Missão refúgio

| 14 março 2026 |


Sinopse:
A trama de MISSÃO REFÚGIO acompanha Mason (Jason Statham), um homem assombrado por traumas do passado que escolheu viver em completo isolamento em uma ilha remota, longe de qualquer contato com o mundo. Tudo muda quando, durante uma violenta tempestade no mar, ele salva Jesse (Bodhi Rae Breathnach). O ato heroico desencadeia uma implacável caçada, colocando os dois na mira de inimigos cruéis. E, ao mesmo tempo que ele precisa proteger a garota, o protagonista tem que enfrentar os fantasmas que tentou abandonar.

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Sabe o que é legal? Você ir para o cinema esperando tiro, porrada e bomba e se deparar com uma história até bem emocionante (mas não precisa se preocupar, a pancadaria não foi dispensada... é um filme com Jason Statham, né? Rsrs)

O protagonista, Mason, vive em uma ilha deserta e recebe a “visita” ocasional de um amigo do passado e sua sobrinha, que lhe trazem suprimentos. Visita talvez não seja bem a palavra mais assertiva nesse caso, sendo que não existe nenhum contato entre eles. Os suprimentos são deixados e eles vão embora.

Tudo muda quando, em uma tempestade, o barco do amigo naufraga e ele consegue salvar apenas a menina. Com o tornozelo de Jesse infeccionado, o personagem de Statham é obrigado a sair da ilha para buscar remédios, e é aí que nós entendemos em que universo o protagonista está inserido.

Todas as câmeras, celulares e objetos eletrônicos estão conectados a um programa do governo (quem precisa de privacidade, né?). Quando a imagem de Mason é capturada por uma das câmeras, é que começa a caçada implacável.

Jesse não tem mais ninguém, então, esse é o ponto crucial da história. Sem essa personagem, o filme não teria toda a carga emocional que ele carrega. Um homem solitário, que vivia apenas com o seu cachorro (snif), agora precisa fugir e lutar, mas não apenas pela sua vida.

É incrível acompanhar os mistérios se desenrolando, descobrir quem o personagem de Statham é na realidade, quem são os verdadeiros vilões da história e, principalmente, o desenvolvimento emocional de um homem que, por tantos anos, não teve alguém ao seu lado, que não tinha uma família, mas que agora colocaria até a sua vida em risco pela segurança de uma menina que tinha a vida toda pela frente.

Filmes de ação geralmente não me impressionam muito, mas não posso negar que essa personagem fez com que a ação ficasse em segundo plano, quando você começa a torcer para que eles possam ter um final feliz. Uma filha sem um pai e um homem sem uma família...

E é por isso mesmo que a minha sequência favorita do filme é repleta de ação, tiros e violência, mas, o propósito do protagonista era tão sensível, que foi impossível não ficar com  o coração da mão.

Missão refúgio vai agradar muito fãs de ação, mas não vai deixar nada a desejar para quem busca algo mais emocional e tocante, mesmo em meio a tamanha violência. 


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