Sinopse: Um solitário Frankenstein (Bale) viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar a cientista pioneira, Dra. Euphronious (Annette Bening, cinco vezes indicada ao Oscar), e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva (Jessie Buckley) nasce. O que se segue está além do que qualquer um deles imaginou: Assassinato! Possessão! Um movimento cultural selvagem e radical! E amantes fora da lei em um romance selvagem e inflamável!
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Toc toc... preparado para enfrentar o horror, ou algo que pode ser ainda mais aterrorizante, como, por exemplo, uma história de amor?
Uma premissa tão interessante quanto angustiante. Uma autora revoltada com a sua própria morte, usa dos meios ao seu alcance para continuar sua própria história. E desnudá-la em diversas palavras (tanto quanto só um grande escritor conseguiria).
Um dos monstros mais clássicos do cinema e da literatura atinge o ápice do seu lado humano ao não suportar mais a solidão e desejar ter ao seu lado alguém que lhe fizesse companhia nos dias sombrios, alguém que lhe entendesse, alguém como ele.
Quem seria melhor para ajudá-lo a alcançar o seu objetivo do que uma cientista tão louca quanto o seu próprio criador?
Esse filme me deixou bem perturbada! Também, pudera, um longa onde o personagem com a mente mais sã talvez seja o chefe da máfia, mesmo em toda a sua vilania, ao menos em suas más (bem más) ações. Elas são exatamente as esperadas de um personagem que não enlouqueceu completamente, algo que não podemos dizer sobre todos os outros elementos do filme.
Em busca de satisfazer os seus desejos, colocar um fim a morte, ou a tão atual busca por igualdade de gênero, os protagonistas se desmancham em loucura e emoções explodindo como bombas, bombardeando os sentidos de que está assistindo (e enlouquecendo um pouquinhos nossas mentes também).
Quem são os monstros? Aqueles que enlouquecem na solidão de suas aparências ou aqueles que os perseguem?
A noiva! talvez seja um filme sobre preconceito e empoderamento, loucura e desejos, mas, acima de tudo, é um filme sobre quem são os verdadeiros monstros que habitam em uma sociedade corrupta e sem escrúpulos, sem certo ou errado. Uma sociedade quebrada por dentro, assim como a protagonista.
Esse filme é realmente uma experiência de som e imagem e merece ser visto em uma tela digna de todos aqueles contrastes visuais e magia para os ouvidos.

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