Sinopse: Existe um bosque escondido logo depois da cidade, um lugar que não aparece em nenhum mapa e de onde dizem que ninguém volta. É para lá que uma revoada de corvos leva o irmão de Prue, enviados por uma feiticeira que precisa dele para seus planos sombrios. Sem pensar duas vezes, Prue parte para o Bosque Selvagem para salvá-lo, ao lado do amigo Curtis. Lá dentro, os dois encontram um mundo mágico, cheio de perigos, criaturas encantadas e segredos antigos. Das mãos que criaram Coraline, chega aos cinemas uma história sobre coragem, amizade e os laços que nos movem.
***
Imagine seu irmão ser sequestrado por corvos e você ser obrigada a entrar em um bosque (que o seu pai sempre disse para nunca chegar perto) para poder salvá-lo, e ali descobrir um mundo incrível com animais falantes, muita magia e uma guerra acontecendo. Porém, em meio a toda essa fantasia, também vamos descobrir que, uma grande tragédia (e muito sofrimento), pode ter como consequência escolhas terríveis.
Mal consigo começar a explicar todas as emoções sentidas com essa obra prima. Eu ainda não li o livro no qual o filme é baseado (mas agora, com certeza, vou ler), porém, a essência dessa narrativa é tão grandiosa, que o filme consegue ser tocante e intenso, sem que você sinta que está faltando algo a mais, como geralmente acontece em outras adaptações.
Aqui a magia existe, e traz com ela seres e ambientes inexistentes do nosso mundo, porém, o que realmente rouba a narrativa são os sentimentos (tão reais e profundos) retratados nessa história. E, com eles, nós nos identificamos a cada momento.
Prue não é apenas corajosa em ir atrás de seu irmão. Cada olhar, cada gesto e cada ação evidenciam o amor que a protagonista sente pelo irmãozinho. Seu desespero em encontrá-lo é tão intenso que é impossível não sofrer junto com ela. Encontramos aqui um tipo de amor capaz de fazer alguém superar seus próprios limites e colocar sua vida em risco, mesmo que as chances de sucesso sejam ínfimas.
Seu sofrimento talvez só não seja maior do que o da antagonista do filme. Até onde iria uma mãe que perdeu o seu filho para tê-lo de volta, não importa como? Alexandra, a governadora viúva, não é apenas a vilã do filme. É uma mãe que nunca aceitou a perda filho, e, sozinha no mundo, não conseguiu continuar sem o peso da dor, o que a fez escolher todos os caminhos errados, pois isso poderia trazer seu bem mais preciso de volta para a sua vida.
Todos esses sentimentos, todas as expressões marcantes, cada fala e gesto tocantes... é até difícil de acreditar que realmente seja um filme feito em stop motion. Que animação perfeita!!! Eu nunca imaginei assistir uma batalha grandiosa e épica feita com essa técnica e o resultado ser surreal de tão incrível.
Depois de cerca de 7 anos de esforço, tenho certeza de que a equipe de animação está muito orgulhosa desse lindo trabalho, agora entregue aos cinemas. Imagine conseguir passar uma emoção desse tamanho animando, frame a frame, centenas (ou milhares) de bonecos, cenários, criar uma batalha épica, cenas de voos, e tantos outros elementos, de forma tão complexa e delicada, e ter como resultado algo que, com certeza, vai entrar para a história? Puro orgulho mesmo!
Estamos falando aqui de técnica e muita dedicação, junto a uma história tão profunda que é impossível não se emocionar. Eu acredito que esse filme será vencedor de muitos prêmios, porém, o principal deles será a admiração do público. Eu só posso aplaudir de pé 👏👏👏

Nenhum comentário:
Postar um comentário