaliar suas prioridades.

O final de “X-Men: Fênix Negra”, além de trazer uma batalha incrível, também traz uma lição de humildade e amizade. Dois personagens na série, sempre muito impactantes, lutando ou não no mesmo lado, mas sempre mantendo uma relação de respeito, e até de amor, até o fim. Deixando de lado as comparações, vale muito a pena assistir.
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Uma Dama Fora dos Padrões

| 01 junho 2019 | Um comentário:
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

Billie não se importa como deveria com regras e imposições sociais. Subir em uma árvore para resgatar um pobre gato não deveria ser algo inaceitável para uma dama da sociedade, porém, cair em um telhado, torcer o tornozelo e ter que ser salva por ninguém mais, ninguém menos, que George Rokesby, o herdeiro do título de sua família e o irmão menos amistoso, não poderia ser algo bom para alguém tão independente quanto a protagonista.

Como as duas famílias sempre foram muito unidas, era esperado que Billie se casasse com um dos irmãos Rokesby, Edward ou Andrew, de quem ela sempre foi muito amiga. Ninguém jamais imaginaria um relacionamento com George, o irmão que sempre teve muito mais responsabilidade, nunca se envolveu nas brincadeiras das crianças e praticamente apenas tolerava Billie em seu convívio. Mas, nada como passarem um tempo presos em um telhado, após um resgate malsucedido, para que ambos começassem a ver um ao outro com outros olhos.

Julia Quinn é sinônimo de perfeição em forma de livro. Ainda estou para encontrar uma obra da autora em que eu não me apaixone pelos personagens e me perca em meio a narrativas com casais tão únicos, encantadores e apaixonantes. Billie e George me conquistaram logo nas primeiras páginas, e a torcida não foi pouca para que esses dois turrões finalmente abrissem seus corações para um amor que estava claramente batendo em suas portas.

A protagonista é incrível! Não diria apenas que ela age à frente de seu tempo, ela talvez seja mais sem noção para a época em que vivia (ou qualquer outra) do que qualquer outra coisa, mas não deixa de ser alguém apaixonante, o que torna sua primeira real paixão algo tão surpreendente. Alguém destemida e impulsiva, que se vê totalmente despreparada e insegura com aqueles sentimentos. Pela primeira vez ela queria algo para si, mas não sabia como agir, como seria recebida. Billie consegue ser uma contradição de emoções em um só corpo, o que torna tudo emocionante e lindo de se acompanhar.

Enquanto Billie é um maremoto de impulsividade, George sempre foi focado em seu futuro. Como filho mais velho, conhecia a responsabilidade que teria que assumir em suas terras, quantas pessoas dependeriam dele e que não poderia defender o seu país, assim como seus irmãos estavam fazendo. Quando um deles desaparece, Edward, o fato abala completamente ambas as famílias, mas com uma manipulação do destino (ou nem tanto do destino), Billie e George são obrigados a ficarem juntos por um tempo, enquanto ele tenta buscar ajuda para encontrar o irmão. Nada como uma situação tensa e emotiva para unir duas pessoas tão completamente opostas, mas que soltavam faíscas quando se encontravam, seja em discussões ou em meio a paixão.

"Uma Dama Fora dos Padrões" é um livro para não conseguir parar de ler. Impossível largar enquanto esses dois protagonistas turrões não aceitam o que está acontecendo, não escutam seus corações e resolvem que o melhor para ambos é ceder a um amor tão poderoso que estava nascendo. Com beijos tão poderosos, com tamanha paixão, seria impossível que eles conseguissem viver um sem o outro, encontrassem outra pessoa para dividir a vida que fizessem seus corações baterem com tanta intensidade. Livro perfeito!

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